Indicação 3 Documentários [Netflix]

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago a indicação de mais três documentários disponíveis na Netflix!

Lorena, la de pies ligeros (2019) – 28min

Lorena Ramírez é uma adolescente que mora numa comunidade mexicana, de Raramuri. Ela e sua família têm uma vida pacata, até ela e sua família descobrirem o grande talento de Lorena: uma exímia corredora! O que mais me impressionou nesse documentário (tão curtinho, diga-se de passagem! Poderia ser maior, que eu iria ter muito prazer em assistir a uma história tão interessante), foi ver a maneira como Lorena corre: os seus sapatinhos! E também sua força de vontade e o apoio de seus pais e familiares. Documentário muito bonito!

3 minutos, um abraço (2019) – 28min

Um dos documentários mais fortes, bonitos e tristes que já assisti! Em 2017, uma ONG chamada Rede Fronteiriça dos Direitos Humanos conseguiram fazer com que as famílias separadas pela fronteira dos Estados Unidos e México se abraçarem, verem-se e conversarem pessoalmente por três minutos. Esse evento aconteceu na fronteira das cidades de El Paso (Texas) e Ciudad Juárez (Chihuahua), que é um local onde ocorrem muitas mortes, devido à travessia ilegal de imigrantes. Este é um documentário sem muitos diálogos, mas com olhares profundos, sorrisos, suspiros e lágrimas pesadas. Assisti também às lágrimas.

Minimalism (2015) – 78 min

Este é um documentário que eu queria assistir há tempos. Minimalismo é um conceito “famoso” hoje em dia, em que consiste em viver com o mínimo possível: você não precisa de cinco calças jeans, se uma ou duas já servem para que você viva sua vida com tranquilidade. Você não precisa de três carros na garagem, se apenas um carro bom pode te levar a qualquer lugar (e sua família – ou você mesmo! – pode andar com transporte coletivo, a pé ou de bicicleta). Não precisamos também de itens de decoração que não nos dizem nada, ou que só acumulam poeira na estante. O documentário é dirigido por Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus. Joshua e Ryan tiveram o mesmo tipo de infância – com histórias de famílias bem complicadas -, que acabaram refletindo em seu modo de viver quando adultos: querendo grandes salários e imaginando que a felicidade só pode ser alcançada quando você tem algo. Porém, ao perceberem que isso é mentira – que a felicidade não está no ter, mas no ser -, começaram a mudar de vida, e surgiu o desejo de mostrar isso a outras pessoas. Hoje são escritores e palestrantes, e tentam ensinar outros a viverem o mesmo tipo de vida minimalista. Um documentário muito interessante e inspirador!

Resenha [Doc] Human [3 Volumes]

Oi pessoal, tudo bem?

Procurando documentários para assistir e vir indicar a vocês, me deparei com um site onde indicavam vários documentários para serem assistidos online (geralmente no youtube), gratuitamente. E vocês não imaginam a felicidade ao ver que havia esse que irei indicar hoje, com imagem HD, e na realidade através do canal da própria produtora.

Human (Humano) é dividido em três volumes, e quero fazer um comentário (não sei se conseguirei ser tão breve como gostaria! rs) sobre cada um dos volumes. E na realidade, serão trechos que me marcaram, com algumas poucas imagens. Esse documentário trata de vários temas, ditos pela boca de muitas pessoas do mundo inteiro: depoimentos do outro – coisa que nem sempre estamos acostumados a ouvir. Que nós coloquemos nossa empatia a frente de qualquer preconceito e qualquer opinião formada.

Antes de começar, duas coisas:

Vou tentar não dar nenhum “spoiler” de alguns depoimentos que acho bem interessantes…

E em alguns depoimentos, acabei me lembrando de outros vídeos, outras palestras, outros momentos rs. Por isso disse que talvez eu não seja tão breve assim…

Human Volume 1 trata dos temas amor, mulheres, trabalho e pobreza (segundo a produtora, mas eu acrescentaria: trabalho escravo, divórcio, prostituição). Já somos puxados pelas mãos logo pelo primeiro depoimento: um homem que descobriu o que era o amor, através das atitudes de quem ele menos esperava.

