Resenha – Viagem a Fátima

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim falar de um livro que ainda não foi publicado pelas grandes editoras rsrs E que vale suuuper a pena ser lido! (Explicarei depois) 😉

Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história (2016, 155 p.) da jornalista Rebeca Maria Teles irá nos apresentar a história de Nossa Senhora de Fátima, com um quê a mais: Rebeca visitou a cidade portuguesa onde ocorreu a aparição da Virgem aos três pastorinhos (também nos apresentando, no final do livro, uma ótima bibliografia)!

Com descrições poéticas de como é a pequena cidade de Fátima, vamos sendo levados pelas mãos por Rebeca. Uma brisa aqui, um sol a mais ali, suas ruas movimentadas, e de uma paz indescritível… Assim é o local onde há cem anos foi visitado pela Santa. No início, o nome “Fátima” era dado a uma aldeia da região, e a explicação do nome, nos conta a autora é, segundo o historiador português José de Carvalho, de origem árabe, querendo dizer “jovem, donzela” (p. 16), e há também uma lenda que rodeia este nome. Mas hoje, oito séculos após a lenda, há outra lembrança, quando citamos o nome da pequena cidade: a devoção mariana.

Um detalhe muito interessante do livro é a pesquisa do momento político da época (março de 1916, com Portugal entrando no conflito da Primeira Guerra Mundial. Imaginem a grande carnificina que cercava a Europa!).

Em meio ao caos da Primeira Guerra, hoje sabemos que restava uma esperança, um socorro que foi dado a, no início, três pastores: Lúcia, Francisco e Jacinta. Hoje em dia, há um trenzinho que leva os visitantes (os turistas) para conhecer o mesmo caminho percorrido pelos três pastorinhos. Uma das paradas é Aljustrel (que fica perto da casa dos pais de Lúcia). Para chegar até a Loca do Cabeço, por exemplo, é preciso descer nesta parada e ir andando. Loca do Cabeço é um dos locais onde a Virgem apareceu.

Essas três crianças, além de pastorear o rebanho da família, rezavam – engraçado a autora nos contar como as crianças rezavam: “Ave Maria; Ave Maria; Ave Maria” e finalizavam com um “Pai Nosso”. Isto é, sem o restante da oração. E isso era feito porque elas queriam… brincar! Poxa, afinal eram crianças 🙂  Os três tinham personalidades bem diferentes: Lúcia era mais madura, Francisco bem calado, e Jacinta um pouco “mimada”. Mesmo sendo tão diferentes, os três primos se amavam, e sempre procuravam estar juntos.

Foi num dia “comum” em que o Anjo da Paz apareceu. Esta aparição os teria convidado a rezar, e em seguida repetiu três vezes: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam” (p. 37). Francisco era o único que não escutava o anjo (somente o enxergava). Era o ano de 1916. Este Anjo teria aparecido três vezes, antes de Nossa Senhora.

Santa de Fátima apareceu a eles pela primeira vez no dia 13 de maio de 1917. As três crianças brincavam na Cova da Iria (lembra-se do versinho? “A treze de maio, na Cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria“?) ❤ Com uma luz muito forte, e com as mãos juntas, como que rezando, aparece uma senhora vestida de branco. A Senhora prometeu aparecer mais seis vezes, sempre no dia 13 de cada mês. As crianças prometeram a si mesmas guardar segredo…

Mas é claro que não conseguiram. Jacinta, muito entusiasmada com a visão, acabou contando à sua mãe sobre a aparição. De início ninguém acreditou. Mas depois de um tempo, e com a insistência (que só as crianças sabem como nos convencer…), os adultos acabaram desconfiando que havia um fundo de verdade. Afinal, por que três crianças haveriam de mentir? Mas, irritado com tamanha perturbação, o administrador local, Artur de Oliveira Santos, chamou-os para um interrogatório. As crianças acabaram ficando presas por um período.

