Desventuras em Série

Oi pessoal, tudo bem?

Nos últimos meses houve um Boom nos blogs e outros meios de comunicação informais sobre a série da Netflix “Desventuras em série”, lançada em 13 de janeiro de 2017. Na época do lançamento, o que muita gente não sabia é que além do filme (com atuação de Jim Carrey), há também a coleção de treze livros, escrita por Lemony Snicket, que começou a ser lançada em 1999 no Brasil, pela editora Companhia das Letras. E é sobre isso que iremos conversar hoje. (Obs: Não irei fazer uma resenha de cada livro, afinal são treze volumes).

Desventuras em série (Companhia das Letras, 2006, 1.400 p.) do autor Daniel Handler ( :O Pois é! Seu codinome é Lemony Snicket), contará a história de três órfãos, os irmãos Baudelaire: Violet, uma garota inventora, Klaus, um leitor nato, e Sunny, uma bebê viciada em morder as coisas. Logo no primeiro livro (Mau Começo), seus pais morrem em um incêndio, e as crianças ficam por conta de um homem chamado Senhor Poe, que é banqueiro. O Senhor Poe tem o dever de conseguir um tutor para as crianças: um parente “próximo” das crianças. Deu-se a má sorte de ser Conde Olaf, afinal, era o que estava num perímetro mais próximo (pois é, Senhor Poe leva as coisas ao pé da letra). Porém, o Conde Olaf é extremamente cruel! Faz com que as crianças sejam suas empregadas, que limpem seus pratos e mansão (caindo aos pedaços, mas ainda mansão), que façam o jantar sem o mínimo de auxílio. Mas a pior das maldades é querer roubar toda a herança dos órfãos Baudelaire. E – acreditem! – ele fará de tudo, tudo para conseguir cumprir seu objetivo.

“Você pode conhecer alguém há vários anos, por exemplo, e confiar totalmente nele como amigo, mas as circunstâncias podem mudar e ele pode ficar com muita fome, e antes que você perceba poderá estar sendo cozido em um caldeirão de sopa, porque não dá para saber com certeza. Eu mesmo me apaixonei por uma mulher maravilhosa, que era tão encantadora e inteligente que eu me sentia confiante de que ela seria minha noiva, mas não tinha como saber com certeza e, cedo demais, as circunstâncias mudaram e ela acabou se casando com outra pessoa, tudo por causa de alguma coisa que ela leu n’O Pundonor Diário”.

Em cada volume, é contada alguma desventura dos irmãos Baudelaire. Com títulos bem sugestivos, e com ilustrações (de Brett Helquist) que dão um algo a mais nas histórias, nós temos um pouco da noção do quanto os órfãos sofreram nas mãos de Olaf. E não somente do Conde, como também de seus comparsas, e de pessoas no mínimo “desligadas”, que não percebiam os disfarces utilizados pelo vilão e sua trupe (sobre isso, quero falar um pouco mais, abaixo)¹.

A linguagem utilizada por Lemony Snicket é muito atraente. Logo no primeiro livro, o autor já nos avisa que é melhor pararmos com a leitura, pois estamos prestes a ler algo extremamente triste. Realmente a história, se formos pensar bem, é bem triste. E mais ainda, o autor vai, em alguns pontos, deixando a leitura repetitiva, e por isso cansativa, para que o leitor realmente desista do livro. Mas os mistérios são tão envolventes, e queremos tanto descobrir como tudo acaba, que nos acostumamos com esse incômodo da repetição (ao menos foi o que aconteceu comigo rs).

Os personagens principais, Klaus, Violet e Sunny são incríveis! Acabei me apegando a cada um deles, e não tenho meu preferido. Me identifiquei em algumas partes com Violet (ao prender o cabelo para conseguir pensar melhor haha), com Klaus (pelo gosto pela leitura), e até mesmo com Sunny (quando eu falo, falo e ninguém me entende hahaha). Conde Olaf, é claro, é um dos personagens mais odiáveis que já encontrei. A cada volume eu ficava mais espantada com as coisas que ele fazia, e me perguntei por diversas vezes se “Desventuras em série” realmente era um livro infantil (ou infanto-juvenil). O Senhor Poe me irritava com aquela tosse inacabável, a trupe me deixava maluca com sua submissão… Mas também existiam as boas pessoas… Que nem sempre conseguiam fazer alguma coisa para ajudar os irmãos Baudelaire.

