[Quase resenha] – Delirium – Carlos Patrício

Oi gente, tudo bem?

Vocês podem ver o título [Quase resenha], pois isso não será uma resenha. Será apenas um comentário sobre um livro que infelizmente, tive de abandonar. Fico muito triste em fazer um comentário de um livro que abandonei, mas também quero deixar claro que esse é um ponto de vista meu, e que há vários blogueiros e vlogueiros que curtiram muito o livro. Abandonei por que talvez eu não estivesse no momento certo de ler, ou fui com muita sede ao pote.

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Delirium (Página 42, 2014, 228 p.), do autor brasileiro Carlos Patrício é um livro que contém sete contos e uma poesia. Os contos têm assuntos bem polêmicos, como religião e ciência, morte, drogas e serial killer. O primeiro conto, Doutor Sádico, de longe é o melhor! Fala sobre um assunto que me interesso, que é serial killer. Ele é ambientado na Áustria e conta a história de Hans Mozart, um professor que mora em uma casa bem horripilante: ele já matou várias pessoas, simplesmente pelo prazer em matar. E encontra num bar sua próxima vítima. Este conto tem alguns elementos que havia visto em outro livro (Minha ideia de diversão), mas não deixou de ser perturbador.

Há contos que possuem cerca de cinquenta páginas, e isso me cansou bastante. Um exemplo é o conto A questão de todas as questões. Fala sobre um médico que tem sua meia-irmã diagnosticada com câncer. Daniel, o médico, crê em Deus, mas não tem uma religião específica. Ao tentar convencer sua irmã sobre a existência de algo maior, ela não aceita suas menções a uma outra vida, a um céu ou inferno. Um dia, na cantina do hospital ele conversa com a dona dessa cantina. Ela é uma cristã fervorosa, e eles debatem sobre a existência de Deus, sobre o sentido da religião. Até aí, ok. Porém, em alguns pontos vi a moça da cantina se contradizendo (Por favor pessoas, lembrem que isso é minha opinião, que foi algo que eu senti, tá?). Ela diz em um momento que, se na Bíblia está escrito que os seres humanos vieram de Adão e Eva, ela crê piamente nisso. Porém, em alguns parágrafos para frente, ela diz que sabe que na Bíblia há várias metáforas. Ora essa… não entendi. Daniel, como já falei antes, acredita em Deus, mas não em uma religião; porém, isso começa a nos confundir. Pois uma hora fala para a meia-irmã que ela deveria acreditar em algo depois da morte, e na outra já diz para a cristã que não existe inferno ou céu. Fora que a linguagem em certo ponto me irritou, por dois motivos: primeiro que é o autor foi bem sarcástico quando ia falar da cristã (achei desnecessário); segundo que havia ali muitas referências, muitas citações da Bíblia, e o tom não era informal. Parecia que eu estava assistindo a Zietgeist. Se você não sabe o que é isso, clique aqui. É um documentário MUITO interessante, mas bem cansativo, que é dividido em três partes: religião, economia e política. Esse documentário tem várias informações que algumas pessoas consideram ser como Conspirações. Mas não deixa de ser legal, pois acaba abrindo nossa mente de alguma forma.

Dois outros contos que achei bacanas foram o Telefone sem fio, que mostra até onde a fofoca pode chegar; e Truco, que fala sobre um grupo de quatro amigos que tem a casa assaltada por um cara bem violento.

Talvez pelo tamanho dos contos eu tenha desanimado um pouco. Talvez pela linguagem. Talvez pelo período em que estou vivendo. Pode funcionar com você, pode ser que você goste… Então vai de você, ok?

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6 comentários sobre “[Quase resenha] – Delirium – Carlos Patrício

  1. Nossa, me pareceu muito legal esse livro, quando eu tiver um dinheirinho sobrando, eu vou tentar comprar. São temas que me interessam muito, mesmo sendo polêmicos (não gostaria de conversar sobre eles com ninguém, mas ler já é outra coisa. hahahaha). Agora, uma coisa. Você disse que ele se contradiz quando fala que o personagem acha que a irmã deve acreditar em algo além da morte, mas que não acredita em céu e inferno. Não acho que ele esteja se contradizendo porque eu não acredito em céu e inferno, mas acredito que há vida após a morte e acredito em reencarnação. Não é preciso acreditar em céu e inferno para se acreditar em vida após a morte ou que há algo depois da morte, porque pode se ter uma outra visão além de “céu e inferno” após a morte. Então não acredito que ele esteja se contradizendo não.
    Enfim, acho que vou gostar bastante do livro.
    Beijos!

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