Resenha – A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus

Oi gente, tudo bem?

Falo hoje sobre um livro pequeno, mas cheio de ensinamentos.

A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus (Palavra e prece, 2008, 86 p.) do autor Denis Duarte é dividido em duas partes. Na segunda parte, o autor nos conta três historinhas curtas, que aconteceram com ele, e que o fizeram enxergar verdadeiras graças em sua vida. As três histórias me emocionaram.

Já na primeira, Denis dialoga com o leitor através de exemplos de profetas da Bíblia. Com os nomes dos capítulos sendo bem diretos (como por exemplo “Sou pobre e sem experiência“, ou ainda “Não sou nada, não sou ninguém“), mas com uma escrita dócil, ele nos ajuda a entender qual o modo que podemos transmitir a Palavra de Deus em nosso dia-a-dia. E não somente transmitir, mas principalmente ouvir – aquele questionamento tão comum: será que o que estou “ouvindo” realmente é a voz de Deus, ou é minha vontade? Estar intimamente ligado à Deus é saber diferenciar isso. Nem sempre o que fazemos é de Sua vontade, e nós pensamos que é, seja porque “vimos em sonhos”, ou porque imaginamos em nosso interior uma voz repetindo algo. Sendo que por mais que nós não admitamos, é exatamente esse “algo” que queremos. Por isso devemos estar atentos e em constante oração.

Além disso, Denis nos explica o que quer dizer a palavra hebraica “Dabar”: “No conceito hebraico Dabar, palavra (aquilo que o profeta diz) e realidade (aquilo que ele vive) têm o mesmo significado, existe coerência na vida do profeta, pois ele não diz palavras vazias de significado”. Isto é, o que eu vivo hoje, tem coerência com o que falo? Ou eu me visto de uma personagem que não sou? Muito além de apenas transmitir em palavras o que Deus quer de nossas vidas, devo através dos gestos, dar o bom exemplo e acolher com docilidade as pessoas com quem convivo.

Enquanto lia o livro, recordava essa música, e acho que tem tudo a ver. Pedro foi o “pescador de homens”, e aquele que é a pedra da Igreja. E a proposta desse pequeno grande livro é que todos nós sejamos pescadores de homens para o Reino de Deus.

Minha opinião: É um livro bem curtinho, que pode ser lido de uma vez. Mas aconselho a não fazer isso: deguste bem cada capítulo, e reflita sobre ele. Na faculdade em que trabalho, um de nossos diferenciais é trabalhar o que os italianos chamam de “Amorevolezza”, que é um termo que dá a entender uma atitude de amor e acolhimento. Levando para a vida, o termo também pode ser bem – e muito bem! – usado com as pessoas que estão à nossa volta. Temos que saber acolher as pessoas que vem até nós, e ter uma atitude de amor com o próximo. Isso também é evangelizar.

Título: A experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus

Autor: Denis Duarte

Editora: Palavra e Prece

Páginas: 86 p.

Leituras Junho / Julho 2017

Olá pra vocês, tudo bem?

Olha só, pensa numa pessoa que está lendo pouco esse ano! Eu mesma! Em compensação estou aproveitando bastante minhas leituras, e assistindo a mais filmes. No final acabo ficando satisfeita em fazer outras coisas além de ler rs. Com isso também, não estou sentindo aquela necessidade (que parecia não ter fim) em comprar livros; o que me ajuda muito em minha “promessa” de ficar um ano sem comprar. E quando eu comprava muitos livros, acabava ficando ansiosa para ler mais, não aproveitando tanto a leitura. Estão vendo? Era uma bola de neve!

Bem, nos meses de Junho e julho li esse tantinho abaixo.

Junho

31. Noite em claro – Martha Medeiros [releitura] – 64 p.
32. Ca-ta-ri-na – Thais Laham Morello – 60 p.

Julho

33. Viagem a Fátima – Rebeca Maria Teles – 155 p.
34. Eu não vim fazer um discurso – Gabriel García Márquez – 128 p.
35. Van Gogh: Biografia – David Haziot – 352 p.
36. Amy Winehouse (HQ) – Eudeline-Goffettte-Fernandez – 48 p.
37. Bear, volume 1 (HQ) – Bianca Pinheiro – 64 p.
38. Arroz (HQ) – Alexandra Presser – 88 p.
39. Anna e o planeta – Jostein Gaarder – 168 p.

Total de 1.127 páginas.

E vocês, o que leram de bom por esses tempos? =)

Resenha – Anna e o planeta

Oi gente, tudo bem?

