Resenha – Anna e o planeta

Oi gente, tudo bem?

Volto hoje com mais um livro para o projeto (Re)Lendo Jostein Gaarder. Há um tempo eu não atualizava o projeto, mas esse mês ganhei de presente seu lançamento, que estava esperando muito!

Anna e o Planeta (Companhia das Letras, selo Seguinte, 2017, 163 p.) irá nos apresentar Anna (aah, jura?!), uma menina que está prestes a completar 16 anos. Através de seus sonhos, começa a receber algumas “mensagens” de sua “bisneta”, Nova, que vive no ano de 2082 (começo a ficar com medo dessa década). Essas mensagens na verdade, são bem alarmantes: o planeta Terra está totalmente devastado, e tudo quanto é flora e fauna só pode ser visto através de uma espécie de computador. Claro que os pais de Anna ficam preocupados – pois Anna está começando a acreditar em seus sonhos, e acha que tem que fazer alguma coisa. Então a levam num psiquiatra, o doutor Benjamin – que é doidinho igual a ela haha. Anna terá então, que resolver se seus sonhos querem realmente lhe dizer alguma coisa, ou se é só invenção de seu cérebro.

“O que haveria ‘debaixo’ ou ‘detrás’ do Universo é algo que ninguém tem como afirmar. O mundo é cheio de enigmas. Às vezes, a coisa mais sensata a se fazer é se curvar diante do insondável” (p. 92)

Minha opinião: A ideia do livro é muito legal. Conscientizar crianças e adolescentes para a conservação da fauna e flora, atentando-se ao que pode fazer no “aqui e agora”, isto é, sem precisar de grande ajuda, mas sim o que está “à mão”. O que deveria ser óbvio, infelizmente, ainda deve ser alertado. O planeta Terra está pedindo ajuda sim, e ninguém está se preocupando com nada. Porém, Jostein dessa vez não me agradou tanto quanto das outras vezes. Ele foi bem repetitivo e monótono em vários trechos do livro, e fez as falas de seus personagens soarem muito forçadas. Apesar de intercalar o livro todo com passagens de Anna / Nova, fazendo com que desse um gás ao livro, a leitura foi cansativa. Teve uma parte do livro, onde aparece um personagem secundário (o namorado de Anna), que começou a ficar interessante. Mas isso lá pela página 90 (o trecho acima foi tirado dessa parte rs). Eu não sei se fui com muita sede ao pote, se estava esperando demais… Mas, pois é, eu estava esperando mais mesmo haha.

Ah! Aliás, quando o Jostein cisma de falar sobre a beleza e os enigmas do universo, eu curto demais! De vez em quando ele adentra bem no tema, fazendo com que eu fique mais e mais encantada. O trecho acima foi bem característico do autor… Mas o restante, não vi tanto do Gaarder que estou acostumada.

Título: Anna e o planeta

Autor: Jostein Gaarder

Editora: Companhia das Letras (Selo Seguinte)

Páginas: 163 p.

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Saramboke | Elizeu Moreira Paranaguá

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim comentar um pouco com vocês sobre o livro Saramboke (Penalux, 2016, 160 p.) do autor baiano Elizeu Moreira Paranaguá. Diferente de Manuel Bandeira, que quer ir para Pasárgada (e de Bruno Félix, que acha que nem tudo são flores no paraíso de Bandeira), Elizeu cria um lugar de onde veio, um lugar de origem do poeta (onde particularmente acabei desejando ir).

Por todos os caminhos que o autor nos leva, vai-nos puxando pelas mãos, às vezes por um caminho todo florido, outras vezes por caminhos arborizados, e todas as vezes sem pressa alguma. Há poemas mais curtinhos, diretos, que quando terminamos de ler não conseguimos ir diretamente para a próxima. Tem de haver uma reflexão demorada e saboreada.

Já diz José Inácio Vieira de Melo, na contracapa: “Dom Elizeu Paranaguá, o Conde dos Lajedos, dentro da sua orfandade, adota todos nós e nos convoca ao seu feudo mágico – as páginas metafísicas do Saramboke – para que dancemos à margem de todas as coisas, como deuses“. E é exatamente isso que Elizeu faz: transforma nosso mundo estático em poesia dançante; poesia essa que transforma o mundo à nossa volta, mas principalmente nosso interior.

Título: Saramboke

Autor: Elizeu Moreira Paranaguá

Editora: Penalux

Páginas: 160 p.

Adicione no Skoob.

Adquira seu exemplar clicando aqui.

Para ler um trecho, clique aqui.

[Livro concedido através de parceria com a Editora Penalux]

Não há tempo a perder | Amyr Klink

Oi gente, tudo bem?

