Resenha – O menino da lista de Schindler

Olá, tudo bem por aí?

Hoje venho falar de um livro triste, mas que nos dá lições de vida. Passa-se na Segunda Guerra Mundial e é contada por um dos sobreviventes do Holocausto.

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Em O menino da lista de Schindler (Rocco, 2014, 253 p.), Leon Leyson irá nos contar seu dia-a-dia com seus pais e irmãos, quando a Polônia começou a ser tomada pelos alemães. Leon tinha por volta de dez anos de idade, e não entendia o que estava acontecendo. Afinal, todos seus vizinhos que não eram judeus (mas cristãos) viviam em harmonia… Fora no tempo da Páscoa, conta o autor, onde até seus amiguinhos viravam “inimigos”: atacavam-lhe pedras e chamavam-no de “assassinos de Cristo”. Em 1939, Leon e sua família foram confinados no gueto de Cracóvia.

“(…) cumprindo ordens de Hitler, milhares de judeus poloneses, talvez até mais de dezessete mil, foram expulsos da Alemanha. O comando nazista disse que eles não eram mais bem-vindos, que eram indignos de viver em solo alemão. O governo polonês estava determinado a provar que era tão antissemita quanto os nazistas e por isso recusou-se a conceder aos refugiados permissão para retornar à terra natal.” (p. 52-3)

Durante toda a narrativa, vemos o quão crueis foram os seres humanos que estavam aleatórios à situação. Talvez por medo ou ignorância. Ou talvez por indiferença. Jamais vamos saber.

“Então, vieram as piores notícias até aquele momento: na Alemanha e na Áustria, na noite de 9 de novembro de 1938, sinagogas e rolos da Torá foram queimados, e propriedades judaicas, destruídas. Judeus foram espancados aleatoriamente, quase cem foram assassinados. Eu achava inacreditável que as pessoas só ficassem olhando enquanto coisas horrendas como aquelas aconteciam.” (p. 53-4)

Dentro do campo de concentração, Leon teve uma grande “sorte”, apesar de todos os abusos físicos e psicológicos que passava. Encontrou, não tanto por coincidência um homem bom: Oskar Schindler. Mesmo com alguns comportamentos diferentes, mulherengo, e dizem algumas línguas, oportunista, esse homem salvou mais de mil e duzentos judeus. Leon estava entre eles, e depois de muitos anos sendo encoberto pela sua insegurança em relatar tais fatos, acaba nos contando sua história.

Eu não vou abusar descrever minha opinião sobre o livro. Ele é sensível, às vezes com uma linguagem bem crua. Mas acima de tudo muito realista e detalhista. O autor não nos poupa do sofrimento. Chorei em muitas partes do livro, e quando acabou, fiquei a pensar na história durante muito tempo. Sempre quando leio algo sobre o Holocausto, lembro do vídeo abaixo. Assista e reflita 😦

Se quiser saber mais sobre o que é a Lista de Schindler, acesse esse site.

Título: O menino da lista de Schindler

Autor: Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leyson

Editora: Rocco Jovens Leitores

Páginas: 253 p.

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4 comentários sobre “Resenha – O menino da lista de Schindler

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