Volto hoje com mais um livro para o projeto (Re)Lendo Jostein Gaarder. Há um tempo eu não atualizava o projeto, mas esse mês ganhei de presente seu lançamento, que estava esperando muito!

Anna e o Planeta (Companhia das Letras, selo Seguinte, 2017, 163 p.) irá nos apresentar Anna (aah, jura?!), uma menina que está prestes a completar 16 anos. Através de seus sonhos, começa a receber algumas “mensagens” de sua “bisneta”, Nova, que vive no ano de 2082 (começo a ficar com medo dessa década). Essas mensagens na verdade, são bem alarmantes: o planeta Terra está totalmente devastado, e tudo quanto é flora e fauna só pode ser visto através de uma espécie de computador. Claro que os pais de Anna ficam preocupados – pois Anna está começando a acreditar em seus sonhos, e acha que tem que fazer alguma coisa. Então a levam num psiquiatra, o doutor Benjamin – que é doidinho igual a ela haha. Anna terá então, que resolver se seus sonhos querem realmente lhe dizer alguma coisa, ou se é só invenção de seu cérebro.

“O que haveria ‘debaixo’ ou ‘detrás’ do Universo é algo que ninguém tem como afirmar. O mundo é cheio de enigmas. Às vezes, a coisa mais sensata a se fazer é se curvar diante do insondável” (p. 92)

Minha opinião: A ideia do livro é muito legal. Conscientizar crianças e adolescentes para a conservação da fauna e flora, atentando-se ao que pode fazer no “aqui e agora”, isto é, sem precisar de grande ajuda, mas sim o que está “à mão”. O que deveria ser óbvio, infelizmente, ainda deve ser alertado. O planeta Terra está pedindo ajuda sim, e ninguém está se preocupando com nada. Porém, Jostein dessa vez não me agradou tanto quanto das outras vezes. Ele foi bem repetitivo e monótono em vários trechos do livro, e fez as falas de seus personagens soarem muito forçadas. Apesar de intercalar o livro todo com passagens de Anna / Nova, fazendo com que desse um gás ao livro, a leitura foi cansativa. Teve uma parte do livro, onde aparece um personagem secundário (o namorado de Anna), que começou a ficar interessante. Mas isso lá pela página 90 (o trecho acima foi tirado dessa parte rs). Eu não sei se fui com muita sede ao pote, se estava esperando demais… Mas, pois é, eu estava esperando mais mesmo haha.

Ah! Aliás, quando o Jostein cisma de falar sobre a beleza e os enigmas do universo, eu curto demais! De vez em quando ele adentra bem no tema, fazendo com que eu fique mais e mais encantada. O trecho acima foi bem característico do autor… Mas o restante, não vi tanto do Gaarder que estou acostumada.

Título: Anna e o planeta

Autor: Jostein Gaarder

Editora: Companhia das Letras (Selo Seguinte)

Páginas: 163 p.

TAG dos 50%

Olá pessoas, tudo bem?

Esta TAG é “comum” nessa época do ano rs. Quando chega julho e agosto, a maioria dos blogueiros faz um levantamento de tudo o que já leu até agora, e o que planeja ler até dezembro. Ano passado eu acho que não fiz… E esse ano minha lista de “lidos” está tão mirradinha, que estou até com vergonha de fazer haha.

Mas mesmo assim, vamos responder né, afinal envolve o segundo semestre (que pretendo ler um pouco mais. Talvez, quem sabe, se Deus ajudar a pobrezinha aqui). Ah, os livros que eu já resenhei, tem link clicável 😉

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017.

R. Cem anos de solidão, do Gabo… Sem dúvida! E essa era uma dívida antiga. Não sei porque demorei tanto a ler. (na verdade eu sei. Eu morria de medo, por ele ser um “clássico”)

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.

R. Foi a única, mas com certeza foi incrível! Desventuras em série, do Lemony Snicket. Li do volume 6 ao 13 nesse ano, e enrolei o máximo que consegui, só para que a história não acabasse.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

R. Agora que sou mãe, da Flávia Calina. Eu não sou mãe (ainda), mas se Deus quiser um dia serei, né mesmo? E poxa, eu amo o canal da Flávia! A família Calina é demais ❤

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

R. Com certeza é O labirinto dos espíritos, do Carlos Ruíz Zafón. É o quarto e último volume da série Cemitério dos Livros Esquecidos. Mas terei que comprar só ano que vem… Esse ano não estou comprando livros (pois é, estou conseguindo!)