“Os homens que pagavam por seu crimes aprisionados naquele lugar se admiraram com a coragem das três crianças, que, à espera da morte, se colocavam de joelhos, erguiam os pequenos bracinhos em direção ao céu e ofereciam seus sofrimentos pelo Papa pelos pecadores, e em consolação ao coração de Maria” (p. 66)

Depois que foram libertados, a 13 de setembro de 1917, a Cova da Iria já contava com cerca de 15 a 20 mil pessoas (incluindo padres e seminaristas). Foi lá que ocorreu o milagre do sol, e sexta aparição de Nossa Senhora de Fátima. E o fato foi contado até mesmo pelo mais jornal Correio da Beira, documentando que “era uma da tarde quando o céu clareou e surgiu um globo prateado que se movia em pequenos giros, atravessando as nuvens” (p. 81).

Em maio de 2017, nosso amado Papa Francisco visitou Fátima, em Portugal. E no dia 13, data em que comemoramos o dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa canonizou os pastores Jacinta e Francisco Marto, os dois irmãos que estiveram presentes nas aparições (a festa litúrgica será celebrada sempre no dia 20 de fevereiro, data do falecimento de Jacinta). Irmã Lúcia ainda não foi canonizada, e isso não aconteceu por causa da data de sua morte (ela faleceu em 2005, com 97 anos), e tendo em vista a grande quantidade de páginas a ser examinada (mais de 15 mil), para assim dar andamento ao processo de sua canonização. Jacinta e Francisco faleceram aos nove e dez anos (em 1919 e 1920), devido à febre espanhola. A fama de santidade dos dois já havia sido difundida por todo o mundo. Leia mais, clicando aqui.

Minha opinião: Já sabem: quando a resenha fica grandona, é porque eu adorei! haha. Vou dizer a vocês o que eu disse à Rebeca: este livro só me deu ainda mais vontade de conhecer Fátima. Eu tenho um carinho enorme por Ela, pois quando era criança, um dos únicos presente que a minha avózinha materna me deu, foi uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos. A paróquia em que cresci e que foi feita minha catequese e minha primeira comunhão, também pertence à Ela ❤  Fora isso, eu sempre soube da história de sua aparição, e achava maravilhosa.

Este livro foi o Trabalho de Conclusão de Curso da Rebeca. Ela estudou jornalismo na Faculdade em que trabalho (Faculdade Canção Nova, em Cachoeira Paulista), e se formou em 2016 (com uma turma que amo muito, e que sinto muita saudade!). Foi por isso que eu disse bem no comecinho da postagem que o livro ainda não foi publicado por uma grande editora. Este exemplar da foto é um dos raros (junto com o exemplar da Rebeca e mais dois ou três rs) que temos impressos. Ela ainda está buscando uma editora bacana para que possa publicar, com as ilustrações originais (que é do Mateus, namorado dela, e um super artista!) a sua história. E claro, eu desejo toda a sorte do mundo para que ela consiga! O livro é muito bem escrito e suas descrições me fizeram ter vontade de estar em Fátima e de conhecer todos os locais citados por ela. E como bibliotecária eu posso te afirmar: ela estudou muito para este trabalho 😉

Título: Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história

Autor: Rebeca Maria Teles

Editora: Independente

Páginas: 155 p.

Site do Santuário de Fátima

Livros sobre a Primeira e Segunda Guerra

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim apresentar para vocês três livros que se passam durante a Segunda Guerra Mundial, e dois livros que passam durante a Primeira Guerra. É super difícil eu encontrar livros que falem sobre a Primeira Guerra, então, quem tiver mais dicas, por favor, deixem nos comentários 😉

Um dos livros é uma HQ, e achei bem interessante para usar até mesmo em sala de aula. Mesmo tendo alguns termos bem técnicos, acho que os estudantes acabariam prestando mais atenção rs. Os livros que eu já tiver feito resenha aqui no blog, estarão com um link clicável, depois do título, ok? Ah, e as Sinopses são todas retiradas do Skoob.

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O leitor – Bernhard Schlink

Sinopse: Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dickens e Goethe precede os encontros. Ao longo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de direito, é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.