Há um tempo eu escrevi uma resenha sobre o livro Cem dias entre céu e mar, do Amyr Klink. A Editora Tordesilhas entrou em contato comigo, para me enviar seu lançamento… E claro que aceitei!

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Não há tempo a perder (Tordesilhas / Foz, 2016, 209 p.) do empresário, autor e navegador Amyr Klink, é um depoimento dado para a jornalista e editora (da Foz) Isa Pessoa. Nesse depoimento, Amyr fala sobre sua vida pessoal, sonhos, amigos, família e liderança. Conta por exemplo, como iniciou sua faculdade de economia na USP, e que mesmo não gostando nada do que estava fazendo, decidiu terminar. Nesta época da faculdade, Amyr fugia dos veteranos (dos trotes), e com isso, encontrou uma nova atividade: havia uma raia olímpica que era utilizada para limpeza de barcos e remos. As pessoas que estavam ali saíam todos os dias para correr até o outro prédio, dando em torno de 8 quilômetros em subida. Klink começou a participar da rotina desses homens, todos sérios e centrados. O Arlindo Donato, técnico (e economista da USP) dedicou toda sua vida ao remo do clube Espéria.

“A busca por segurança total é uma ficção, assim como a liberdade sem limites nos engana.” (p. 18)

Amyr também conta bastante sobre sua noção de liderança e como age diante de situações bem adversas. Mostra-nos ser um homem sério, justo e que sempre se coloca à frente para resolver os problemas. Ser um líder não é “mandar” nas pessoas, mas fazer por elas e dar o maior exemplo.

“O Brasil tem preponderância no cenário mundial, mas insistimos no erro da visão individualista, pensamos como uma nação de quinto mundo. Pensamos na minha casinha própria, no meu carrinho, no meu lugar na fila. Vestígio de uma democracia racial de mentira, igualdade social garantida por foros privilegiados, da cultura do doutor, egoísta e socialmente estanque.” (p. 54).

O entrevistado também conta um pouco de sua infância e vivência com sua mãe, esta tão “delicada, artística, com impiedoso senso de humor” (p. 72) e seu pai, tão rude. Fala também um pouco sobre sua esposa, Marina (sim, Marina… também velejadora, fotógrafa e produtora) e suas três filhas, Laura, Marininha e Tamara. Ainda nos conta de sua não crença em Deus, mas em sua praticidade com as coisas do mundo, sua paixão pela natureza, seu bom humor diante de uma tempestade em alto mar.

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Retirado do site Folha de São Paulo

Minha opinião: É um livro encantador. Escrito de forma bem humorada e informal, conhecemos um pouco mais sobre as viagens de Amyr, com seu ponto de vista super sincero. O livro também é recheado de depoimentos de seus amigos e colegas de profissão. Como em seu outro livro, já resenhado aqui no blog, ele nos dá motivos e mais motivos para irmos atrás de nossos objetivos, e nunca desistirmos deles, sejam eles quais forem. Seu modo de planejar suas viagens, com ansiedade mas ao mesmo tempo com todo o cuidado do mundo, acaba nos abrindo horizontes: um sonho pode estar bem distante, mas se nós não atropelarmos as etapas, tudo ocorrerá bem.

Vemos também que em nossas necessidades, acabamos ficando mais criativos e abertos ao novo. Ele é bem realista e pé no chão (apesar de sonhar alto!), utilizando de sua experiência e prática para chegar ao seu limite. Limite esse, que pode até desafiar a morte. Porém, o mais incrível é que mesmo desafiando esta senhora que todos temos medo, ele age com o bom humor: ao invés de temer grandes ondas em alto mar, ele pede para que a natureza “mande mais”.

Minha admiração e simpatia pelo autor só cresceu com esta conversa. Fala com uma linguagem simples e clara. Dá dicas preciosas que podemos usar em nosso cotidiano. Tudo isso com uma humildade sem tamanho.

Se você ficou interessado por este livro, esta semana teremos um sorteio no blog! Fique atento, e participe!

Título: Não há tempo a perder

Autor: Amyr Klink (depoimento a Isa Pessoa)

Editora: Tordesilhas / Foz

Páginas: 209 pág.

[Livro de parceria com a Editora Tordesilhas]

O chão que em mim se move | Carlos Barbosa

Olá pessoal, tudo bem?