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

R. Acho que nenhum me decepcionou esse ano (também, li tão pouco haha).

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

R. Van Gogh: Biografia, escrito por David Haziot. Eu já imaginava que iria gostar, mas não tanto! O autor escreve tão bem, fiquei tão envolvida com a vida do Vincent, que mesmo já sabendo o final do livro (o motivo da morte, para ser mais exata rs), eu chorei!

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

R. Rebeca Maria Teles, autora do livro Viagem a Fátima.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

R. Vixi, não tive não hahaha. E acho que nem vou ter (se eu ler o que pretendo…)

9. Seu personagem favorito mais recente.

R. Personagem histórico vale? haha Van Gogh!

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

R. Como todos que me acompanham sabem… Eu sou bem chorona. Mas um livro que me fez chorar várias vezes foi Cem anos de solidão. Era uma dor tão profunda, que nem sabia de onde vinha. Na verdade, a escrita do Gabo me proporciona sempre essa dor (mais alguém sente isso?).

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

R. Bear, da Bianca Pinheiro.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.

R. Os pássaros, de Alfred Hitchcock. (não assisti muitas adaptações, mas essa, por mais antiga que seja é massa hein! Afinal: é um clássico 😉 ).

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

R. Foram várias… Mas como é para escolher só uma…

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

R. Anna e o planeta, do Jostein Gaarder! Eu ganhei do namorado, e era o livro mais desejado! (Afinal, meu autor favorito).

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

R. Bom, eu tenho um projetinho de leitura aqui… Que com certeza não irei cumprir. Os que eu me sinto na obrigação de ler até o final do ano são os volume 5 a 7 de Harry Potter (que vergonha!).

Resenha – Viagem a Fátima

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim falar de um livro que ainda não foi publicado pelas grandes editoras rsrs E que vale suuuper a pena ser lido! (Explicarei depois) 😉

Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história (2016, 155 p.) da jornalista Rebeca Maria Teles irá nos apresentar a história de Nossa Senhora de Fátima, com um quê a mais: Rebeca visitou a cidade portuguesa onde ocorreu a aparição da Virgem aos três pastorinhos (também nos apresentando, no final do livro, uma ótima bibliografia)!

Com descrições poéticas de como é a pequena cidade de Fátima, vamos sendo levados pelas mãos por Rebeca. Uma brisa aqui, um sol a mais ali, suas ruas movimentadas, e de uma paz indescritível… Assim é o local onde há cem anos foi visitado pela Santa. No início, o nome “Fátima” era dado a uma aldeia da região, e a explicação do nome, nos conta a autora é, segundo o historiador português José de Carvalho, de origem árabe, querendo dizer “jovem, donzela” (p. 16), e há também uma lenda que rodeia este nome. Mas hoje, oito séculos após a lenda, há outra lembrança, quando citamos o nome da pequena cidade: a devoção mariana.

Um detalhe muito interessante do livro é a pesquisa do momento político da época (março de 1916, com Portugal entrando no conflito da Primeira Guerra Mundial. Imaginem a grande carnificina que cercava a Europa!).

Em meio ao caos da Primeira Guerra, hoje sabemos que restava uma esperança, um socorro que foi dado a, no início, três pastores: Lúcia, Francisco e Jacinta. Hoje em dia, há um trenzinho que leva os visitantes (os turistas) para conhecer o mesmo caminho percorrido pelos três pastorinhos. Uma das paradas é Aljustrel (que fica perto da casa dos pais de Lúcia). Para chegar até a Loca do Cabeço, por exemplo, é preciso descer nesta parada e ir andando. Loca do Cabeço é um dos locais onde a Virgem apareceu.

Essas três crianças, além de pastorear o rebanho da família, rezavam – engraçado a autora nos contar como as crianças rezavam: “Ave Maria; Ave Maria; Ave Maria” e finalizavam com um “Pai Nosso”. Isto é, sem o restante da oração. E isso era feito porque elas queriam… brincar! Poxa, afinal eram crianças 🙂  Os três tinham personalidades bem diferentes: Lúcia era mais madura, Francisco bem calado, e Jacinta um pouco “mimada”. Mesmo sendo tão diferentes, os três primos se amavam, e sempre procuravam estar juntos.

Foi num dia “comum” em que o Anjo da Paz apareceu. Esta aparição os teria convidado a rezar, e em seguida repetiu três vezes: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam” (p. 37). Francisco era o único que não escutava o anjo (somente o enxergava). Era o ano de 1916. Este Anjo teria aparecido três vezes, antes de Nossa Senhora.

