Resenha Filme (21/52) – Para sempre Alice

Olás!

As resenhas de filme estão mais que atrasadas eu sei. Mas não é porque eu não estava assistindo a nada. Bem pelo contrário rs (Inclusive, se você não sabe, sempre quando assisto algum filme, por mais que não tenha resenha, eu coloco o nome lá na lista de filmes assistidos. Você pode ver clicando aqui).

para sempre

Mas vamos direto à resenha. Para sempre Alice (2014), irá nos contar a história de Alice (Juliane Moore), uma professora universitária. Vê-se uma mulher  de cinquenta anos independente, corajosa, que sempre corre atrás do que quer. Tem um bom marido e três filhos – uma mais nova, que faz teatro e não pensa em ingressar na “carreira dos sonhos” dos pais, uma filha mais velha e um filho do meio, que não aparece tanto na história rs. Um dia, em uma de suas corridas que faz sozinha pela cidade, percebe que não está reconhecendo muito bem onde se encontra. Isso a preocupa, e ela vai logo procurar um médico, sem avisar a ninguém. Em meio a vários exames, descobre que tem Alzheimer precoce, que é um tipo da doença, onde mesmo nova, a pessoa pode adquirir.

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Minha opinião: Um filme muito real. Vi muitas pessoas reclamando do final, mas falo sobre isso já, já. Juliane Moore está maravilhosa (como sempre) no papel de Alice – você vê o avanço da doença em seu olhar, o que deve ser bem complicado para o ator. Fiquei durante todo o filme me colocando no lugar da personagem. Você desconfiar que está com Alzheimer, ir atrás disso e ver que suas expectativas estavam certas, deve ser muito triste. O sentimento de impotência deve reinar, e você deve sentir o tempo se esvaindo entre os dedos. Vemos que a família é o refúgio. Pena não ser sempre assim. Claro que não vou contar o final do filme aqui rs Mas muitos dizem que “acaba de repente”. Sabe aquela resenha do livro “Tormento” de John Boyne, que fiz há um tempo? É mais ou menos aquilo: é como se fosse uma parte da vida da pessoa, e só temos acesso àquilo. E vamos falar a verdade?! A vida real é assim. Nem sempre sabemos da história inteira, e não é por isso que ela é menos emocionante e bonita. Lembrei muito de uma mulher conhecida de minha família, que é neurologista. Ela mesma descobriu que estava com Alzheimer. Imaginem.

Enfim, é um filme muito complicado de falar sobre. O sentimento é de tristeza, de desamparo. Dá um nó na garganta. Como eu disse em um de meus vídeos em que citei o filme: tenho dois casos de demência em minha família. Demência é uma fase abaixo do Alzheimer. Isto é: a pessoa esquece algumas coisas, mas não totalmente. E ainda assim é triste. E ainda assim é angustiante. Minha avozinhas receberam todo o amparo da família (uma delas ainda recebe rs). Resta-nos (aos parentes não! Mas à família. Uma coisa é bem diferente da outra) saber lidar com isso com muita paciência, muito amor e muita compreensão. Eles não estão assim, esquecidos, porque querem. É uma doença. E deve ser tratada.

Ah, duas coisas: saiu na Netflix, para quem não sabe. E temos a obra literária também, que não, eu não li rs.

Assista ao trailer:

Título: Para sempre Alice

Direção: Richard Glatzer, Wash Westmoreland

Gênero: Drama

Duração: 99 min.

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