Resenha – Evolução decrescente

Olá pessoal, tudo bem?

Na semana passada recebi o convite do Arisson, para sermos parceiros literários, e fiquei muito contente com isso. Adoro ler autores novos tanto no contexto editorial, como no contexto “novo para mim” rs Por exemplo, para mim, um autor novo é o Tchekhóv, afinal só fui conhecê-lo este mês. O livro chegou em minha casa na sexta feira de manhã, e na sexta à noite eu já havia lido.

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Evolução decrescente (Chiado, 2014, 132 p.), do autor Arisson Tavares, ou Arisson, O Grande, como também é conhecido, é um livro de contos e crônicas. O autor utiliza um humor bem ácido em alguns contos, e todos tem um forte apelo social. Arisson nasceu no Distrito Federal, e já faz 11 anos que está inserido no mundo literário. Hoje já é membro do Núcleo Jovem de Letras e Artes da Academia de Letras do Brasil – DF. Também é jornalista, membro do Sindicato dos Escritores e da Cia. de Blogueiros, além de manter um blog (que você pode acessar clicando aqui).

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Um dos contos que mais gostei foi A guerra psicológica. Fala sobre o Osvaldo, um homem que tinha medo de tudo, completamente tudo. E o maior deles era que a Terceira Guerra Mundial explodisse. Um dia, por conta de um enorme susto que tomou, assistindo à televisão, acabou entrando em coma, e depois de quinze anos acorda. E o mendigo José Crediosvaldo da Silva (o famoso Cê) foi o responsável em atualizar o Osvaldo sobre os acontecimentos dos últimos 15 anos. Imaginem…

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Falar nisso, o Cê (sim, acabei me sentindo íntima do personagem) é usado em vários de seus contos: já é um personagem-comum em suas histórias. Sinceramente: quando li no prefácio de Elias Daher (Presidente do Sindicato dos Escritores do DF), que há um personagem que nasceu neste livro, e que já fez parte até de alguns PodCasts, pensei: “blá, não é possível… será mesmo?!”. Neste mesmo prefácio, Stanislaw Ponte Preta é usado como comparação para Arisson e seu humor ácido. E pensei novamente: “será??”. Pois sim, caro leitor. muito além do humor, ele consegue nos conquistar com contos muito gostosos de serem lidos, e fazer com que nós nos acostumemos com o Cê, como se fosse aquele mendigo, que vira e mexe vemos, quando estamos indo trabalhar: já é uma figura da cidade, quase patrimônio tombado.

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Outro conto favorito foi Um brasileiro em Matrix, que coincidentemente ou não, também leva o Cê como personagem principal. “José Crediosvaldo gritou e correu. Procurou o plugue mais próximo e se conectou. Era melhor viver feliz na ilusão de um mundo não real do que aceitar aquela verdade espectral“. Um livro super indicado!

Título: Evolução decrescente

Autor: Arisson Tavares

Editora: Chiado

Páginas: 132 p.

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