Resenha – Uma noite fatídica

Olá pessoal, tudo bem?

Mais um livro super difícil de ser resenhado, de tão perfeito que é. Portanto hoje, teremos uma resenha um pouco diferente do que vocês estão acostumados a ler por aqui. Não irei separar minhas sensações de leitura com a história em si. Bem, vocês verão abaixo.

uma noite

Sinopse (Skoob): Uma Noite Fatídica – Em 10 de abril de 1912, o Titanic zarpou de Southampton, na Inglaterra, para sua viagem inaugural rumo a Nova York. Era o maior e mais luxuoso transatlântico até então construído, com tecnologia tão avançada que se acreditou que o navio seria “inafundável”. Na noite de 14 de abril, ele colidiu com um iceberg e foi a pique. Mais de 1.500 passageiros e tripulantes morreram nas águas do Atlântico, na primeira e última viagem do Titanic. Nos anos 1950, quando decidiu fazer um relato sobre o desastre, o escritor Walter Lord localizou mais de sessenta sobreviventes, além de outras dezenas de pessoas de alguma forma envolvidas com o naufrágio. Lord entrevistou-os para reconstituir tudo o que ocorreu na última noite do navio, bem como na madrugada do dia 15, quando os sobreviventes tiveram de esperar durante horas em botes no oceano até serem resgatados. Publicado em 1955, Uma noite fatídica tornou-se imediatamente um best-seller nos EUA. Atualmente, é considerado o mais importante livro sobre a tragédia, pela precisão na apuração dos eventos, riqueza das informações obtidas e força do relato. O pioneirismo e a acuidade de Lord também fizeram de seu livro referência incontornável para quem se interessa pela história e mitologia do navio. James Cameron recorreu a Lord como consultor de seu filme Titanic.

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Minha opinião / ResenhaUma noite fatídica (Três Estrelas [parceria], 2012, 295 p.), de Walter Lord, foi lançado originalmente em 1955 sob o título A night to remember. Chegou ao Brasil somente em 2012, lançado pela editora Três Estrelas. Começamos a leitura já com o impacto da batida do navio com o iceberg, na noite de 14 de abril de 1914. Não temos nenhum tipo de preliminar antes do fato (porém, volto a este assunto logo abaixo). Tudo o que se passa depois são os sentimentos e sensações de pessoas que estavam lá, de pessoas que presenciaram e vivenciaram o maior desastre náutico da época (se não da história). Lord, antes de tudo, é objetivo: soube descrever as situações com brevidade, sem deixar escapar um detalhe, um sentimento, um ato – seja de heroísmo ou de covardia. O livro foi construído, inclusive, em cima de entrevistas feitas com alguns dos sobreviventes do naufrágio e pessoas envolvidas diretamente a elas, o que torna o livro ainda mais interessante. Juro que se não soubéssemos do acontecimento, poderíamos jurar que era mera ficção. Cada página é um convite para que você leia a próxima.

Tudo o que Lord descreve, é visto de vários pontos de vista (no caso, das pessoas que ele entrevistou). Ele deixa bem claro que alguns dos fatos narrados pelos personagens podem ser um pouco imprecisos, pois além de ser um trauma bem grande, a pessoa pode não contar a realidade por medo, ou por insegurança, ou pelo bloqueio do trauma. Fiquei imaginando a dor que foi para ele escrever o livro, assim como para as pessoas que ele entrevistou.

Claro que é quase impossível não fazermos uma comparação com o filme Titanic, dirigido por James Cameron (onde todo mundo ganhou Oscar, menos o Leo. Tá, parei HAHAHA). É incrível como Cameron realmente se baseou no livro Uma noite fatídica. Tem alguns detalhes que, quando Lord está narrando, vemos a cena em nossa frente. E olha que são detalhes pequenos. Óbvio que a versão cinematográfica do acidente é um pouco mais “dramático“, no sentido de dar ênfase a coisas que não aconteceram (ao menos, Lord não narra em seu livro rs). Vou dar um exemplo: quando o Titanic bateu no iceberg, as pessoas não sentiram aquele grande tremor que é mostrado no filme. A maioria dos passageiros e tripulantes já estavam deitados, ou encontravam-se no salão de festas, por causa do intenso frio lá fora. O que aconteceu na realidade, segundo o  depoimento dos sobreviventes foi um barulho pequeno, parecido com bolinhas de gude; ou um leve tremor. Tanto que sabemos que o rombo aberto foi de pouco mais de meio metro.

Quanto às preliminares que eu citei acima. Nós não temos isso no início do livro. Porém, durante a narrativa, o autor nos dá isso de presente. Como já sabemos o que aconteceu (o desastre todo), ficamos ansiosos para chegar ao ponto. E ele conta com tanta paciência, que eu quase fui para o final da frase, várias vezes durante minha leitura.

No início do livro (que aconselho você consultar somente quando estiver concluindo a leitura), Daniel Mendelsohn apresenta a nós várias obras (escritas ou filmadas) sobre o grande navio. São obras que acredito ser interessantes para quem gosta do filme / gostou do livro.

Finalizando, vou fazer o seguinte. Sei que você provavelmente já assistiu ao filme Titanic (caraca, se você não assistiu, sério, de que galáxia você veio? – hein @janalivrando ? haha), mas irei deixar o trailer, só para te dar saudade 😉

Impossível descrever todas as sensações que tive ao ler esta obra. Já foi para meu favoritos da vida. E aqui no blog não descrevi nem a metade de todos os acontecimentos que o autor narra a nós. Conselho não é dado, mas vou ser legal: se ainda não leu Uma noite fatídica, leia (e leia com força!).

Título: Uma noite fatídica

Autor: Walter Lord

Editora: Três Estrelas [parceria]

Páginas: 295 p.

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5 comentários sobre “Resenha – Uma noite fatídica

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