UnHaul – O que é isso?

Oi pessoal, tudo bem?

Vocês sabem o que é UnHaul? E Book Haul? Vocês já devem ter visto em alguns canais literários (e blogs também!), o chamado Book Haul. Este é um termo em inglês que quer dizer “Aquisição de livros”. Já o “UnHaul” é o contrário: é quando nos desfazemos desses livros rs. No ano passado assisti a alguns vídeos sobre isso, e comecei a refletir com meus botões: por que bulhufas eu tenho tantos livros?! E fui contar quantos eu tinha em minha casa, o total lido e o total “por ler”. Deu um número assustador. Mais de quatrocentos livros sem ler! E uns 300 lidos (totalizando cerca de setecentos).

Desde aquele dia, comecei a me desfazer de alguns livros. Mas me desfazia de uma forma errada: para ter mais espaço, e comprar mais. HAHA Não adiantava nada. Eu me desfazia de alguns que não iria (mais) ler, e comprava alguns de gosto duvidoso (isto é, que eu nem gosto do estilo ou gênero. Mas sim porque “estava barato”).

Assista aos vídeos das meninas:

Biblioteca Básica – Jotapluftz

A magia do desapego – Unhaul Pipoca Musical

Depois de assistir a esses vídeos (e da Nai, que infelizmente não tem mais canal, e nem os vídeos disponíveis rs), passei a me perguntar o porquê de eu acumular tantos livros, se não lerei todos durante minha vida. E porque adquirir mais e mais… Quando assisti ao vídeo da Raquel, do Pipoca Musical, na hora me levantei e me desfiz de quarenta títulos (entre eles, lidos e não lidos). E foi quase uma libertação rs. Na época, até tirei foto e mandei a ela.

A @dani_kanno_bl desapegou tbm! Mais de quarenta livros vão pras mãos de outros leitores. ❤️ #unhaul

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Depois disso (vocês podem ver que a postagem é de 2015! rsrs), doei mais um monte de livrinhos. Tentei fazer uma listagem – abaixo -, e gente! Deu muita coisa! Só de pensar que outras pessoas terão oportunidade de ler esses livros, já fico muito feliz. A maioria doei para a biblioteca onde trabalho, e a pública de minha cidade. Mas também dei de presente para amigos, fiz sorteios, dei para parentes…

E sim, ali em cima você leu certo: livros que eu não li também foram doados. Muitas vezes comprei por impulso, ou porque a capa ou título eram legais, ou porque era para “fechar o frete” (isto é, pegar um livro de 10,00, sendo que o frete era 4,00. Tinha aquela ideia de que: vamos gastar mais 6,00 então, e ter um livrinho extra). Alguns títulos ficaram anos em minha estante e sequer foram abertos! – por exemplo, três livros da série The Walking Dead, estavam ainda no plástico!

Pensando seriamente nisso, e somando o quanto de dinheiro estava gastando com livros (que não seriam lidos, e alguns que seriam muito bem lidos, claro rs), desde o dia primeiro de janeiro desse ano, eu não comprei nenhum livro pra mim! Claro que no começo não é nada fácil. É uma tentação estarmos em grupos de Whatsapp (de leitura), curtirmos páginas de promoções, e aqueles e-mails intermináveis da Submarino (que saudade…) e Americanas nos oferecendo livros… Ah, meu Deus! haha  Mas estou firme e forte nessa proposta. Quero primeiro ler tudo quanto é coisa que tenho em minha casa, e reduzir ainda mais a quantidade. Deixar livros que têm algum valor para mim (sentimental, intelectual, etc.); e o restante continuarei doando à biblioteca.

Veja a listagem! (E tem mais que isso! Como não marquei na época o que foi doado, fui analisando pelo Skoob, nos meus livros Lidos, nos meus livros que quero ler. Deu um trabalhão! rsrs).