Eu preciso dizer a vocês que também não tenho um volume preferido. A cada um que eu terminava, eu dizia que era meu favorito haha. A história começa lenta, mas vai se agitando, vão aparecendo novos personagens, novas situações e mistérios a serem desvendados. As maldades do Conde Olaf vão piorando… Mas a coisa mais “triste” para mim foi perceber que Sunny estava crescendo! Fiquei tão apegada à ela, e às suas frases desconexas (“frases” de bebês, para deixar claro… isto é, alguns grunhidos), que quando ela conseguiu formar uma palavra pela primeira vez, fiquei em choque.

Algo que me chamou muito a atenção durante a leitura foi que a cada novo capítulo que Lemony abria, o autor era muito mais do que sarcástico. Muitas vezes, ensinava algo, ensinava alguma palavra ou lição aos leitores. Mas tudo isso feito com seu modo peculiar em escrever (peculiar aqui quer dizer algo como escrever dessa maneira que estou escrevendo agora; explicar o que ele quer dizer, mesmo que seja óbvio, mas em um contexto diferente, ou utilizando cenas ou situações impossíveis de acontecer).

Eu assisti recentemente a um vídeo (logo abaixo), e me lembrei automaticamente sobre o ponto ¹ que comentei ali em cima… Disfarces e poder. Assistam:

No volume 7, A cidade sinistra dos corvos,  o autor nos fala sobre um termo: “psicologia das turbas”. Ele pode ser explicado como sendo, nas palavras do próprio autor: “Tudo o que aquela sentença quer dizer é que se umas poucas pessoas, dispersas no meio da multidão, começarem a bradar suas opiniões, logo a turba inteira irá concordar com elas“. E isso tem muito a ver com o vídeo acima.

No vídeo, Leandro Karnal cita Marcel Conche, e nos diz que: “O tirano tiraniza, graça a uma cascata de tirania. E os tiranizados, para se vingarem, tiranizam os abaixo”. Vemos essa situação no decorrer de todos os volumes da série. Há um tirano “soberano”, que é o Conde Olaf. Os logo abaixo são sua trupe. E a cascata começa a descer… até chegar ao volume 12. E para que vocês me entendam, precisarão ler. (Somente para complementar o vídeo de Leandro Karnal, assistam a este outro, onde o psiquiatra Ricardo Krause diz bem no final do vídeo que “Os seguidores escolhem seu tirano”. É para se pensar, viu?!).

Outra coisa muito interessante que o autor faz: em todos os volumes, Lemony Snicket dedica seu livro à Beatrice, já falecida. E em todos os finais, o autor dá um gostinho do que pode vir a ser seu próximo volume, com uma “carta ao editor”.

É muito difícil explicar o que eu senti com a leitura de todos esses volumes. Desde o primeiro volume até o último, minha leitura durou cerca de nove meses. Tinha aquela sensação de querer terminar para saber o final, e ao mesmo tempo não querer, para que minha leitura durasse eternamente. Lemony me proporcionou muito mais do que boas horas de risadas: me proporcionou uma série de pensamentos sobre minha vida, sobre meus julgamentos, sobre minha empatia, sobre o que eu posso fazer – ou deixar de fazer – para mudar a vida de uma pessoa.

Título: Mau começo (Volume 1)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 152 p.

Título: A sala dos répteis (Volume 2)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 184 p.

Título: O lago das sanguessugas (Volume 3)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 192 p.

Título: Serraria Baixo-Astral (Volume 4)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 176 p.

Título: Inferno no Colégio Interno (Volume 5)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 200 p.

Título: O elevador Ersatz (Volume 6)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232 p.

Título: A cidade sinistra dos corvos (Volume 7)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232 p.

Título: O hospital hostil (Volume 8)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232 p.

Título: O espetáculo carnívoro (Volume 9)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 240 p.

Título: O escorregador de gelo (Volume 10)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 280 p.

Título: A gruta gorgônea (Volume 11)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 288 p.

Título: O penúltimo perigo (Volume 12)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 320 p.

Título: O fim (Volume 13)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 312 p.

Noite em claro – Martha Medeiros

Olá pra vocês, tudo bem?

Esta semana fiz uma releitura. Às vezes gosto disso. Fui procurar aqui nos arquivos do blog, e li pela primeira vez este livro em janeiro de 2013. Já se passaram mais de quatro anos… E eu só me lembrava que havia gostado. Mas não me lembrava quão forte era a história.

Noite em claro (L&PM Pocket, 2012, 64 p.) da autora Martha Medeiros é um dos 20 livrinhos da Coleção 64 Páginas, dessa editora tão amada. Essa coleção por sinal, é ótima! Tem vários clássicos no meio, como “O retrato”, de Nicolai Gogol, e “Missa do galo e outros contos”, de Machado de Assis.