Parece que esse mês dei uma alavancada nas leituras. Sabe a meta que eu fiz no começo do mês? Está rendendo! Acho que por terminar um livro que há tempos estava lendo (desde julho! rs), as coisas começaram a funcionar melhor. É tão boa a sensação quando terminamos algo, não é? Uma outra sensação muito boa que sinto quando estou lendo, é quando percebo que a leitura tem um ritmo, e aí começo a ler em voz alta. Já aconteceu com vocês também? Inclusive estou pensando em fazer uma postagem sobre essas sensações! rs

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Mas vamos falar do livro que me deu esse segundo prazer: leitura em voz alta, com ritmo. O chão que em mim se move (Penalux, 2016, 123 p.) do autor baiano Carlos Barbosa é um livro de contos que de certa forma estão interligados. Vira e mexe voltamos ao Bendiá, às lembranças de infância de um narrador que está presente em várias histórias. E são histórias contadas com tanto bom humor, mas ao mesmo tempo com tanta melancolia e saudade, que me foram arrancadas lágrimas, sorrisos e gargalhadas. Deu aquele conforto, aquela lembrança de voltar para casa (ainda que eu nunca tenha saído).

É muito difícil escolher um conto favorito – mesmo que a gente não precise fazer isso, cêis sabem, né? haha Mas é aquele costume que temos de sempre escolher só um. Eu gostei de todos os contos, completamente todos! E confesso pra vocês que isso é raro acontecer, afinal como são historinhas curtas, que não tem um vínculo (lembrando: geralmente), às vezes nos apegamos mais a alguns personagens ou situações. Mas fiquei encantada por todos os contos desse livro. Os que envolvem o Bendiá (no vale do Rio São Francisco) são como refúgio para nossa infância. Nosso narrador vai nos contando de seus amigos (ou “inimigos”), de seu pai (cutucando sua masculinidade de menino tão pequeno), de seu cavalinho, da tia Vitorina, e da trilha pedregosa, aquela malvada.

“Acode, meu pai, acode! O cavalinho tá se acabando, tá se acabando, berrei. Que é isso, menino? Bestagem, besteira, coisa nenhuma, apruma aí, sacode a rédea e vá rompendo, meu pai impacientava-se comigo, um pouco envergonhado por conta dos companheiros de viagem.” (p. 34-5)

A escrita de Carlos é algo tão ágil, tão rápida, que não vemos nem o tempo passar. Li o livro praticamente em uma noite. Parece que juntamos nossas mãos às mãos dos personagens, e eles vão nos levando, hora correndo, com a ânsia de nos mostrar o final de tudo aquilo; hora caminhando devagar e observando a lua, contando-nos os causos vividos. Penso – e isso é opinião e suposição minha -, que o título vem um pouco daí. O autor Roniwalter Jatobá, nas orelhas do livro, nos informa mais: que temos “Em todos os textos, o destino da migração. Para fugir daquele mundo, a busca por São Paulo, ‘na agonia doida pelas maravilhas de lá, dos empregos muitos, das lordezas'”.

Destaco, além dos contos que falam diretamente do Bendiá, o conto “Corpo de mãe“. Um escrito totalmente necessário, não só para quem tem choro engasgado, mas para aquele que não chora uma lágrima sequer, que é um pedregulho. A perda de nossa progenitora, imagino ser uma das dores mais angustiantes e ameaçadoras.

“História assim não se acaba de forma abrupta e espetacular – escorre. Certos acontecidos guardam parelha com carro de boi em carreiro de canavial: avançam lentamente, rangem doridamente, parecem rejeitar o despejo final de carga e seus desdobramentos em melaço, álcool, rapadura e bagaceira, a propiciar doce e ácido, sustança e embriaguez em vidas desligadas na trama.” (p. 58)

Sabe esse trecho aí em cima? Pra mim, o autor traduziu seu próprio livro: ele “não se acaba de forma abrupta e espetacular – escorre”. E a nossa vida é assim, não é? Preciso dizer mais nada.

Título: O chão que em mim se move

Autor: Carlos Barbosa

Editora: Penalux

Páginas: 123 p.

Livros super desejados

Oi gente, tudo bem?

Resolvi fazer essa postagem pra focar haha Lá no meu Skoob, tenho mais de trezentos livros “desejados”. Pensei: Deus meu, tem livro aqui que nem sei de onde surgiu! rs Às vezes acontece de eu ver vídeos-resenha, e ficar totalmente fissurada pelo livro. Aí coloco no meu “desejados”, e esqueço dele rs

Então resolvi separar e mostrar pra vocês também quais são os meus maiores desejados! E olha… Tem autor repetido aí…

Observação: As sinopses são retiradas do Skoob.

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O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan

Sinopse: “Assombrado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam cada vez mais os espaços dos meios de comunicação, Carl Sagan reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para iluminar os dias de hoje e recuperar os valores da racionalidade. Como todos os livros do autor, O mundo assombrado pelos demônios está cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento fundamentais para o método científico: o ceticismo e a admiração.”

