Conhecendo o Desconhecido #3 – UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida (Parte 1)

Olá para vocês, tudo bem?

Falei um pouco sobre o projeto Conhecendo o Desconhecido para vocês, aqui neste post. E no mesmo, já fiz a resenha do livro Histórias mal-assombradas do espaço sideral, de nosso autor brasileiro Adriano Messias. Já falei também sobre outro livro que trata do tema Triângulo das Bermudas na literatura, que é o livro Enigma: Mundo interdito, da autora brasileira Rita Pinheiro. Hoje venho com mais uma resenha do meu projeto. Mas a resenha de hoje terá que ser estendida para amanhã também! Para não ficar cansativo, resolvi destrinchar em duas partes. Hoje falarei apenas sobre o fenômeno UFO; e amanhã Triângulo das Bermudas e Atlântida. Espero que gostem.

É um livro antigo, de 1979, que comprei na loja virtual do Matheus e da Ana, que tem um canal super bacana no Youtube, chamado AssombradO. Vale a pena conhecer, quem gosta do assunto. Mas vamos ao livro!

UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida (Melhoramentos, 1979, 159 p.) é escrito pelo Peter Nobile. Não falarei do autor aqui, pois tentei encontrar informações na internet, mas necas. Não encontrei praticamente nada. E na fonte que achei, também não sei se é confiável. Por isso vamos partir diretamente para o livro. Ele é dividido em três partes, os que dão nome ao livro. E em cada parte, temos vários relatos. Claro que falarei mais sobre cada parte mais abaixo. Mas uma coisa eu tenho que deixar registrada aqui: o autor indaga o tempo todo. Este não é um livo de “certezas”, não é um livro que impõe uma opinião, ou que, como o Charles Berlítz, prega algo como uma religião. Peter é bem neutro, e não para de jogar dúvidas e dúvidas em cima do leitor em todos os capítulos. E isso eu achei um ponto super positivo.

No primeiro capítulo, UFO, o autor nos apresenta um caso que ficou super conhecido na época de 1954 (vamos lembrar que o livro é antigo, então para a época, era um fato atual), o de Dona Rosa Dainelli, uma senhora de cerca de quarenta anos, que morava numa província isolada de Arezzo, na Itália. Ela conta que uma manhã, quando ia para a igreja, encontrou-se com dois homenzinhos bem pequenos. Os dois ficaram ‘tagarelando’ durante pelo menos dez minutos com dona Rosa. Diz ela que os homenzinhos usavam uma roupa parecida com fardas. Quando esses seres começaram a tentar contato com dona Rosa, eles pegaram de suas mãos sua meia (ela levava as meias e sapatos nas mãos para não sujar, já que havia lama no local), e tentaram lhe dar um objeto arredondado, marrom, como se fosse de couro. Ela não aceitou. Como ela estava numa localidade isolada, onde não se tinha contato com esses assuntos, dona Rosa imaginou que aqueles homens fossem da companhia de luz (por se tratar da língua estranha, de sua vestimenta, e do “veículo” em que andavam) [desculpa gente, nesta parte eu dei risada! haha]. Quando chegou até a igreja, a mulher contou para suas amigas da igreja, mas ninguém lhe deu crédito. Foi quando resolveu contar ao padre. E ele simplesmente lhe disse “Rosa, você viu os marcianos!”. Caros leitores, até este ponto, confesso que estava dando certa credibilidade. Mas é tão difícil algum religioso, ainda mais naquela época, dar atenção a este tema. E o padre dizer que eram marcianos à sua ovelha, foi um pouco demais para mim.