No dia em que assisti a esse documentário [sensacional!], assisti a uma homilia do padre José Augusto que falava sobre o amor, e fui procurar uma história escrita sobre o mesmo relato que ele contava na homilia. Para você ler na íntegra, clique aqui!

Não somente de histórias bonitas ou esperançosas é feito o documentário, mas de histórias que nos entristecem, que nos jogam na cara a grande desigualdade que nos circunda, seja no âmbito social, material ou de gênero. Num dos depoimentos que falava sobre a violência doméstica, lembrei-me sobre um relato que escutei uma vez da Jessica Arones, modelo e empresária, na TEDx. Veja abaixo:

Veja abaixo um dos depoimentos que consegui transcrever:

“Eu sou pobre. Agora vou definir a pobreza. O que é a pobreza pra mim? É quando preciso ir à escola, mas não posso ir. Quando preciso comer, mas não posso. Quando preciso dormir, mas não posso. Quando minha mulher e meus filhos sofrem. Não tenho o nível intelectual necessário para sair dessa situação. Eu me sinto realmente pobre. No corpo e na mente. E vocês ricos que estão me ouvindo, o que tem a dizer sobre sua riqueza?”

Outro depoimento que me chamou muito a atenção foi o de uma senhora, que pega comida do lixo para que possa sustentar sua família… E ainda assim não deixa de ser grata.

“Quando não tem mais o que comer, vamos catar grãos de arroz em buraco de rato. Quando a gente acha um pouco, a gente coloca num cesto. Só vai para casa quando enche um saco. No dia seguinte, cozinhamos o arroz e vamos juntar mais. Deus tem o coração bom. Ele nos protege e nos dá tudo. Quando ele me vê procurando em todo canto, eu sempre acho uns grãos”

Já em Human, Volume 2, temos os temas tratados: guerra, empatia, perdão, homossexualidade, família e da vida após a morte.

Abaixo, a transcrição de parte de um dos depoimentos que mais me chamou a atenção (e que me fez chorar…):

“Uma noite quando eu era reservista, minha unidade devia impedir um atentado suicida capturando um terrorista num povoado perto de Shrem. Mobilizei nossas forças. Para desentocá-lo, disparamos nas paredes como demonstração de força. Uma mulher saiu da casa, com uma garotinha nos braços e outra segurada na mão. Eram 3 da madrugada. Apavorada, a menina correu em nossa direção. Tive medo que ela fosse atingida. Gritei em árabe para ela parar. Ela continuou. Disparei por sobre a cabeça dela. Ela parou. Naquele instante, o tempo parou. Foi o momento mais curto e mais longo da minha vida. A garotinha ficou viva. E eu também. Mas, ao mesmo tempo, algo morreu em nós dois. Quando se dispara numa criança, mata-se algo nela, embora eu não saiba o que. Quando um adulto dispara numa criança, mata algo de si. Algo morre e outra coisa tem de nascer.”

Nesse volume, lembrei-me de um episódio sensacional de Doctor Who, e um dos discursos mais lindos que vi na série:

E por fim, em Human Volume 3, vemos os temas tratados: felicidade, educação, deficiência, corrupção, imigração e sentido da vida.

“Estou vivendo na selva de Calais. Tentei muito ir a Londres, mas a fronteira está totalmente fechada. Ninguém passa. Me pedem dinheiro, mas não tenho dinheiro, porque não tenho ninguém atrás de mim, nem na minha frente. É uma selva. A polícia vem e diz: ‘Vocês têm de sair da selva’. Eu pergunto: ‘Mas vou para onde? Mostre para onde e nós vamos’. Eles dizem: ‘Voltem para seus países’. Eu digo: ‘Que país? Eu não tenho país. Aquilo é um campo de extermínio, onde só se mata e só se briga. Não é um país. O Afeganistão não é mais um país! É um campo de extermínio’. 37 nações foram controlar aquele país, mas ninguém pode controlar aquela gente. A ONU não controla aquela gente. Como podem me enviar para aquele país? Eu perdi minha família naquele país. Como vou poder voltar para lá? Fui refugiado no Paquistão, no Irã, em Dubai. Fui refugiado na Turquia, na Bulgária, até num país europeu, a Grécia. Agora, sou refugiado na França. Me deixem viver, cara. Não quero nada de vocês. Não peço comida. Não peço nada de vocês. Não preciso de ajuda. Só me deixem viver.”

