Poemas recitados #1

Oi gente, tudo bem?

Essa semana, meu professor da faculdade (que dava uma das aulas mais amadas por mim, e odiadas por todos haha), Walter, compartilhou um texto lindíssimo de Clarice Lispector, recitado por Aracy Balabanian. É este abaixo.

Texto: Se eu fosse eu
Autor: Clarice Lispector
Recitado por: Aracy Balabanian

Acabei ficando com vontade de falar mais de poesias aqui no blog! Sigo alguns canais de poesias, outros de literatura em geral, que vez ou outra falam desse gênero tão encantador. E resolvi que ao menos uma vez ao mês irei compartilhar mais poesias recitadas, por aqui!

Poesia: Eu penso renovar o homem
Autor: Manoel de Barros
Recitado por: Odilon Esteves (o canal dele é incrível!)

Poesia: O tempo
Autor: Mario Quintana
Recitado por: Antônio Abujamra

Espero que gostem.

E se tiverem dicas ou sugestões, podem deixar nos comentários 😉

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Resenha – A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus

Oi gente, tudo bem?

Falo hoje sobre um livro pequeno, mas cheio de ensinamentos.

A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus (Palavra e prece, 2008, 86 p.) do autor Denis Duarte é dividido em duas partes. Na segunda parte, o autor nos conta três historinhas curtas, que aconteceram com ele, e que o fizeram enxergar verdadeiras graças em sua vida. As três histórias me emocionaram.

Já na primeira, Denis dialoga com o leitor através de exemplos de profetas da Bíblia. Com os nomes dos capítulos sendo bem diretos (como por exemplo “Sou pobre e sem experiência“, ou ainda “Não sou nada, não sou ninguém“), mas com uma escrita dócil, ele nos ajuda a entender qual o modo que podemos transmitir a Palavra de Deus em nosso dia-a-dia. E não somente transmitir, mas principalmente ouvir – aquele questionamento tão comum: será que o que estou “ouvindo” realmente é a voz de Deus, ou é minha vontade? Estar intimamente ligado à Deus é saber diferenciar isso. Nem sempre o que fazemos é de Sua vontade, e nós pensamos que é, seja porque “vimos em sonhos”, ou porque imaginamos em nosso interior uma voz repetindo algo. Sendo que por mais que nós não admitamos, é exatamente esse “algo” que queremos. Por isso devemos estar atentos e em constante oração.

Além disso, Denis nos explica o que quer dizer a palavra hebraica “Dabar”: “No conceito hebraico Dabar, palavra (aquilo que o profeta diz) e realidade (aquilo que ele vive) têm o mesmo significado, existe coerência na vida do profeta, pois ele não diz palavras vazias de significado”. Isto é, o que eu vivo hoje, tem coerência com o que falo? Ou eu me visto de uma personagem que não sou? Muito além de apenas transmitir em palavras o que Deus quer de nossas vidas, devo através dos gestos, dar o bom exemplo e acolher com docilidade as pessoas com quem convivo.

Enquanto lia o livro, recordava essa música, e acho que tem tudo a ver. Pedro foi o “pescador de homens”, e aquele que é a pedra da Igreja. E a proposta desse pequeno grande livro é que todos nós sejamos pescadores de homens para o Reino de Deus.

Minha opinião: É um livro bem curtinho, que pode ser lido de uma vez. Mas aconselho a não fazer isso: deguste bem cada capítulo, e reflita sobre ele. Na faculdade em que trabalho, um de nossos diferenciais é trabalhar o que os italianos chamam de “Amorevolezza”, que é um termo que dá a entender uma atitude de amor e acolhimento. Levando para a vida, o termo também pode ser bem – e muito bem! – usado com as pessoas que estão à nossa volta. Temos que saber acolher as pessoas que vem até nós, e ter uma atitude de amor com o próximo. Isso também é evangelizar.

Título: A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus

Autor: Denis Duarte

Editora: Palavra e Prece

Páginas: 86 p.

Resenha – Viagem a Fátima

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim falar de um livro que ainda não foi publicado pelas grandes editoras rsrs E que vale suuuper a pena ser lido! (Explicarei depois) 😉

Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história (2016, 155 p.) da jornalista Rebeca Maria Teles irá nos apresentar a história de Nossa Senhora de Fátima, com um quê a mais: Rebeca visitou a cidade portuguesa onde ocorreu a aparição da Virgem aos três pastorinhos (também nos apresentando, no final do livro, uma ótima bibliografia)!

Com descrições poéticas de como é a pequena cidade de Fátima, vamos sendo levados pelas mãos por Rebeca. Uma brisa aqui, um sol a mais ali, suas ruas movimentadas, e de uma paz indescritível… Assim é o local onde há cem anos foi visitado pela Santa. No início, o nome “Fátima” era dado a uma aldeia da região, e a explicação do nome, nos conta a autora é, segundo o historiador português José de Carvalho, de origem árabe, querendo dizer “jovem, donzela” (p. 16), e há também uma lenda que rodeia este nome. Mas hoje, oito séculos após a lenda, há outra lembrança, quando citamos o nome da pequena cidade: a devoção mariana.

Um detalhe muito interessante do livro é a pesquisa do momento político da época (março de 1916, com Portugal entrando no conflito da Primeira Guerra Mundial. Imaginem a grande carnificina que cercava a Europa!).