Porém, Peter continua perguntando: o que dona Rosa iria ganhar com a mentira? Estaria ela realmente dizendo a verdade? Será que ela teve realmente um contato imediato de terceiro grau e – meu Deus -, deixou que eles escapassem com sua meia, mas não pegou algo “de outro planeta”? O que mais dona Rosa ganharia, além de um título de maluca? Temos outro ponto: ao menos ela não mentiu quanto a encontrar homenzinhos. Duas crianças, de seis e nove anos que estavam no bosque, viram dona Rosa conversando com as criaturas (e vocês sabem: criança não mente rs). Viram ainda a máquina em que eles viajavam. Outras pessoas viram algo no céu no mesmo dia. Trata-se então de uma farsa comunitária? O que exatamente todos eles ganhariam com aquilo?

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Dona Rosa

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A farsa desvendada

Claro que o autor não conta somente casos de pessoas que dizem ter visto OVNIs, mas revela algumas farsas que ficaram famosas na época. Como a de Giampiero Monuzzi, um engenheiro, que em 1952 disse estar passeando perto da geleira Scerscen, quando viu um objeto cintilante. Viu que algo estava próximo ao objeto, uma espécie de escafandro, que andava em volta e que de repente sumiu. Alguns momentos depois, o objeto começou a girar e voou pelos ares. Detalhe: ele “fotografou” o que viu. Porém, nem todos acreditaram na autenticidade de suas fotografias. Pesquisando mais a fundo, descobriram que ele mesmo criou tudo: o disco e um homenzinho de papelão prateado (!!!). Agora, o motivo de ele ter criado tudo isso, vocês não imaginam. Monguzzi queria ser jornalista e pensava que teria uma carreira sensacional que apresentasse à imprensa algo novo. Obviamente aconteceu o contrário.

“O chefe da família narrou, por exemplo, este incidente: durante o assédio, não avistando mais os seres, abriu cautelosamente a porta para dar uma espiadela. Súbito, uma mão ‘acariciou-lhe’ os cabelos. O homem se virou a tempo de distinguir uma mão provida de garras sobre sua cabeça. Sem pestanejar, disparou o fuzil naquela direção e uma criatura desabou do teto, fugindo em seguida de gatinhas” (p. 66).

Claro que eu não poderia deixar de fora um caso brasileiro. Antônio Villas Boas, um agricultor brasileiro, morador de São Francisco de Sales, em Minas Gerais. É um caso muito conhecido, que ocorreu em outubro de 1957. E é também um relato importante, pois os pesquisadores viram que Antonio foi um grande observador. Assim como em outro caso conhecido, o caso dos Hill (que não falarei aqui no blog), Antonio diz ser raptado por extraterrestres. Ele apresenta em pequenos detalhes o interior da nave, as roupas que eles utilizavam, seus tamanhos, suas “vozes”. E tem o ponto alto da narrativa, onde ele diz ter se relacionado sexualmente com uma integrante da nave (!). Por causa disso e de outros pontos narrados por Antonio, por mais que seu caso seja importante e conhecido, há os pesquisadores que acreditam ser tudo uma grande farsa.

O autor ainda afirma que as informações que estão no livro são hipóteses, nada mais que hipóteses. O que achei também bem bacana da parte dele, e foi o que fez eu dar mais crédito ao livro. Por hoje é só. E amanhã voltarei com as duas partes finais do livro 😉

Título: UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida

Autor: Peter Nobile

Editora: Melhoramentos

Páginas: 159 p.

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7 comentários sobre “Conhecendo o Desconhecido #3 – UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida (Parte 1)

    • HAHAHAHA Então… eu vi um vídeo sobre o relato do Antonio. Pessoal comentando que ele pulou a cerca e deu essa desculpa hahaha
      Também adoro o assunto, e algumas coisas chego até a acreditar – namorado briga comigo, mas tá kkkkkkkkk
      Já assisti a alguns do Arquivo X. Mas o que amo mesmo é Doctor Who! rs

    • Eu torço pra acontecer comigo! hahahahaha
      Meu pai me chama de São Tomé às vezes… mas nem sou taanto assim. Adoro teorias da conspiração, e ate acredito em algumas.
      Beeijos!

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