  1. poem(a)s – e. e. cummings
  2. Fábrica de vespas – Iain Banks
  3. Noites brancas – Dostoievski
  4. Uma criança no inferno – Dave Pelzer
  5. Surtos urbanos – Vera Albers
  6. Quem poderia ser a uma hora dessas? – Lemony Snicket
  7. O outro lado da memória – Beatriz Cortes
  8. Histórias que os jornais não contam – Moacyr Scliar
  9. Sexo na cabeça – Luis Fernando Verissimo
  10. Orgias – Luis Fernando Verissimo
  11. O livreiro de Cabul – Asne Seierstad
  12. A cabana – William P. Young
  13. O diário de Bridget Jones – Helen Fielding
  14. O médico e o monstro – Robert Louis Stevenson
  15. A vida e outros detalhes insignificantes – Danilo Gentili
  16. A última casa da rua – Lily Blake e outros
  17. O menino do dedo verde – Maurice Druon
  18. Bala na agulha – Zeca Baleiro
  19. A princesa que enganou a morte: Contos indianos
  20. Sussurro – Becca Fitzpatrick
  21. Crescendo – Becca Fitzpatrick
  22. Elite da tropa 2 – Luiz Eduardo Soares e outros
  23. Noites de tormenta – Nicholas Sparks
  24. Retalhos de vida – Nelsinho Correa
  25. O azarão – Markus Zusak
  26. O solista – Steve Lopez
  27. Minha ideia de diversão – Will Self
  28. Guia politicamente incorreto da história do Brasil – Leandro Narloch
  29. Quem é você, Alasca? – John Green
  30. A massagista japonesa – Moacyr Scliar
  31. Poesia essencial – Roseana Murray
  32. Feliz ano novo – Rubem Fonseca
  33. Amor eterno – Barbara Cartland
  34. Patch Adams: O amor é contagioso – Patch Adams
  35. Ciclo da lua – César Magalhães Borges
  36. A volta ao mundo em 80 dias (adaptação) – Julio Verne
  37. Noite em claro – Martha Medeiros
  38. A mulher mais linda da cidade – Charles Bukowski
  39. Histórias para ler sem pressa – Mamede Mustafa Jarouche
  40. Adolescente poesia – Sylvia Orthof
  41. Pomba enamorada e outras histórias – Lygia Fagundes Telles
  42. O guardião do tempo – Mitch Albom
  43.  Clube do filme – David Gilmour
  44. Carta ao pai – Franz Kafka
  45. Para sempre – Kim e Krickitt Carpenter
  46. Vampyro: O terrível diário perdido do Dr. Cornélius Van Helsing
  47. Paixões – Rosa Montero
  48. Dias perfeitos – Raphael Montes
  49. Muncle Trogg: O menor gigante do mundo – Janet Foxley
  50. Muncle Trogg e o burro voador – Janet Foxley
  51. O grande livro das pessoas sem nome – Leandro Soriao Marcolino
  52. Se arrependimento matasse – Alma Cervantes
  53. Crime na universidade – Pedro Macedo
  54. Silêncio – Ilan Brenman
  55. Hideout – Masasumi Kakizaki
  56. Os sofrimentos do jovem Werther – Goethe
  57. Malala: A menina mais corajosa do mundo – Viviana Mazza
  58. O jardim do diabo – Luis Fernando Verissimo
  59. Robin Williams – Emily Herbert
  60. O paraíso são os outros – Valter Hugo Mãe
  61. Entre o silêncio das pedras – Luís Ferreira
  62. Tormento – John Boyne
  63. Social Killers – J. J. Slate e R. J. Parker
  64. Aventuras de menino – Mitsuru Adachi
  65. Hellraiser – Clive Barker
  66. Minha breve história – Stephen Hawking
  67. Lavoura arcaica – Raduan Nassar
  68. A ovelha negra e outras fábulas – Augusto Monterroso e Jaguar
  69. Queria tanto – Livia Brazil
  70. 2083 – Vicente Muñoz Puelles
  71. Caçada ao maníaco do parque – Luísa Alcade e outros
  72. Psicopata – José Luiz Tavares
  73. Serial Killers – Charlotte Greig
  74. Volto semana que vem – Maria Pilla
  75. Menina má – William March
  76. Veneno – Sarah Pinborough
  77. Feitiço – Sarah Pinborough
  78. Poder – Sarah Pinborough
  79. Elevador 16 – Rodrigo de Almeida
  80. Brás, Bexiga e Barra Funda – Antônio de Alcântara Machado
  81. Reunião de poesias – Adélia Prado
  82. Coisas da vida – Martha Medeiros
  83. O menino que desenhava monstros – Keith Donohue
  84. Delirium – Carlos Patricio
  85. Obsessão macabra – Raphael de Almeida
  86. O vendedor de sonhos – Augusto Cury
  87. Geek Love – Eric Smith