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O menino do pijama listrado – John Boyne

Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

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O menino da lista de Schindler – Leon Leyson (Resenha)

Sinopse: Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

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Destinatário desconhecido – Kathrine Kressmann Taylor (Resenha)

Sinopse: Lançada em 1938, esta novela epistolar mostrou ao publico americano o avesso humano das manchetes e jornal: toda catástrofe histórica e também uma catástrofe moral. Dois amigos emigram para a Califórnia, fugindo dos longos anos de penúria que se abateram sobre a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Querem fazer fortuna com uma galeria de arte. Tudo corre as mil maravilhas: os negócios prosperam, e a família de Martin Schulse acolhe o judeu solteirão Max Eisenstein. Ate que Schulse decide retornar a terra natal. É em Novembro de 1932 que começa a correspondência entre os dois amigos…

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Trinity – Jonathan Fetter-Vorm (Resenha)

Sinopse: Em 1942, temendo que os nazistas estivessem perto de construir uma bomba atômica, os Estados Unidos iniciaram o ultrassecreto Projeto Manhattan, que reuniria militares e cientistas para a criação da arma mais letal de todos os tempos. É esse episódio que o ilustrador e escritor americano Jonathan Fetter-Vorm narra em Trinity, livro em quadrinhos dirigido a jovens e adultos. De maneira informativa, interessante e dramática, ele apresenta desde as pesquisas científicas com o átomo no século xix até as trágicas destruições de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Trinity é uma introdução fundamental a um dos eventos centrais da história e também às questões políticas, éticas e ecológicas provocadas pela corrida nuclear.

Resenha – Os meninos da biblioteca

Oi gente, tudo bem?

Acho muito interessante quando um autor consegue encaixar uma discussão do “mundo adulto” num livro infantil. E olha que isso aconteceu recentemente, com o livro Piscina já!, onde Luiz Antonio Aguiar fala um pouco sobre a Ditadura militar brasileira, de modo claro e acessível. E não fugindo muito do assunto, hoje vou falar sobre lutas políticas, com um livro super bacana!

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Os meninos da biblioteca (Biruta, 2015, 168 p.) do autor João Luiz Marques, irá nos contar a história do Heitor, um garoto que está entrando na pré-adolescência, e que tem um diferencial dos de sua idade: escreve para um blog chamado “Le-Heitor”, e gosta – como o nome do blog sugere – muito de ler… Tanto que seu apelido na escola acabou ficando “Le”. Porém, ele está cansado de somente falar sobre livros em seu blog, e quer viver uma história de verdade, em sua vida real. Quer fazer parte de algo grandioso, para que algum dia possa contar para as pessoas. Neste mesmo período de reflexão, Le fica sabendo que a biblioteca pública de sua cidade está para ser demolida! E não somente a biblioteca, mas o quarteirão inteiro, que é todo cultural. Claro que ele não iria deixar barato, e acaba se envolvendo em sua primeira luta política, com a ajuda super especial e inusitada de… Não vou contar =)

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Minha opinião: Foram vários motivos que me fizeram gostar do livro. O design é incrível, com cores fortes, super vibrantes. As ilustrações (do artista Rômolo) são lindas, e o livro todo é escrito em letra azul e laranja, no mesmo tom da capa. A história em si é uma graça: bem simples, com muito diálogo, excelente para crianças lerem. E além de tudo, aborda a primeira luta política de um menino, que a todo custo quer defender sua biblioteca pública. Os personagens são super cativantes, e o autor cita diversos livros no enredo (como por exemplo, um dos meus favoritos da vida: Os meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár). E agora, o mais bacana de tudo: o autor se inspirou em uma história real, de demolição de uma biblioteca pública, em Itaim-Bibi, um bairro da zona sul de São Paulo, que quase aconteceu em 2010. O prefeito da época, Gilberto Kassab (DEM) decidiu vender uma área de 20 mil km² para a construção de creches. Porém, a área era totalmente cultural, contendo uma creche, uma biblioteca, uma escola estadual, uma Unidade Básica de Saúde e uma unidade da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo). No final do livro ainda temos acesso a recortes de jornal noticiando essa infeliz ideia. Livro super indicado!