Numa noite chuvosa, e de insônia, uma mulher escreve uma breve história. E promete parar somente quando a chuva terminar de cair. Sua noite é regada a champanhe e lembranças um tanto obscuras, de relacionamentos passados. Encontramos nesses relacionamentos um tanto de dor, frustração, prazer, e algo tão humano que chega a ser animalesco.

“Nem um pio” (p. 31)

Minha opinião: Mesmo sendo uma releitura, escrevo aqui como se eu não tivesse lido anteriormente. Na realidade, mal me lembrava da história. Martha tem um estilo totalmente diferente de seus outros livros (que já li rs). Ela não é nada leve, muito pelo contrário! Ela é extremamente direta, e um dos temas abordados é pesado: o estupro. Além de ser direta, usa palavras que posso considerar “chulas”, grosseiras. O começo do livro é um pouco repetitivo, mas propositalmente: sua narradora bebe e fica relembrando de momentos vividos há 21 anos, com seu primeiro namorado. E “coincidentemente”, é dia 12 de junho, dia dos namorados. O número 21 ao contrário. A narradora repete, repete esse fato até nos cansarmos. E depois a história começa a ser levada por um caminho mais sombrio. Ele me marcou novamente, e provavelmente não será a última vez a ser lido.

Título: Noite em claro

Autor: Martha Medeiros

Editora: L&PM Pocket

Páginas: 64 p.

[Resenha] Capitães da Areia | Jorge Amado

Oi pessoal, tudo bem?

Mais um livro lido para o #ProjetoMindlin (acesse para saber mais, clicando aqui). A Nina reuniu um grupo grande, para lermos juntos e discutirmos, via WathsApp; e mais uma vez foi uma experiência maravilhosa. Eu nunca havia conseguido dar continuidade nesse clássico brasileiro. Antes de Capitães da Areia, li somente A morte e a morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado (que por sinal gostei muito, e tem resenha aqui).

64as

Capitães da Areia (Companhia das Letras, 2008, 283 p.) do grande autor baiano Jorge Amado, vai contar a história de um grupo de meninos de rua que mora no cais, e que levam o título do livro. Mas Jorge Amado não nos entrega esses meninos de mão beijada. Vai nos apresentando aos poucos, e deixando que cada identidade seja formada segundo nossos julgamentos.

O início do livro, por sinal, são as “Cartas à redação”, onde o padre José Pedro, o Secretário do chefe de polícia, o Juiz de menores, a Maria Ricardina (costureira),  o diretor do Reformatório, escrevem para o Jornal da Tarde. Seguindo daí, começamos com nossos pré-julgamentos. Aos poucos, de capítulo em capítulo, vamos sendo apresentados aos outros personagens: os meninos do cais, o padre, o bispo, algumas mocinhas, algumas madames. Cada qual com sua personalidade, qualidades e defeitos.

fsd

Podemos ainda arriscar dizer que o que Jorge Amado faz em seu livro é algo como os alemães chamam de “Bildungsroman“; ou como conhecemos aqui no Brasil, “Romance de formação”, que é aquele tipo de livro que nos é exposto o processo de desenvolvimento dos personagens (seja ele físico, moral, social, político). Para citar um exemplo mais “prático”, temos a obra David Copperfield, onde Charles Dickens nos apresenta seu personagem principal que dá nome ao livro, desde seu nascimento, até sua velhice; passando por todos os estágios de sua vida. De uma maneira muito menor (afinal são muitos personagens), encontramos isso também na obra Capitães da Areia. Vemos o desenvolvimento dos personagens Pedro Bala, o líder do grupo, do Pirulito, que tinha uma afinidade muito bonita com a religião, do Sem-Pernas, um dos personagens mais crueis, e também do Gato, do Volta Seca, do Professor, de Dora, e tantos outros.

16681465_711555392336682_1817579233861472309_n

Minhas impressões em relação ao livro foram as melhores. Em nenhum momento eu fiquei entediada, ou desanimada com a leitura. O modo lírico, tão poético que Jorge Amado descreveu as situações, as personagens, a Bahia, os pensamentos e ações de seus personagens, foram muito profundas. Em vários momentos me peguei avaliando meus julgamentos. Sabe aquela sensação de você engolir uma palavra ruim que estava prestes a falar para alguém? E percebe que este alguém é quem está com a razão? Senti isso frequentemente. E foi me dando um nó na garganta, uma vontade de chorar, ao perceber o quanto ainda devo melhorar como ser humana.

asfda-d

Este trecho acima é um dos mais lindos do livro. Eu já havia assistido ao filme (que será assunto para outra postagem), e foi a cena que me fez chorar: a cena das crianças no Carrossel. Se você já leu, ou assistiu ao filme, deve lembrar-se quão bela é. Mostra que mesmo em meio ao caos do dia-a-dia dos Capitães (com crimes, com a fome, com a prostituição), eles ainda são crianças, eles ainda possuem sonhos e querem brincar.