NÃO LIDOS

  1. 101 dias em Bagdá – Asne Seierstad
  2. P. S. eu te amo – Cecelia Ahern
  3. A história sem fim – Michael Ende
  4. A décima terceira história – Diane Setterfield
  5. O lado bom da vida – Matthew Quick
  6. Histórias íntimas – Mary Del Priore
  7. O homem que sussurrava aos Ummitas – J. J. Benítez
  8. Paula – Isabel Allende
  9. 1822 – Laurentino Gomes
  10. Guia politicamente incorreto da história do mundo – Leandro Narloch
  11. 1808 – Laurentino Gomes
  12. Evangelho de sangue – Clive Barker
  13. Vinte mil pedras no caminho – Fabian Penny Nacer e Jorge Tarquini
  14. Ele está de volta – Timur Vermes
  15. O rei de amarelo – Robert W. Chambers
  16. Guia de um incendiário de casas de escritores – Brock Clarke
  17. O desastronauta – Flávio Moreira da Costa
  18. A pequena ilha – Andrea Levy
  19. Cartas de amor aos mortos – Ava Dellaira
  20. A fala e a fúria – Ana Lúcia Modesto
  21. Meu vizinho é um psicopata – Martha Stout
  22. Factótum – Charles Bukowski
  23. O espadachim de carvão – Affonso Solano
  24. O espadachim de carvão e as pontes de Puzur – Affonso Solano
  25. Enciclopédia dos quadrinhos – Fernando Goida e André Kleinert
  26. The Walking Dead 1 – Robert Kirkman e Jay Bonansinga
  27. The Walking Dead 2 – Robert Kirkman e Jay Bonansinga
  28. The Walking Dead 3 – Robert Kirkman e Jay Bonansinga

… E mais uns 15 volumes da coleção Seleções Reader =)

E é isso! Espero que com esta postagem você se inspire e faça o mesmo. É ótimo sabermos que tem mais pessoas lendo por causa de nosso desapego. Faça uma experiência, e depois me conte 😉

Vamos conversar… Sobre o canal BL

Oi gente, tudo bem?

Acho que nem todos que me acompanham no blog (e alguns chegaram agora… bem vindos!) sabem que eu tinha um canal no YouTube. Pois é, de mesmo nome que o blog, o canal Bibliotecária Leitora durou cerca de dois anos e pouquinho (começou em 22 de maio de 2014, e parou no dia 28 de outubro de 2016), tendo vídeos quase semanais – algumas vezes postava mais de um vídeo por semana, e outras vezes ficava sem postar durante duas semanas rs. Os focos principais e iniciais eram resenhas de livros, respostas às TAGs, e mostrar o que eu havia lido durante o mês, e coisas que eu havia comprado. E muita gente ainda me pergunta quando eu irei postar mais vídeos. Inclusive ultimamente recebo alguns recadinhos lá no canal e até no Instagram sobre a possível volta… E tenho respondido: talvez esse ano; ou vamos ver se eu volto.

Claro que de vez em quando eu sinto vontade de gravar, sinto vontade de conversar com vocês pelo Youtube. Eu sempre tive uma resposta boa, de quem me assistia, graças a Deus. Mas a questão que fica martelando na minha cabeça é: por que voltar? Para que voltar? E minha opinião (falada) realmente conta? – vou explicar melhor essa indagação. Na verdade, funciono melhor com tópicos, então vamos a eles.

Porque eu tinha um canal? Comecei por causa da Gabriela Francine (que agora tem outro canal, sobre maternidade, que é a coisa mais lindinha do mundo), inspirada pelo seu jeito simples de falar, e pelos seus vídeos sem edição: que pra mim são o máximo! Eu queria conversar sobre livros com alguém, e no blog eu não tinha um retorno tão rápido. O intuito sempre foi falar de livros ou qualquer coisa relacionada a eles.

Minha opinião realmente conta? Aqui começa a surgir um X um pouco maior para a questão de o porquê eu ter parado com o canal. Muitas vezes eu li coisas que não são minha preferência apenas para dar uma opinião sobre. Isso é bom? De certa forma sim, afinal saímos de nosso comodismo e descobrimos coisas além de nossa opinião própria (podendo com isso fortalecê-la ou mudá-la). Mas por outro lado, se eu não quero ler tal título, por não se encaixar nas minhas preferências, tudo bem também.

Por ser blogueira, eu não sou obrigada a ler qualquer tipo de coisa que eu não deseje. Esse foi um erro grave de minha parte: pensar que eu tinha que ler tudo que estava na moda, tudo o que me pediam, apenas para emitir uma opinião sobre. E não funciona assim. Ao perceber isso, parei de ler coisas que eu já sabia que não iriam ser muito úteis para mim. E minha quantidade de leitura diminuiu bastante (e a qualidade aumentou! Vejam que ótimo!).