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Título: Os meninos da biblioteca

Autor: João Luiz Marques

Editora: Biruta

Páginas: 168 p.

Não há tempo a perder | Amyr Klink

Oi gente, tudo bem?

Há um tempo eu escrevi uma resenha sobre o livro Cem dias entre céu e mar, do Amyr Klink. A Editora Tordesilhas entrou em contato comigo, para me enviar seu lançamento… E claro que aceitei!

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Não há tempo a perder (Tordesilhas / Foz, 2016, 209 p.) do empresário, autor e navegador Amyr Klink, é um depoimento dado para a jornalista e editora (da Foz) Isa Pessoa. Nesse depoimento, Amyr fala sobre sua vida pessoal, sonhos, amigos, família e liderança. Conta por exemplo, como iniciou sua faculdade de economia na USP, e que mesmo não gostando nada do que estava fazendo, decidiu terminar. Nesta época da faculdade, Amyr fugia dos veteranos (dos trotes), e com isso, encontrou uma nova atividade: havia uma raia olímpica que era utilizada para limpeza de barcos e remos. As pessoas que estavam ali saíam todos os dias para correr até o outro prédio, dando em torno de 8 quilômetros em subida. Klink começou a participar da rotina desses homens, todos sérios e centrados. O Arlindo Donato, técnico (e economista da USP) dedicou toda sua vida ao remo do clube Espéria.

“A busca por segurança total é uma ficção, assim como a liberdade sem limites nos engana.” (p. 18)

Amyr também conta bastante sobre sua noção de liderança e como age diante de situações bem adversas. Mostra-nos ser um homem sério, justo e que sempre se coloca à frente para resolver os problemas. Ser um líder não é “mandar” nas pessoas, mas fazer por elas e dar o maior exemplo.

“O Brasil tem preponderância no cenário mundial, mas insistimos no erro da visão individualista, pensamos como uma nação de quinto mundo. Pensamos na minha casinha própria, no meu carrinho, no meu lugar na fila. Vestígio de uma democracia racial de mentira, igualdade social garantida por foros privilegiados, da cultura do doutor, egoísta e socialmente estanque.” (p. 54).

O entrevistado também conta um pouco de sua infância e vivência com sua mãe, esta tão “delicada, artística, com impiedoso senso de humor” (p. 72) e seu pai, tão rude. Fala também um pouco sobre sua esposa, Marina (sim, Marina… também velejadora, fotógrafa e produtora) e suas três filhas, Laura, Marininha e Tamara. Ainda nos conta de sua não crença em Deus, mas em sua praticidade com as coisas do mundo, sua paixão pela natureza, seu bom humor diante de uma tempestade em alto mar.

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Retirado do site Folha de São Paulo

Minha opinião: É um livro encantador. Escrito de forma bem humorada e informal, conhecemos um pouco mais sobre as viagens de Amyr, com seu ponto de vista super sincero. O livro também é recheado de depoimentos de seus amigos e colegas de profissão. Como em seu outro livro, já resenhado aqui no blog, ele nos dá motivos e mais motivos para irmos atrás de nossos objetivos, e nunca desistirmos deles, sejam eles quais forem. Seu modo de planejar suas viagens, com ansiedade mas ao mesmo tempo com todo o cuidado do mundo, acaba nos abrindo horizontes: um sonho pode estar bem distante, mas se nós não atropelarmos as etapas, tudo ocorrerá bem.

Vemos também que em nossas necessidades, acabamos ficando mais criativos e abertos ao novo. Ele é bem realista e pé no chão (apesar de sonhar alto!), utilizando de sua experiência e prática para chegar ao seu limite. Limite esse, que pode até desafiar a morte. Porém, o mais incrível é que mesmo desafiando esta senhora que todos temos medo, ele age com o bom humor: ao invés de temer grandes ondas em alto mar, ele pede para que a natureza “mande mais”.

Minha admiração e simpatia pelo autor só cresceu com esta conversa. Fala com uma linguagem simples e clara. Dá dicas preciosas que podemos usar em nosso cotidiano. Tudo isso com uma humildade sem tamanho.