Em meio ao caos da Primeira Guerra, hoje sabemos que restava uma esperança, um socorro que foi dado a, no início, três pastores: Lúcia, Francisco e Jacinta. Hoje em dia, há um trenzinho que leva os visitantes (os turistas) para conhecer o mesmo caminho percorrido pelos três pastorinhos. Uma das paradas é Aljustrel (que fica perto da casa dos pais de Lúcia). Para chegar até a Loca do Cabeço, por exemplo, é preciso descer nesta parada e ir andando. Loca do Cabeço é um dos locais onde a Virgem apareceu.

Essas três crianças, além de pastorear o rebanho da família, rezavam – engraçado a autora nos contar como as crianças rezavam: “Ave Maria; Ave Maria; Ave Maria” e finalizavam com um “Pai Nosso”. Isto é, sem o restante da oração. E isso era feito porque elas queriam… brincar! Poxa, afinal eram crianças 🙂  Os três tinham personalidades bem diferentes: Lúcia era mais madura, Francisco bem calado, e Jacinta um pouco “mimada”. Mesmo sendo tão diferentes, os três primos se amavam, e sempre procuravam estar juntos.

Foi num dia “comum” em que o Anjo da Paz apareceu. Esta aparição os teria convidado a rezar, e em seguida repetiu três vezes: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam” (p. 37). Francisco era o único que não escutava o anjo (somente o enxergava). Era o ano de 1916. Este Anjo teria aparecido três vezes, antes de Nossa Senhora.

Santa de Fátima apareceu a eles pela primeira vez no dia 13 de maio de 1917. As três crianças brincavam na Cova da Iria (lembra-se do versinho? “A treze de maio, na Cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria“?) ❤ Com uma luz muito forte, e com as mãos juntas, como que rezando, aparece uma senhora vestida de branco. A Senhora prometeu aparecer mais seis vezes, sempre no dia 13 de cada mês. As crianças prometeram a si mesmas guardar segredo…

Mas é claro que não conseguiram. Jacinta, muito entusiasmada com a visão, acabou contando à sua mãe sobre a aparição. De início ninguém acreditou. Mas depois de um tempo, e com a insistência (que só as crianças sabem como nos convencer…), os adultos acabaram desconfiando que havia um fundo de verdade. Afinal, por que três crianças haveriam de mentir? Mas, irritado com tamanha perturbação, o administrador local, Artur de Oliveira Santos, chamou-os para um interrogatório. As crianças acabaram ficando presas por um período.

“Os homens que pagavam por seu crimes aprisionados naquele lugar se admiraram com a coragem das três crianças, que, à espera da morte, se colocavam de joelhos, erguiam os pequenos bracinhos em direção ao céu e ofereciam seus sofrimentos pelo Papa pelos pecadores, e em consolação ao coração de Maria” (p. 66)

Depois que foram libertados, a 13 de setembro de 1917, a Cova da Iria já contava com cerca de 15 a 20 mil pessoas (incluindo padres e seminaristas). Foi lá que ocorreu o milagre do sol, e sexta aparição de Nossa Senhora de Fátima. E o fato foi contado até mesmo pelo mais jornal Correio da Beira, documentando que “era uma da tarde quando o céu clareou e surgiu um globo prateado que se movia em pequenos giros, atravessando as nuvens” (p. 81).

Em maio de 2017, nosso amado Papa Francisco visitou Fátima, em Portugal. E no dia 13, data em que comemoramos o dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa canonizou os pastores Jacinta e Francisco Marto, os dois irmãos que estiveram presentes nas aparições (a festa litúrgica será celebrada sempre no dia 20 de fevereiro, data do falecimento de Jacinta). Irmã Lúcia ainda não foi canonizada, e isso não aconteceu por causa da data de sua morte (ela faleceu em 2005, com 97 anos), e tendo em vista a grande quantidade de páginas a ser examinada (mais de 15 mil), para assim dar andamento ao processo de sua canonização. Jacinta e Francisco faleceram aos nove e dez anos (em 1919 e 1920), devido à febre espanhola. A fama de santidade dos dois já havia sido difundida por todo o mundo. Leia mais, clicando aqui.

Minha opinião: Já sabem: quando a resenha fica grandona, é porque eu adorei! haha. Vou dizer a vocês o que eu disse à Rebeca: este livro só me deu ainda mais vontade de conhecer Fátima. Eu tenho um carinho enorme por Ela, pois quando era criança, um dos únicos presente que a minha avózinha materna me deu, foi uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos. A paróquia em que cresci e que foi feita minha catequese e minha primeira comunhão, também pertence à Ela ❤  Fora isso, eu sempre soube da história de sua aparição, e achava maravilhosa.

Este livro foi o Trabalho de Conclusão de Curso da Rebeca. Ela estudou jornalismo na Faculdade em que trabalho (Faculdade Canção Nova, em Cachoeira Paulista), e se formou em 2016 (com uma turma que amo muito, e que sinto muita saudade!). Foi por isso que eu disse bem no comecinho da postagem que o livro ainda não foi publicado por uma grande editora. Este exemplar da foto é um dos raros (junto com o exemplar da Rebeca e mais dois ou três rs) que temos impressos. Ela ainda está buscando uma editora bacana para que possa publicar, com as ilustrações originais (que é do Mateus, namorado dela, e um super artista!) a sua história. E claro, eu desejo toda a sorte do mundo para que ela consiga! O livro é muito bem escrito e suas descrições me fizeram ter vontade de estar em Fátima e de conhecer todos os locais citados por ela. E como bibliotecária eu posso te afirmar: ela estudou muito para este trabalho 😉

Título: Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história

Autor: Rebeca Maria Teles

Editora: Independente

Páginas: 155 p.

Site do Santuário de Fátima