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Cosmos, de Carl Sagan

Sinopse: “Cosmos” sucede a série de TV homônima concebida por Carl Sagan. O livro é uma consagração da ciência como uma das atividades mais nobres do espírito humano. Abrangendo temas da astronomia, biologia e matemática, o autor esbanja erudição e fascínio em cada página. Definitivamente um clássico.”

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Contato, de Carl Sagan

Sinopse: “Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radiotelescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do Universo. Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que, aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações – menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan mos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana.”

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Poesia reunida, de Adélia Prado

Sinopse: “Adélia Prado, uma das mais renomadas autoras brasileiras, sabe como ninguém retratar a alma e os sentimentos femininos em seus poemas, contos e romances. Acostumada a verbalizar em sua obra a perplexidade e o encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico uma das características de seu estilo único , a poetisa mineira usa o mais comum da vida cotidiana em um tom doce e apaixonado para recriar a vida do interior mineiro por meio de uma linguagem inovadoramente feminina. Neste único volume repleto de seu imaginário acolhedor, encontram-se todos os poemas de Bagagem, O coração disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano, A faca no peito, Oráculos de maio, A duração do dia e Miserere. Esta edição conta ainda com textos de Carlos Drummond de Andrade e Affonso Romano de SantAnna e posfácio de Augusto Massi. Um verdadeiro presente para o leitor de clássicos da literatura brasileira.”

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Van Gogh, de Steven Naifeh

Sinopse: “Amparados pela mais ampla documentação já reunida sobre Van Gogh, Naifeh e Smith orientam o leitor com segurança através do intrincado labirinto de referências estéticas, literárias e religiosas que definiu sua curta existência. Desse modo, diversas imprecisões, bem como mitos há muito estabelecidos na fortuna crítica vangoghiana, são esclarecidos com sensibilidade humana e artística.”

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Vincent, de Barbara Stok

Sinopse: “Vincent van Gogh (1853-1890) e sua mente torturada conceberam uma arte fascinante que transcendeu sua própria história para se tornar um dos mais expressivos e maravilhosos conjuntos de pinturas jamais concebidos. Nesta graphic novel de traços pop originalíssimos, Barbara Stok retrata de forma delicada e luminosa os últimos anos da vida do pintor holandês, passados na França, onde encontrou não apenas seu fim, mas também a natureza e a luz que imortalizou em seus quadros. Em 1888, após uma estadia de dois anos em Paris, Vincent van Gogh muda-se para Arles, no sul da França. A luminosidade, os espaços abertos e as paisagens bucólicas da região, além do próprio contato com a natureza, fornecem ao artista a matéria-prima para aquela que é considerada a fase mais rica e revolucionária de sua arte.
Se por um lado o ambiente o enche de contentamento e esperança, por outro agravam-se seu desequilíbrio e sua angústia, piorados ainda pela falta de dinheiro e de perspectivas concretas de futuro e pela culpa de ser um fardo para o irmão, Theo, que o sustentava financeiramente. É esse turbulento e rico período, não apenas crucial para a compreensão do gênio Van Gogh como também emblemático de sua existência, que a artista gráfica Barbara Stok retrata, com um colorido e uma singeleza dignos do gênio holandês. Barbara pinta com todas as cores um Vincent humano, com suas ambiguidades e fraquezas. Incorporando sabiamente trechos de cartas escritas ao irmão Theo e telas do próprio pintor, aborda seu processo criativo, suas ideias sobre pintura e a obcecada convicção em sua própria arte, que sempre o guiou. O resultado é um personagem cativante, repleto de nuances, e que emociona por sua arte e também pela pureza da paixão com que a perseguia.”

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Doctor Who: The Whoniverse (Lançamento! Somente em inglês) 😥

Sinopse: “The Whoniverse is a never-before-seen history of the Human Race – from the formation of Earth round the Racnoss eggs, and the creation of life by the destruction of the last Jagaroth spaceship, through to the eventual expansion of the sun and end of the world and beyond – to New Earth, and Utopia…  Along the way, The Whoniverse also explores the untold histories of other planets and other lifeforms as they have interacted with humanity. We examine the Daleks and Cybermen, the Time Lords and the Sontarans, the Ice Warriors, Silurians, Weeping Angels, and many many more… We visit Gallifrey and Skaro, Mondas and Telos, Mars and Sontar, to explore how their histories have coincided with the Time Lords, and with our own.  With full-colour illustrations, maps, charts and photography throughout, The Whoniverse is a dramatic retelling of the uprisings, wars and battles that formed Doctor Who’s universe, and an astonishing compendium of the races that live within it. It is the definitive, essential companion to this universe, and any other.”

E é isso! Quais são seus maiores desejos literários?