Santa de Fátima apareceu a eles pela primeira vez no dia 13 de maio de 1917. As três crianças brincavam na Cova da Iria (lembra-se do versinho? “A treze de maio, na Cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria“?) ❤ Com uma luz muito forte, e com as mãos juntas, como que rezando, aparece uma senhora vestida de branco. A Senhora prometeu aparecer mais seis vezes, sempre no dia 13 de cada mês. As crianças prometeram a si mesmas guardar segredo…

Mas é claro que não conseguiram. Jacinta, muito entusiasmada com a visão, acabou contando à sua mãe sobre a aparição. De início ninguém acreditou. Mas depois de um tempo, e com a insistência (que só as crianças sabem como nos convencer…), os adultos acabaram desconfiando que havia um fundo de verdade. Afinal, por que três crianças haveriam de mentir? Mas, irritado com tamanha perturbação, o administrador local, Artur de Oliveira Santos, chamou-os para um interrogatório. As crianças acabaram ficando presas por um período.

“Os homens que pagavam por seu crimes aprisionados naquele lugar se admiraram com a coragem das três crianças, que, à espera da morte, se colocavam de joelhos, erguiam os pequenos bracinhos em direção ao céu e ofereciam seus sofrimentos pelo Papa pelos pecadores, e em consolação ao coração de Maria” (p. 66)

Depois que foram libertados, a 13 de setembro de 1917, a Cova da Iria já contava com cerca de 15 a 20 mil pessoas (incluindo padres e seminaristas). Foi lá que ocorreu o milagre do sol, e sexta aparição de Nossa Senhora de Fátima. E o fato foi contado até mesmo pelo mais jornal Correio da Beira, documentando que “era uma da tarde quando o céu clareou e surgiu um globo prateado que se movia em pequenos giros, atravessando as nuvens” (p. 81).

Em maio de 2017, nosso amado Papa Francisco visitou Fátima, em Portugal. E no dia 13, data em que comemoramos o dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa canonizou os pastores Jacinta e Francisco Marto, os dois irmãos que estiveram presentes nas aparições (a festa litúrgica será celebrada sempre no dia 20 de fevereiro, data do falecimento de Jacinta). Irmã Lúcia ainda não foi canonizada, e isso não aconteceu por causa da data de sua morte (ela faleceu em 2005, com 97 anos), e tendo em vista a grande quantidade de páginas a ser examinada (mais de 15 mil), para assim dar andamento ao processo de sua canonização. Jacinta e Francisco faleceram aos nove e dez anos (em 1919 e 1920), devido à febre espanhola. A fama de santidade dos dois já havia sido difundida por todo o mundo. Leia mais, clicando aqui.

Minha opinião: Já sabem: quando a resenha fica grandona, é porque eu adorei! haha. Vou dizer a vocês o que eu disse à Rebeca: este livro só me deu ainda mais vontade de conhecer Fátima. Eu tenho um carinho enorme por Ela, pois quando era criança, um dos únicos presente que a minha avózinha materna me deu, foi uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos. A paróquia em que cresci e que foi feita minha catequese e minha primeira comunhão, também pertence à Ela ❤  Fora isso, eu sempre soube da história de sua aparição, e achava maravilhosa.

Este livro foi o Trabalho de Conclusão de Curso da Rebeca. Ela estudou jornalismo na Faculdade em que trabalho (Faculdade Canção Nova, em Cachoeira Paulista), e se formou em 2016 (com uma turma que amo muito, e que sinto muita saudade!). Foi por isso que eu disse bem no comecinho da postagem que o livro ainda não foi publicado por uma grande editora. Este exemplar da foto é um dos raros (junto com o exemplar da Rebeca e mais dois ou três rs) que temos impressos. Ela ainda está buscando uma editora bacana para que possa publicar, com as ilustrações originais (que é do Mateus, namorado dela, e um super artista!) a sua história. E claro, eu desejo toda a sorte do mundo para que ela consiga! O livro é muito bem escrito e suas descrições me fizeram ter vontade de estar em Fátima e de conhecer todos os locais citados por ela. E como bibliotecária eu posso te afirmar: ela estudou muito para este trabalho 😉

Título: Viagem a Fátima: Os lugares que contam 100 anos de história

Autor: Rebeca Maria Teles

Editora: Independente

Páginas: 155 p.

Site do Santuário de Fátima