Lendo David Copperfield – Parte 1

Oi gente, tudo bem por aí?

Eu pensei muito sobre fazer ou não essa postagem. Mas resolvi fazer pelo seguinte motivo: várias e várias vezes recebo mensagens bem legais aqui no blog, no youtube, no skoob ou no instagram, de pessoas que se interessaram a ler David Copperfield, de tanto que falo sobre esse livro rs. E também outras pessoas que, carinhosamente, dizem que começaram a gostar de ler por causa das postagens que faço. E isso enche meu coração de amor! Sinceramente, nunca imaginei chegar até aqui, com dois anos de blog! Meu Deus, quem diria rs.

Como vocês puderam ver no título da postagem, irei fazer um pequeno Diário de Leitura do livro David Copperfield, de Charles Dickens. Não irei fazer nenhum tipo de análise detalhada, nem essas coisas que vocês não estão acostumados a ver aqui. Vou é tentar conversar com vocês sobre o livro, de modo informal, como sempre faço. Ah! Um aviso: para quem não gosta de spoilers, vocês me desculpem rs É quase impossível fazer um diário de leitura sem dar nenhum spoilerzinho… Vou tentar, mas não garanto!

Dividirei essa “série” em três postagens. Já que o livro tem 1.243 páginas na minha edição (que é da Cosac Naify), farei a primeira parte contando minhas impressões até a página 492. A segunda parte será da página 493 até a 901. E a terceira, é da página 902 até o final.

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Então, vamos começar do começo! =D

David Copperfield é um livro que foi escrito em 1867 pelo autor Charles Dickens. Dickens também escreveu o famoso Um conto de natal (que tem várias adaptações até mesmo para cinema e animações da Disney) e Grandes esperanças. Na edição que tenho, o próprio autor já começa a dizer a nós, leitores, que DC é sua menina dos olhos e que foi muito difícil deixar a pena (sim crianças, na época não havia canetas ou computadores) de lado, depois de dois anos escrevendo sua obra.

“Além disso, tudo o que eu poderia dizer sobre a história, quaisquer que fossem as razões para isso, procurei dizer nela. (…)Tão verdadeiros são esses sentimentos no presente que agora só posso fazer ao leitor mais uma confidência. De todos os meus livros, este é o de que gosto mais.” (p. 13 e 14)

Nas primeiras páginas da história, já conhecemos David. O livro é narrado em primeira pessoa e tudo é visto do ponto de vista de nosso querido DC. Ele é um garoto de uns oito anos de idade, vive com a mãe, e seu pai já faleceu quando era menor. No primeiro capítulo, temos contato com uma das personagens mais maravilhosas e fantásticas que já li na literatura: Tia Betsey. Ela é uma criatura muito durona por fora, extremamente sarcástica… mas por dentro, já vemos que é molinha, molinha. Conhecemos também a adorável Peggotty, babá de David. É extremamente amorosa, cativante e me lembrou bastante a Tia Anastácia.

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A mãe de Davy é uma “mocinha” inocente rs Por mais que já seja uma mulher feita, tem algumas reações de criança, e isso, cá entre nós, já sabemos que não termina bem. E esse foi um pensamento que tive bastante durante minha leitura dessas primeiras páginas. Copperfield puxou esse lado inocente da mãe. Em várias das situações vividas com os colegas de escola, os amigos da mãe, ou o padrasto, já demonstrou ser uma pessoa muito boa de coração e pura. Isso fez com que eu quisesse ter David ao meu lado para protegê-lo de qualquer perigo. Sabem aquela frase “devemos ser bons, mas não bobos”? Ela deve ser repensada. Nunca devemos deixar de ser bons. Já estamos tão acostumados de que existem pessoas más e com más intenções, que nos precavemos, dizendo que não devemos ser bobos. Como se estivéssemos errados, e os maus pudessem continuar fazendo suas maldades, “já que eles estão aí mesmo”. No fim, acabamos aceitando a maldade de bom grado e baixamos a cabeça. Cabe a nós fazermos algum tipo de diferença. E calhou de eu escutar esse áudio bem na época em que lia essas páginas.

Várias partes deste terço do livro me emocionaram. A personagem Peggotty tem um papel tão primordial na vida de Davy, a partir de certo momento de sua vida, que passei a amá-la como se ela fosse parte de minha realidade. E depois desse acontecimento, Davy tem de se reencontrar com tia Betsey. Indo até sua casa, conhece outro personagem incrível, formidável: Sr. Dick!

“Era muito tocante, eu achava, vê-lo com a pipa quando ela estava a uma grande altitude. (…) Ele nunca parecia tão sereno como nesses momentos. Eu costumava achar, sentado ao lado dele numa escarpa gramada, à tarde, observando enquanto ele olhava a pipa lá no alto no ar tranquilo, que ela erguia sua mente da confusão e a levava (era a minha ideia infantil) para o céu.”. (p. 321)

O livro tem bastante descrições, tanto dos personagens, como das situações. Eu não estou tão acostumada a ver descrições, porém, para a leitura e aproveitamento da história, isso é algo primordial. E Dickens sabe fazer com maestria. As melhores descrições são do Sr. Dick, que me dão uma calmaria incrível! É como se eu estivesse vendo o personagem em minha frente.

Não posso me esquecer de citar um dos melhores amigos de David, que é o Steerforth. Ele é um conhecido dos tempos de escola, e um completo gentleman (o que, sinceramente, tem me deixado com o pé atrás… muito bonzinho haha Mas não me parece tão sincero assim… rum…).

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Enfim, pessoas! Não prometo a data certa que irei voltar com a segunda parte de meu Diário de Leitura. Pensa: são mais quase quinhentas páginas para ler! rsrs

Espero que tenham gostado, e que me acompanhem nessa aventura! Um beijo procêis!

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8 comentários sobre “Lendo David Copperfield – Parte 1

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