Se você ficou interessado por este livro, esta semana teremos um sorteio no blog! Fique atento, e participe!

Título: Não há tempo a perder

Autor: Amyr Klink (depoimento a Isa Pessoa)

Editora: Tordesilhas / Foz

Páginas: 209 pág.

[Livro de parceria com a Editora Tordesilhas]

5 Livros sobre a Ditadura Militar Brasileira

Oi gente, tudo bem?

Resolvi listar cinco livrinhos que falam sobre, ou se passam durante a Ditadura Militar Brasileira. Nem todas as histórias são totalmente verídicas; algumas tem um quê de ficção.

Observação: As sinopses são todas do Skoob. Se houver resenha no blog, clique no título que você conseguirá acesso 😉

Volto semana que vem – Maria Pilla

Sinopse: “‘Volto semana que vem’ é o que a narradora deste livro responde ao pai ao sair de casa num dia de 1970, quando ele pergunta, espantado, aonde ela vai. “Mais de dez anos se passaram até eu voltar àquela cozinha”, conclui ela em seguida. Composto por recortes de memória, o livro é o retrato de uma vida brasileira exemplar: a de quem foi criança logo depois da Era Vargas (o dia do suicídio de Getúlio é uma das primeiras cenas evocadas aqui), cresceu nos tempos de Juscelino, foi jovem com a ditadura, militou com a esquerda, conheceu a prisão, a tortura e o exílio. Apesar da violência de boa parte das lembranças que compõem essa vida, o humor e a percepção do sabor das coisas transformam o que poderia ser amargura numa luminosa declaração de alegria irredutível.
Porto Alegre está presente nos primeiros quadros, das décadas de 1950 e 60 — o bairro do Partenon, o bonde, o Grupo Escolar, a Faculdade de Direito. Depois vêm as décadas tumultuadas de 1970 e 1980, das prisões e da tortura, do heroísmo, da utopia e da derrota: a Oban em São Paulo, as prisões de Olmos e Villa Devoto em Buenos Aires, os companheiros militantes. Em seguida o exílio na França: verão em Montmartre, o encontro com outros exilados, a vida prossegue. Fechando o círculo, Porto Alegre outra vez, nas memórias contemporâneas.”

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K. – Bernardo Kucinski

Sinopse: K. – A busca de um pai pela filha desaparecida durante o regime militar brasileiro é o mote desse romance ímpar na literatura brasileira. Com um domínio técnico admirável, Kucinski constrói um elo com o leitor logo nas primeiras linhas, fazendo com que este, desconcertado, (re)viva o período de opressão e de torturas precisamente remontado por conta de uma narrativa pungente e avassaladora.

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Trecho do livro K.: Relato de uma busca

Você vai voltar pra mim – Bernardo Kucinski

Sinopse: Primeiro livro de contos do autor, Você vai voltar pra mim e outros contos traz 28 histórias curtas sobre ditadura militar e repressão. Foi publicado em conjunto com o relançamento de seu romance K., e em função da efeméride dos cinquenta anos do golpe militar no Brasil.

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Piscina já! – Luiz Antonio Aguiar

Sinopse: Era um Brasil bem diferente. Um país debaixo de Ditadura. Tem gente que não conheceu esses tempos e nem imagina como foi. Era dureza, chumbo grosso. O Brasil estava um breu na época. E mesmo assim a garotada do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão. E foi uma aventura dessas que quem viveu nunca esquece!
Como foi? No que deu?… Está contado aqui… em Piscina Já! Uma viagem para um tempo em que gente como a gente lutou – de várias maneiras – pela liberdade!

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Poema sujo – Ferreira Gullar

Sinopse: ‘Poema sujo’ nasceu num momento difícil da história do país e em circunstâncias dramáticas da vida de Ferreira Gullar, um dos maiores poetas brasileiros, então no exílio

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Se você tiver mais algum livro sobre a Ditadura Militar, deixa para mim nos comentários?! Vamos compartilhar experiências… =)