Lembrei-me de uma história que li na página SP Invisível. Acompanhe abaixo:

“Carrego peso por dinheiro, mas tem gente que carrega peso por amor. Falo de Jesus que carregou aquela cruz pesada e levando um monte de chicotada. Profundo isso, né?
Meu nome é Sergio, tenho 3 anos e uns quebrados na rua. Sempre ouvi de Deus que Ele tava comigo. Quando eu tava empregado ouvia ‘eu tô contigo’, quando eu tava desempregado ouvia ‘eu tô contigo’. Então eu não me desespero. Prefiro ganhar meu dinheiro trabalhando do que roubando ou pedindo e mentindo. É fácil eu ganhar 40 reais falando que tenho dois filhos e não sei o que, se não tenho dois filhos. Prefiro trabalhar! Qual o seu nome? Não, não me fala. Vou adivinhar… O seu nome é amor! Sua mãe te deu um segundo nome, mas o primeiro é amor, de todo mundo, porque, antes de nascermos, no ventre da nossa mãe, Deus nos amou.” #SP #SPinvisivel

Outra coisa que nos chama a atenção no documentário, são os olhares, os silêncios. Temos de aprender a sermos mais sensíveis não à fala, mas ao que o outro não diz. Temos que aprender a observar seu interior, temos de ser mais empáticos com a dor do outro.

Deixo para vocês, talvez o depoimento com a mensagem mais verdadeira dos três volumes: “só o amor dos homens pode salvar o mundo”.

“Toda minha vida eu quis ter um filho. Já tinha filhas e queria um filho que me ajudasse e fosse meu braço direito. Meu filho me dá muita coisa, somente com o olhar. Quando fazemos algum trabalho, eu tento explicar as coisas para ele. Sempre lhe digo o seguinte. Dizem que quando Deus deu um filho assim a uma certa família, os anjos perguntaram: ‘Senhor, por que dá um filho deficiente a essa família? Eles vivem bem, são felizes. Por que o Senhor lhes impõe tal fardo?’ Deus respondeu: ‘Escolhi essa família para que ensinem à criança que eu existo, que estou em tudo, que estou nas folhas e no vento’. É isso que digo ao meu filho. Digo a ele o tempo todo. Eu digo: ‘Olha, Aliocha. Isso é uma folha. E isso aqui são flores. Tudo isso é a felicidade da vida.’ Quando estou com Aliocha à noite, digo a ele: ‘Olha, filho, são as estrelas’. Aí ele as vê e olha para mim com olhos de adulto. Eu tenho a impressão que ele tem um espírito muito mais forte que o meu. É meu filho que me guia (…) É preciso amar a família, os parentes. Meus pais ainda estão vivos. É preciso amar todos os seres humanos pelo que realmente são, pois só o amor dos homens pode salvar o mundo”

Se tiverem a oportunidade, assistam! Abaixo os links para acesso ao documentário completo, e também os vídeos aqui no blog:

Volume 1

Volume 2

Volume 3

Título: Human

Duração: cerca de 1h 30min cada volume

#WhatMakesUsHUMAN

Resenha [Filme] A pequena Suíça

Oi pessoal, tudo bem?

A pequena Suíça (2019) é um filme espanhol, que irá nos contar uma história misteriosa que circunda Telleria, uma pequena comunidade do País Basco, localizada no extremo norte da Espanha.

Um dia, Yolanda Penedo, historiadora da arte, vai até Telleria para fazer suas pesquisas, mas dá de cara com um mistério: dentro da igreja local, encontra uma cripta que diz ser de Walterio, filho do Sr. Guilherme Tell, o grande libertador suíço. Diante dessa grande descoberta, o povo já não sabe se pertence à Espanha ou à Suíça.

