Resenha – Tá todo mundo mal | Jout Jout

Oi, tudo bem?

Primeiro, quero deixar claro: essa é uma opinião particular, isto é, minha, Daniela Kanno Vieira. Isso não quer dizer que não indico o livro para ninguém. Tenho que deixar isso claro, pois sei que muitas pessoas adoram reclamar e dizer que “eu não entendi”, quando a opinião não bate com a dela, ou quando essa pessoa é fã do autor em questão. Eu entendi o livro, e mais: vi que não era para mim. “Tá bem? Então tá bem!”. Sendo assim, posso começar a postagem.

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Tá todo mundo mal: O livro das crises (Companhia das Letras, 2016, 200 p.) da autora Julia Tolezano, ou como é mais conhecida, Jout Jout, é um livro de crônicas. São crônicas que falam sobre crises no geral. Afinal, quem nunca teve uma crise?! rs Julia conta fatos de sua adolescência, brigas com seu inconsciente, pensamentos de gente comum (“gente como a gente“) sobre a eterna dúvida entre ir a uma festa ou ficar em casa comendo doce e assistindo filmes, ou pensamentos de gente doida (nesta eu me incluo) onde parece que o mundo gira ao nosso redor, e temos que fazer algo de melhor. Sendo que não. O mundo está girando por si só, e nós que somos meio bitolados com algumas ideias. Ou em outras palavras, só orgulhosos demais de nós mesmos, sendo que fazendo ou não alguma coisa, o mundo continuará rodando da mesma maneira.

“Você não está acomodada, você está incomodada”.

Minha opinião: Eu gostei muito de duas crônicas, em especial. “A crise do escritório”, onde Jout Jout nos conta sobre o emprego dos sonhos, ou nem tão dos sonhos assim rs Ali ela fala sobre alguns pensamentos que costumo ter em relação à carreira. E a citação que eu coloquei acima, diz muito sobre isso. Quando nos sentimos “acomodados” em algum emprego, talvez estejamos “incomodados”. Rotina é assim mesmo. E cabe a nós sabermos reconhecer isso, e sair do marasmo.

Outra que gostei muito foi “A crise da liberdade excessiva”. Eu me encontrei muito também, nesse texto. Sou uma pessoa indecisa, na maioria das coisas. Mas isso é algo bem particular meu. Por exemplo, costumo até fazer joguinhos com meu cérebro, do tipo “na hora que eu ver um carro azul, é a hora que tal coisa vai acontecer no universo”. Coisa de gente totalmente maluca haha. Em sua crônica, Julia fala sobre termos diversas opções, e ficarmos bem confusos com isso. Ela usa como exemplo cabines de banheiro público. Se há doze cabines sobrando, tentamos escolher sempre o melhor, “pulando” de um galho para o outro, demorando décadas para decidir o qual o melhor. E acabamos perdendo tempo nisso tudo. Sou assim, principalmente com livros (como muitas pessoas que me leem agora, devem se sentir também). Vamos dizer que tenho em minha estante dez livros que ainda não li. Para facilitar para mim mesma, coloco os nomes em papeis e faço um sorteio. Cai um dos títulos, e o que eu faço? Leio? Não. Faço um novo sorteio, até sair um razoável. Isto é, eu já sabia que queria ler aquele, mas perdi meu tempo fazendo esse joguinho maluco. Enfim. No finalzinho dessa crônica, Jout Jout diz que “Até chegar um virginiano e decidir tudo para você. Mas até lá, meu Deus, que dor.” Sou virginiana. E já deu pra ver que essa coisa de signo não cabe muito bem comigo.

Bem… Nessas duas crônicas, de certa forma, fiquei bem envolvida e dei risada. As demais, eu achei medianas. Uma ou outra eu achei desnecessárias (como a crônica do pum, que assim como Tati Feltrin, fiquei constrangida). Mas isso foi coisa particular, como já disse no início do texto. Não me senti tão à vontade, algumas coisas não fizeram o mínimo sentido para mim, e eu infelizmente, passei a gostar menos de seu canal no Youtube rs. Foram muitas idas ao terapeuta, e isso, utilizado repetitivamente em seu texto, me deixou uma impressão meio estranha. Fora as inúmeras citações de Caio, “o namorado perfeito”. Poderia ter lido menos coisas voltadas ao Caio e ao terapeuta.

Claro que nem todo livro é perfeito, e encontramos algumas coisas que nos desagradam na maioria dos livros. Por isso, mesmo não me sentindo à vontade com seu texto, eu indico o livro da Jout Jout. Ela tem umas ideias bem interessantes e engraçadas. Mas comigo não funcionou.

Título: Tá todo mundo mal: O livro das crises

Autor: Julia Tolezano (Jout Jout)

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 200 p.

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4 comentários sobre “Resenha – Tá todo mundo mal | Jout Jout

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