Conhecendo o Desconhecido #3 – UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida [Parte 2]

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje venho terminar a resenha de ontem 😀 Como ficaria algo muito comprido, resolvi repartir em duas partes, ok? Dando continuidade à resenha de ontem, do livro UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida (Melhoramentos, 1979, 159 p.), do autor Peter Nobile, vamos começar por um assunto que acredito interessar a muita gente. O famoso Triângulo das Bermudas, que fica em uma vasta área do Atlântico (das Bermudas até a Flórida, das Bahamas até além de Porto Rico, de 40º de longitude até as Bermudas). Neste local, há vários casos de desaparecimentos de navios e aviões. Detalhe: não são aviõezinhos pequenos, particulares. Mas são imensos, de grandes tripulações, e até mesmo aviões de guerra. Peter, assim como na primeira parte do livro (UFO, que fiz resenha ontem), apresenta-nos muitos casos registrados. E são casos, sinceramente, de dar frio na barriga.

“Cerca de uma hora depois da partida, a torre de controle da base recebe um estranho comunicado do tenente Taylor: ‘Chamando a torre. Circunstâncias críticas. Parece que estamos fora da rota. Não conseguimos avistar a terra… repito… não conseguimos avistar a terra… (…) Ignoramos onde esteja o oeste… não atinamos com nenhuma direção… até o mar não é como deveria ser…'” (p. 86).

Mas como não poderia deixar de ser, o autor também mostra o outro lado da moeda (ou ao menos tenta dar uma explicação para tudo rs). Como tudo isso pode ser explicado por fenômenos naturais. Como esta região denominada Triângulo das Bermudas é altamente utilizada pelas rotas de navegação e aviação, claramente os acidentes são mais frequentes (quantos entes). A citação que coloquei acima é algo de se estranhar, mas segundo Peter, também tem uma explicação: podem simplesmente as turbulências de ar claro, “nome poético atribuído a furacões que surgem de súbito pelo entrechoque de ventos de níveis diferentes. A turbulência escapa à previsão meteorológica e seu efeito prático foi assim explicado: é como se o avião se visse diante de um muro e não pudesse ultrapassá-lo”, assim causando todo o alvoroço. Assim como também pode acontecer a tempestade de supernova, que cresce com muita rapidez, estendendo-se por duras horas. E vai embora com a mesma rapidez. Estas são as explicações aos aviões. Aos navios, já era de se esperar: ondas gigantes.

Conta Nobile que existe algo chamado “buracos azuis”, que seria a explicação para uma outra grande questão: “onde vão parar todos os destroços?”, já que não são noticiadas suas aparições em lugar algum. Ora, o mar é grande (grande é apelido, Dani) e as ondas estão aí, indo e voltando. Mas também temos o termo acima. Buracos azuis seriam o que o próprio nome já diz. Buracos, cavernas submarinas. Esses buracos frequentemente se ramificam em túneis e desvios, e muitas vezes, comunicam-se com ilhotas. Interessante que o próprio autor descarta esta opção, já que o vórtice de força das águas pode representar perigo para pequenos iates e barcas, mas não para grandes embarcações (o que eu também não descartaria por inteiro, já que mesmo sendo grandes embarcações, elas poderiam ser quebradas e partidas em pedacinhos, se fossem atingidas por uma grande onda).

 

Na segunda parte, Peter conta várias outras situações e explicações. Mas para não alongarmos muito neste assunto, vamos à terceira e última parte do livro, Atlântida.

Atlântida torna-se altamente reconhecida depois da famosa referência de Platão em seu livro Diálogos, onde fala demoradamente sobre o reino perdido. Trata-se de um conjunto de ilhas, rica em metais e minerais e onde os elefantes eram numerosos. O local era um paraíso, segundo Platão: com grandes cidades, templos, palácios e uma flora muito rica. Toda esta civilização começou a decair por causa de sua própria incompetência; e mais: não tornando-se dignos de sua fortuna, os deuses a castigaram. Depois de grande discussão acerca do assunto, Aristóteles dá sua opinião de que acha que tudo é invenção do outro filósofo (em suas afiadas palavras: “o homem que a sonhou, fê-la igualmente sumir-se”). Peter vai nos apresentar outras opiniões, outras correntes de pensamento.

Em pesquisas mais atuais, depois de dois mil e quinhentos anos de discussão acirrada, os cientistas ainda têm suas dúvidas. Afinal, houve um grande dilúvio, um grande acontecimento em certa época da história da humanidade. Afinal, praticamente todos os povos tem registro sobre isso. E por mais que não seja o afundamento de Atlântida, há algo que não foi descoberto. A terceira parte do livro ele não foca somente neste assunto, mas estende-se para Civilizações Maia e Asteca, Mapa de Piri Reis, Creta, entre outros, dando um grande apanhado disso tudo.

Qual a minha opinião sobre tudo isso? Eu acredito realmente nisso tudo? – Há coisas que são tão surpreendentes que custamos a acreditar (Doctor Who, encontre-me por favor). Mas o mais “engraçado” é que enquanto acreditamos em coisas banais que nos dizem, tem muito a ser descoberto ainda. E não damos a mínima importância a esta grandiosidade e mistério que há no mundo. Ficamos tão encantados quando vemos planetas novos sendo descobertos, quando vemos avanços científicos que não necessariamente irá mudar nenhum ponto de vista nosso sobre tal assunto; e não nos encantamos o mínimo quando pesquisadores dizem ter descoberto vestígios de uma civilização dentro de nosso próprio planetinha. Talvez ainda tenhamos que treinar nosso hábito de espanto. Talvez o hábito esteja se espantando com coisas avessas.

Título: UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida

Autor: Peter Nobile

Editora: Melhoramentos

Páginas: 159 p.

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