Porque eu parei com os vídeos? Por alguns motivos. * Nunca gravei com uma frequência certinha, nunca tive um dia certo para gravar. * Nunca tive um roteiro certo para os vídeos. * Os assuntos começaram a se repetir, e fiquei incomodada com aquilo. * Tive algumas decepções com pessoas estúpidas. * Percebi que eu escrevo melhor do que falo (na minha opinião. Pode ser que tenha gente que pense o contrário haha). * Claro que esse está longe de ser um motivo, mas: parei de comprar livros, desde primeiro de janeiro desse ano. E estou seguindo firme e forte nesse propósito. Sei que muitas pessoas gostavam demais do “Falida” (que era o título que eu dava para as compras do mês). * Com essa situação, de não comprar livros, acabei dando uma pausa nos vídeos dos amiguinhos. Assisto a vídeos bem específicos, para não ficar tentada. Fazer o que rs. * Não tenho lido tanto quanto eu lia antigamente, por motivos pessoais, e também por estar dando mais atenção ainda às minhas leituras, demorando bastante para terminar algo.

E agora duas perguntas mais ‘polêmicas’, mas que me faço.

Na minha opinião, qual o “probleminha” com os canais literários? Lembrando que esta é uma opinião particular, e que não estou generalizando. Em vários canais literários, tenho visto a propagação de livros que estão “na moda”. Mas esse não é o problema (não é mesmo!). Acho importante também a divulgação de livros que estão sendo lançados agora, que são febre, e que de certa forma influenciam os leitores (para o bem, quero deixar claro). Afinal, meu gosto pela leitura formou-se depois da “modinha” Harry Potter (que é moda até hoje, glória a Deus haha). Mas vejo também, que nesse meio, muitas pessoas preferem assistir a vídeos que falam sobre esses livros que estão na moda. Muitos títulos não me agradam (não generalizando também), e nem exponho opinião no canal. E com isso, há cobrança (há sim!) do “público”, como: “Quero saber o que você achou sobre livro X” (que está na moda). Eu gosto demais de livros diferentões (a Isa do Lido Lendo que o diga. Vive marcando a minha pessoa em postagem de extraterrestre hahaha), e vejo que isso não agrada o geral – sim, há gente que me chama de maluca. E sou mesmo. Para evitar incômodos, preferi dar essa pausa (olhem! Mais um motivo aqui).

E parcerias? Sentem falta dos vídeos? O que fazer? Quanto às editoras parceiras: eu não estou dando conta. Na verdade, vi que não estava dando conta, já em 2015, e cancelei todas as parcerias, permanecendo somente com a Penalux. Este ano acabei conseguindo parceria com a editora Carochinha, que gosto muito, e que é de livros infantis. Com as outras editoras eu tive que fechar. Se antigamente eu já não tinha vida social, penso que agora além de não ter vida social, minha vida de leitora está diminuindo drasticamente. E isso é bom, em certo ponto. Passamos sempre por metamorfoses, certo? 😉

Quanto aos autores parceiros, eu finalizei totalmente. Pelo mesmo motivo acima… eu não estava dando conta. E há tantos blogs que procuram autores parceiros, certo?!

E por último, e talvez não menos importante: Dani, você vai voltar com o canal, ou não? Eu poderia utilizar várias respostas aqui. “Não sei.” seria uma delas HAHA fiz uma postagem desse tamanho para dizer “não sei”. Ou até mesmo “O futuro a Deus pertence”. Mas já que precisamos de uma resposta um pouco mais objetiva… Não. Eu não irei voltar com o canal tão cedo, talvez nem volte. Estou conseguindo postar de vez em quando no blog, mas vocês podem ver que as postagens não são tão frequentes (antigamente eram 7 dias por semana, e hoje em dia são dois :O haha).

Espero que me perdoem. Quem sabe algum dia eu volte para o YouTube. Mas enquanto não acontece, queria muito que me acompanhassem por aqui mesmo ❤

Livros sobre a Primeira e Segunda Guerra

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim apresentar para vocês três livros que se passam durante a Segunda Guerra Mundial, e dois livros que passam durante a Primeira Guerra. É super difícil eu encontrar livros que falem sobre a Primeira Guerra, então, quem tiver mais dicas, por favor, deixem nos comentários 😉

Um dos livros é uma HQ, e achei bem interessante para usar até mesmo em sala de aula. Mesmo tendo alguns termos bem técnicos, acho que os estudantes acabariam prestando mais atenção rs. Os livros que eu já tiver feito resenha aqui no blog, estarão com um link clicável, depois do título, ok? Ah, e as Sinopses são todas retiradas do Skoob.

