Resenha – Vita Brevis

Olá, tudo bem por aí?

Dando continuidade ao meu Projeto (re)lendo Jostein Gaarder, hoje venho apresentar para vocês o livro Vita Brevis.

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Em Vita Brevis (Cia. das Letras, 2009, 126 p.), o autor norueguês começa a nos contar uma historinha de que há um tempo, ele havia ido a uma feira de livros em Buenos Aires, e que num sebo de obras raras, viu um baú com vários escritos em latim. Quando percebe do que se trata, quer adquirir… Porém o dono do sebo não deixa Jostein levá-lo por um preço muito baixo. Quando viu que era o autor de O mundo de Sofia, já imaginou que havia ali uma preciosidade. Barganha vai, barganha vem, Gaarder acaba levando os manuscritos para casa, e os analisa. Porém, até hoje ele não sabe se o documento é real ou não. (E cabe também a nós, leitores, deixarmos a imaginação voar… Será que Jostein criou tudo isso, e disse que foi Flória? rs)

O documento que ele apresenta a nós, leitores, seria uma possível carta que Flória Emília escreveu a Santo Agostinho. O livro é dividido em dez partes, onde a moça escreve com muito sarcasmo, ironia e um pouquinho de rancor, sobre suas “Confissões”. Pegando diretamente da fonte (Confissões, de Santo Agostinho), ela mostra a nós, leitores, como Aurel (como ela o chamava) era extremista e hipócrita. Eles viveram um profundo amor – carnal e espiritual – durante doze anos. Tiveram um filho, chamado Adeodato. Sofreram com as intromissões de Mônica, mãe de Agostinho. Mas não foi só isso que tirou Aurel de Flória. Foram outras coisas…

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Minha opinião: Como eu disse, é um livro bem sarcástico. Se formos acreditar na história de Jostein, de que ele realmente encontrou esse manuscrito, e que foi escrito pela Flória, passa a ser ainda mais engraçado. Em várias passagens, Flória dá a Aurel apelidinhos carinhosos, coisas que jamais poderíamos sequer pensar que ele fosse chamado. Eu tenho o livro Confissões em minha casa, e fiquei muito tentada a ler. Todas as citações de Flória às Confissões, realmente estão lá rs E fiquei pensando como é que uma pessoa poderia ser tão bitolada e extremista ao ponto de nem se alimentar direito, porque temia ser condenado por Deus, já que havia “prazer” ao comer. Sim, Agostinho condenava todo e qualquer tipo de prazer carnal: desde comer, até ouvir alguma música que não fossem cânticos de igreja. E claro que Flória fica muito revoltada com a situação, ainda mais porque haviam juras de amor eterno, durante os 12 anos em que viveram juntos. Por outro lado… Ainda que seja tudo uma invenção de Jostein Gaarder, é algo extremamente bem escrito. E ainda me puxou para uma obra, que se dependesse somente de mim, eu não leria (que é Confissões). Agora, quero muito saber mais sobre seus escritos, seus ideais cristãos e sua vida!

Título: Vita Brevis

Autor: Jostein Gaarder

Editora: Cia. das Letras (Selo Companhia de Bolso)

Páginas: 126 p.

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