As cinco fases do namoro | Sandro Arquejada [Parte 1]

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim apresentar a vocês um dos últimos livros que li,em conjunto com o David, do blog Submerso nas Palavras. Passamos quase dois meses lendo e compartilhando semanalmente nossas impressões; e agora queremos também compartilhar com vocês. Por isso a resenha de hoje será um pouquinho diferente. Escreveremos juntos. Ah! E esta resenha será dividida em duas partes (sim, o livro é pequeno, mas vocês que me acompanham já sabem: livros que eu gosto muito, eu quero contar tudinho para vocês haha…). A segunda parte, nós postaremos na terça-feira (sim, postaremos: aqui no blog Bibliotecária Leitora, e lá no blog Submerso nas Palavras).

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As cinco fases do namoro (Canção Nova, 2013, 183 p.) do autor Sandro Arquejada, diferente do que imaginamos ao ler o título, não é um livro escrito somente para namorados; é sim um livro para todos aqueles que pretendem ter um namoro sólido e cristão. Sandro começa nos contando um pouquinho do “Histórico” sobre o namoro, isto é, como era o namoro antigamente, como era tratado no modelo social, não somente no Brasil, mas em outros países também. Além disso, é importante enaltecer que esse livro gera vida e traz memória recordações da nossa vida afetiva à luz do Espírito Santo.

“Namoro é o tempo que precede o matrimônio, a época de conhecer e amar uma pessoa e preparar-se para o casamento” (p. 24)

Você deve estar se perguntando: “Afinal, o que são essas cinco fases do namoro?”. Vamos chegar lá. O autor, antes de nos expor essas cinco fases, comenta um pouco sobre as virtudes para um bom relacionamento, o famoso “ficar” que é tão comum nos dias de hoje, a castidade no namoro (e os quatro adjetivos essenciais à relação sexual dentro do matrimônio: deve ser livre, total, fiel e fecundo. Falaremos mais disso adiante) e as diferentes formas de Amor. Queremos destacar aqui que o namoro e os relacionamentos em geral, dizem da nossa afetividade, ou seja, aquilo que afeta, sejam gestos, palavras e ações. E no namoro, caracteriza-se por entrarmos no território santo do outro, sua intimidade.

Particularmente (Daniela), gostaria de compartilhar o livro todo com vocês. Mas ressalto hoje, alguns pontos muito interessantes. Há o que Sandro chama de três virtudes para um bom relacionamento. E são elas:

♥ Paciência: Diante dos conflitos de ideias, é essencial termos paciência. Tudo na nossa vida é aprendizado, e estamos constantemente amadurecendo. Temos de ter uma relação fraterna, e ainda que tenhamos afinidades, sempre há diferenças (afinal cada pessoa tem uma bagagem, um histórico inteiro dentro de si. Ou como costumo dizer, um universo todo!).

♥ Altruísmo: Esta palavrinha quer dizer doar-se ao outro, ser espontâneo na hora de ajudar ao próximo. Esta virtude deve ser utilizada juntamente com a paciência.

♥ Capacidade de diálogo: Não basta o diálogo rs. Temos que ter a capacidade de interagir, compreender e fazermos entender. A comunicação é uma das principais formas de mantermos um relacionamento, seja ele amoroso, de amizade ou fraterno.

Guiados por esses aspectos elencados pela Dani, (paciência, altruísmo e capacidade de diálogo) é possível acrescentar que eles se tornam essenciais em qualquer relacionamento seja de namoro, de amizade, pais e filhos. Norteiam o convívio humano. É importante, ainda, observar o tempo de cada pessoa, procurando compreender o seu tempo de evolução. Nem todos nós conseguimos das os passos juntos.

“Castidade não é só exercício de autocontrole, porque seus efeitos também permitem que a pessoa que a vive aprimore sua capacidade de comunicação e de perceber o outro e trazem uma maior noção de complementaridade a um casal” (p. 40)

Sandro aborda também um tema que para os tempos atuais, passou a ser “tabu”: a castidade. Infelizmente, é comum vermos que os jovens iniciam sua vida sexual muito cedo. Isso pode trazer consequências negativas para seu o corpo, seu espírito e psicológico. Por mais que seja um tema delicado, o autor conseguiu desenvolver muito bem e deixar clara a posição da Igreja Católica. Manter-se casto até o matrimônio, além de ser um ato de respeito e doação ao próximo (e consigo), é também uma maneira de alcançar a paz e harmonia de maneira bela e pura.

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É nos explicado que a língua grega classifica o amor através de três palavras: Eros, Philos e Ágape. Eros é o amor romântico (paixão, libido, que expressa desejo e contemplação da beleza exterior); Philos é o amor desapaixonado (como o que sentimos por familiares e amigos); e Ágape é o tipo de amor mais puro e altruísta (que é identificado pela doação total da vida pelo outro).

Não obstante, gostaria de retomar de forma pessoal (David), a realidade dos filtros do amor, tratados pelo autor como adjetivos para que o namoro almeje o matrimônio. O primeiro, “livre“, ou seja, não se prende unicamente por sentimento e instinto, mas por vontade e decisão; o segundo, “total“, compartilha-se tudo, desde o sensível até o espiritual, configura-se como uma profunda amizade. O terceiro, “fiel“, estabelece-se uma aliança de amor conjugal. Por último, “fecundo“, não se esgota a comunhão somente no “mundinho” dos cônjuges. Não se fecha somente nos dois, mas estão abertos às amizades, aos familiares e aos filhos futuros.

Destaco o processo de aproximação apresentado pelo autor em três pontos: o primeiro é a atração que pode ser por uma parte do corpo, cor dos olhos, como faz alguma atividade (David: No meu caso foi pela escrita da Dani, no seu blog, depois pelo gosto pela leitura, séries e assim vai evoluindo. Dani: Quando percebi que o David gostava de poesias, leituras, tinha um bom papo… Hum… haha). O segundo ponto é a paixão, que é mais potente que a atração, temos rubor, calafrios (kkkkk), pensamos constantemente na pessoa amada (e aqui não precisa descrever). O último ponto é o encantamento gradual, as vezes àquele amigo, àquela amiga de tempos, que gera a possibilidade: “bem que eu poderia namorar com ele(a)”. Lembrando que pode acontecer ao mesmo tempo e estarem interligados. É salutar também caminharmos no autoconhecimento.

Acho que ficaram curiosos para saber quais são essas cinco fases, certo? Então iremos pedir: podem aguardar até terça feira? =)  Então nos vemos, dia 21/02, às 20 horas. Não se esqueçam: aqui no BL e lá no Submerso nas Palavras.

Título: As cinco fases do namoro

Autor: Sandro Arquejada

Editora: Canção Nova

Páginas: 183 p.

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4 comentários sobre “As cinco fases do namoro | Sandro Arquejada [Parte 1]

  1. Bom Dani ler com você é sempre uma aventura, marcada pelos desafios de acompanhar uma pessoa que nasceu para isso. Alguém que o filtro da vida favoreceu. É uma alegria compartilhar de vida, das experiências, do tempo, das leituras e outras tantas coisas com você. A nossa grandeza está nas divergências na maneira de escrever e interpretar. Obrigado por tudo. Obrigado por seus dons. Obrigado por você existir.

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