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O leitor – Bernhard Schlink

Sinopse: Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dickens e Goethe precede os encontros. Ao longo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de direito, é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.

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O menino do pijama listrado – John Boyne

Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

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O menino da lista de Schindler – Leon Leyson (Resenha)

Sinopse: Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

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Destinatário desconhecido – Kathrine Kressmann Taylor (Resenha)

Sinopse: Lançada em 1938, esta novela epistolar mostrou ao publico americano o avesso humano das manchetes e jornal: toda catástrofe histórica e também uma catástrofe moral. Dois amigos emigram para a Califórnia, fugindo dos longos anos de penúria que se abateram sobre a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Querem fazer fortuna com uma galeria de arte. Tudo corre as mil maravilhas: os negócios prosperam, e a família de Martin Schulse acolhe o judeu solteirão Max Eisenstein. Ate que Schulse decide retornar a terra natal. É em Novembro de 1932 que começa a correspondência entre os dois amigos…

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Trinity – Jonathan Fetter-Vorm (Resenha)

Sinopse: Em 1942, temendo que os nazistas estivessem perto de construir uma bomba atômica, os Estados Unidos iniciaram o ultrassecreto Projeto Manhattan, que reuniria militares e cientistas para a criação da arma mais letal de todos os tempos. É esse episódio que o ilustrador e escritor americano Jonathan Fetter-Vorm narra em Trinity, livro em quadrinhos dirigido a jovens e adultos. De maneira informativa, interessante e dramática, ele apresenta desde as pesquisas científicas com o átomo no século xix até as trágicas destruições de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Trinity é uma introdução fundamental a um dos eventos centrais da história e também às questões políticas, éticas e ecológicas provocadas pela corrida nuclear.

Pequena Maratona de Final de Semana

Oi gente, tudo bem?

Pois é, hoje a Netflix está lançando o Revival de Gilmore Girls! E provavelmente agora, às 20 horas, que é o horário de postagem automática aqui do blog, eu estou trabalhando. Mas pensando na Lorelai e na Rory. E super ansiosa para chegar em casa e assistir logo à série. Acredito que eu vá assistir ainda hoje, ao menos dois episódios, e terminar amanhã, no sábado. Mas o meu final de semana não será resumido somente em Gilmore Girls rs. Então separei pra vocês o que pretendo terminar no final de semana! Uma pequenina maratona. Sim, eu adoro maratona de leituras!

E antes de mostrar a vocês o que pretendo ler, vou contar uma historinha. Fiz uma postagem recentemente (repostagem de uma página que gosto muito, chamada Razões para acreditar) em meu Instagram. Vocês podem ver a postagem deles abaixo.

🙂

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Há um tempo, passei a fazer isso: me retirar aos pouquinhos de algumas redes sociais. Muitas coisas estavam me atrapalhando a viver, e redes sociais, vocês sabem bem como são: viciam. Percebi que ficava “preocupada” em ver as notificações, em responder a mensagens, em dar atenção a coisas que não precisam de mim. E com isso, parei de ler o tanto que lia. E isso começou a me preocupar. Claro que a preocupação não era quanto à quantidade de leituras (que caiu também), mas à qualidade. Eu lia pensando em outras coisas, não dando a devida atenção.

Então resolvi dramatizar (rs): não tenho mais Twitter Tumblr. Snap eu uso raramente. Instagram eu não olho com frequência. Facebook eu deletei do celular (e morro de preguiça de ficar logando no computador). Messenger eu também retirei do celular. No Whatsapp, silenciei todos os contatos e grupos, e retirei também a notificação de leitura. Sabem aquele tracinho azul que aparece quando a pessoa lê nossa mensagem? Eu ficava ansiosa quando, por exemplo, meu irmão lia e não me respondia na hora (que coisa!). Enfim: retirei tudo que tirava minha atenção para coisas que eu considerava essenciais. E ainda considero.