Minha opinião: É um filme divertido, gostoso de ser assistido – estilo Sessão da Tarde rs. Ficamos curiosos com o que será decidido pelos moradores, com o grande envolvimento que Anselmo, o padre local, tem com o caso, com a decisão da Suíça em aceitar ou não Telleria como seu território.

Trailer:

Título: A pequena Suíça [2019]

Direção: Kepa Sojo

Gênero: Comédia

Duração: 86 min.

Resenha [Filme] Lost Girls: Os Crimes de Long Island

Oi pessoal, tudo bem?

Venho hoje indicar um filme lançado no Brasil em março deste ano, e que assisti recentemente na Netflix: “Lost Girls: Os crimes de Long Island” (2020).

O filme conta a história real de Mari Gilbert, mãe da desaparecida jovem Shannan. Indo contra tudo e todos, Mari tenta de todas as formas provar o assassinato de sua filha, algo que era bem difícil, devido a algumas circunstâncias, e devido ao fato de ela ser garota de programa – situação que incomodava e causava desprezo em algumas pessoas.

Minha opinião: Filme bem interessante e triste, que traz uma grande reflexão: em meio a tudo o que estava acontecendo na região – o desaparecimento não somente de uma garota, mas de várias – o que foi feito pela polícia local foi o bastante? Eles agiam assim por se tratarem de garotas de programa? Os habitantes locais poderiam ter auxiliado melhor com as buscas e pistas? Até onde a empatia alcança o coração das pessoas?

O que mais me marcou, foi que em determinada parte do filme, eu comecei a me perguntar se Mari (a mãe de Shannan) estava realmente falando a verdade, ou se, como diria a polícia, era uma louca. Nós somos jogados contra essa pergunta o tempo todo: a forma como nos é apresentada a história ajuda nesse julgamento; mas também nos mostra como é fácil para nós, que estamos de fora, julgarmos a “loucura”, a preocupação de uma mãe (que não importa se foi tão presente, ou não, na vida da filha até aquele momento) que não tem a quem mais recorrer.

Trailer:

Título: Lost Girls: Os crimes de Long Island

Direção: Liz Garbus

Gênero: Drama / Baseado em fatos reais

Duração: 95 min.

Resenha [Filme] A última gargalhada

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim falar sobre um filme que assisti na última semana, lançado em 2019 pela Netflix: A última gargalhada.

Al Hart (Chevy Chase) é um idoso que acaba de se mudar para uma casa de repouso, por indicação de sua neta Jeannie (Kate Macucci). Ele era empresário do showbiz há muitos anos e acabou deixando alguns sonhos de lado por ocasiões da vida. Nesse asilo, encontra um antigo cliente, Buddy Green (Richard Dreyfuss), que por sinal era um ótimo comediante dos palcos… E que também havia deixado de lado sua carreira. Os dois, juntos, irão (re)viver seus planos, suas histórias, seus propósitos de quando eram jovens.

Minha opinião: Talvez eu estivesse com altas expectativas em relação a esse filme. No início (e somente no início), jurava que havia sido dirigido pelo Woody Allen, por parecer algo bem leve, com uma trilha sonora agradável, com aquele típico cotidiano que vemos nos filmes de Allen (confesso que, quando me lembrava, até procurava o Woody em alguma cena, só para ter certeza de que não havia um dedinho dele ali rs). Porém, lá pela metade do filme, já estava dando “pause” para ver quanto tempo ainda faltava para terminar. Não que o filme seja de todo ruim, mas chega um momento em que ele é cansativo. Talvez por falta de história, talvez pela falta da “gargalhada” do título (coisa que não necessariamente haveria de ter; mas que eu esperei ansiosamente). Por se tratar de um filme de comédia, imaginei que fosse me divertir bem mais. Soltei alguns risinhos, o final do filme foi (relativamente) bonito… Mas não indicaria, se alguém me pedisse um filme com humor.

Trailer:

Título: A última gargalhada, 2019

Direção: Greg Pritikin

Gênero: Comédia

Duração: 98 min.