Enquanto eu lia o trecho, eu me lembrava muito desse vídeo abaixo (e ainda bem que deixei salvo em meu Facebook). Esse trechinho de vídeo sempre me faz ter vontade de voltar a ser criança (inclusive, quem souber onde se passa esse vídeo, quem é o moço, ou um vídeo maior, deixe pra mim nos comentários, por favor!).

Leia o quanto antes esta obra. Eu tenho certeza que ela irá mudar seu modo de ver a vida.

Título: Capitães da Areia

Autor: Jorge Amado

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 283 p.

Resenha – Cadela Prateada

Oi pessoal, tudo bem?

Cadela prateada (Penalux, 2016, 108 p.) da autora mineira Líria Porto, é uma reunião de poemas, ora românticos, ora mais calientes, mas todos tendo como tema principal a Lua. De forma direta ou indireta, Líria mostra toda sua paixão pelo nosso satélite natural (com razão, diga-se de passagem!). Há poesias que dão a impressão de que estamos sendo empurrados, e logo puxados de volta, assim como as ondas do mar fazem conosco. E há outras que são de tanta calmaria, que me vêm as lembranças de quando eu ficava sentada no parapeito de minha janela, só observando a lua, e também escrevendo poesias – e isso me dá uma saudade…

Li uma entrevista no site Balaio de Letras, muito agradável, em que o autor do site (Cláudio B. Carlos) pergunta sobre personagens que marcaram Líria, e quais são os escritores contemporâneos favoritos. Fiquei toda arrepiada ao ver que Líria gosta das mulheres de Érico Veríssimo, e que dois de seus autores preferidos são Carpinejar e Adélia Prado. E Porto ainda afirma que acredita em uma “literatura mineira”. Se você puder, leia também a entrevista, clicando aqui. É uma conversinha muito boa 😉

flerte (p. 36)

olhava a lua
a lua me olhava
e esse namoro
dispensa palavras
semeia no ar
os silêncios as pausas
dos grandes amores
daqueles que cabem
em quartos minguantes
em espaços mínimos

Líria Porto tem outros livros publicados, incluindo um livro infantil chamado “Asa de passarinho“, publicado pela editora Lê, e outro de poesias, chamado “Borboleta Desfolhada”, publicado pela Canto Escuro Editora (Portugal).

Título: Cadela prateada

Autor: Líria Porto

Editora: Penalux

Páginas: 108 p.

Skoob do livro

Site da autora

Adquira seu exemplar clicando aqui.

Para ler um trecho, clique aqui.

[Livro concedido através de parceria com a Editora Penalux]

Resenha – Pax

Oi gente, tudo bem?

Vocês já sabem da minha dificuldade com livros em formato digital, certo? Pois é. O livro que irei comentar hoje, eu demorei cerca de dez meses para ler. E ele só tem 288 páginas. Mas juro que é por causa de minha lerdeza. O livro é lindinho!

Pax (Intrínseca, 2016, 288 p.), da autora Sara Pennypacker, conta a história de Peter, um garoto com cerca de dez anos, e sua raposinha, chamada Pax. Os dois são amigos inseparáveis; até o momento em que o pai do garoto é chamado para servir na guerra. O pai de Peter obriga o garoto a devolver a raposinha para a natureza, e depois o leva para a casa do avô, que será seu lar enquanto a guerra estoura. Porém, Peter acaba fugindo da casa do avô para encontrar Pax, perdida na natureza.

A autora alterna as ações dos nossos dois personagens principais. Pax em meio à natureza, um pouco perdida, já que sempre foi criada na casa de Peter; e o garoto indo parar na casa de Vola, uma mulher grandona, e um pouco “rústica” rs.

“A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos. Se você não quiser ver a verdade, vai fazer o que for preciso para disfarçá-la.”

Minha opinião: O livro é encantador! Ele pode ser considerado infanto-juvenil, mas possui ensinamentos muito cativantes. A busca por nós mesmos, a doação ao próximo, a cura de feridas interiores (e exteriores também), a autoaceitação, a solidariedade, e é claro, a lealdade de um ser humano com o seu bichinho, são coisas que marcam na história, e que são passadas a nós, leitores.

Título: Pax

Autora: Sara Pennypacker

Editora: Intrínseca

Páginas: 288 p.