FILE - In this Wednesday, Sept. 12, 2012, file photo, Apple CEO Tim Cook speaks following an introduction of the new iPhone 5 in San Francisco. Apple is emerging as a gentler, cuddlier corporate citizen in the year after the death of CEO and co-founder Steve Jobs. CEO Tim Cook's announcement that the company is moving a Mac production line to the U.S. is just the latest step in a charm offensive designed to soften Apple's image. (AP Photo/Eric Risberg)

Visite o site que contém um artigo muito interessante, clicando na foto.

Chega de historinhas. O que importa mesmo é que – acho que – voltei a ler! Para este mês a meta era grande. Pretendo voltar a fazer metas, já que a desse mês foi legal, e nem forcei nada. Por enquanto, o que não li muita coisa foi Os miseráveis. No início de novembro, botei na cabeça que iria ler ao menos 150 páginas desse calhamaço. Mas li umas 50 rs. Na meta também estava Kaspar Hauser. Mas como é um livro bem teórico, e já estava com muita teoria na cabeça, por causa da faculdade, desisti de ler, ao menos por enquanto. Primeiro vou assistir ao filme, e depois eu acredito que fará mais sentido pra mim.

novembro

Bem, a meta para o final de semana é:

  • Terminar de ler O elevador Ersatz (sexto volume de Desventuras em série), do Lemony Snicket. Parece que as crianças e a história em si estão começando a amadurecer.
  • Ler ao menos umas duzentas páginas de Doutor Sono, de Stephen King. Não vai ser difícil, acredito. Quando cismo que vou ler King, geralmente termino numa sentada rs.
  • Ler as cem páginas que “faltam” de Os miseráveis. Meta do mês! haha
  • Ler o último livrinho de Manoel de Barros, do meu box querido. Se não me engano, esse livro se chama “Poesias”, e é o mais grossinho da tchurma. Estou morrendo de dó de terminar o box. Mas é a vida.
  • Terminar de ler Os meninos da biblioteca, de João Luiz Marques. Como é um livro infantil, acredito que dê tempo.

Vamos ver se consigo ler tudo isso em um final de semana (este que ainda pretendo visitar a minha amiga, ir ao cinema e passar roupa… sei não, sei não). Semana que vem conto pra vocês.

O menino que desenhava monstros | Keith Donohue

Oi gente, tudo bem?

Bem. Estava meio em dúvida de “fazer ou não fazer comentário sobre esse livro, eis a questão”. Mas vou fazer sim, porque merece, e merece muito!

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O menino que desenhava monstros (DarkSide Books, 2016, 256 p.) do autor Keith Donohue vai nos contar a história de Jack Peter, sua família e possíveis monstros. Jack tem 10 anos e vive com a Síndrome de Asperger (é um estado de autismo, onde a socialização é um pouco difícil). Ele é um garoto bem retraído, e não sai de casa para nada – até ir ao médico, é um trabalho imenso para seus pais. Os pais de J.P. (ou Jip) tentam fazer de tudo para que ele se sinta acolhido e que mantenha ao menos um amigo, o Nick (que é seu amigo desde que eram bebês).

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Quando Jack Peter tinha sete anos, quase se afoga no mar. Porém, esse fato deixa algumas sequelas: o menino agora pensa que vê monstros. E acaba adquirindo uma obsessão por desenhar essas criaturas. Como se não bastasse isso, algo ainda pior acontece: não somente o menino acha que vê monstros. Seus pais passam a enxergar e ouvir algumas coisas estranhas.

Minha opinião: Olha, quase peguei a sinopse do Skoob, viu! Gente, como é difícil falar desse livro! Eu terminei de ler faz mais ou menos duas semanas, então algumas coisas não estão tão frescas em minha memória (cronologicamente falando). Vi muitos comentários negativos sobre o livro, e até agora não entendi porque. É um livro extremamente viciante, e que dá calafrios. As cenas são muito bem descritas – e feito de forma beeem vagarosa. Então não se enganem ao ver a quantidade de páginas (256 páginas nem é tanto!). A história é bastante lenta. Mas foi isso que me atraiu. Engraçado dizer isso, porque geralmente não curto muito histórias lentas rs. Mas ao você se ver inserido no mundo de Jip e sua família – com o ritmo já lento – começa a dar uma sensação de claustrofobia, de desespero, de querer logo chegar ao final (para saber o desfecho, óbvio), que é quase impossível largar o livro. Ah! E para mim, o final foi de se espantar. Eu realmente não esperava aquele desfecho. Indico muito, muito mesmo.

Ah! E vai ter filme! =D

Título: O menino que desenhava monstros

Autor: Keith Donohue

Editora: DarkSide Books

Páginas: 256 p.