Resenha Histórias que os jornais não contam – Maratona #EuTôDeFérias 1/10

Olá, tudo bem aí?

Estou sobrevivendo muito bem à Maratona Literária #EuTôDeFérias ! Está sendo ótimo colocar as leituras realmente em dia, e ler coisas que estavam me dando vontade. Acho que devo fazer isso mais vezes, por conta própria rs Abaixo você pode conferir a resenha do primeiro livro que li no ano de 2015 (e já estou em andamento com o terceiro livro da maratona: Serial killer, da Ilana Casoy).

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Histórias que os jornais não contam (Nova Fronteira, 2013, 180 p.) é uma compilação de várias crônicas de Moacyr Scliar, que foi publicada no caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo. São 54 textos, datados de 2004 a 2008. O ponto de partida de cada crônica é uma notícia real que a Folha publicou. E há desde notícias tristes até as bizarras. Histórias como a do homem que viajou na primeira classe de um avião ao lado de um cadáver, ou da senhora que interrompeu sua faculdade na USP, pois devia escolher pagar uma geladeira ou a inscrição do curso, ou ainda do casamento que não deu certo no dia em que marido e mulher se descobriram num mesmo site de relacionamentos. Com muita leveza, não deixando de lado sua sutil crítica social, Moacyr é capaz de colocar literatura em locais de notícias metódicas.

Minha opinião: No Skoob dei três estrelas para este livro. Li há um tempo Imaginário Cotidiano, do mesmo autor. É um livro que segue a mesma linha de escrita de Histórias que os jornais… Porém, é melhor escrito. O livro é um pouco mais atual (  ), e talvez Moacyr tenha amadurecido. Das 54 crônicas, apenas oito eu realmente gostei. As últimas crônicas do livro foram as melhores, mesmo o livro não sendo montado de forma cronológica. Textos que foram escritos em 2006, por exemplo, podem ser melhores do que os escritos em 2008. Algumas das notícias são realmente bizarras: algumas parecem piada já pronta. Tanto é assim que em sua crônica chamada Depois do carnaval (p. 171), Scliar não precisa usar suas palavras para montar um texto: utiliza somente chamadas do jornal, mostrando que tudo no Brasil fica realmente para depois do carnaval.

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Há 5.659 chineses que se chamam ‘Ano Novo’ (‘Yuandan’, em mandarim), segundo as estatísticas do Ministério de Segurança Pública chinês. Deles, 1.735 nasceram exatamente no dia 1º de janeiro, data de aniversário de 5,54 milhões de moradores do gigante asiático, de acordo com as mesmas estatísticas, citadas pelo jornal Beijing Evening News (07/01/2008).

Título: Histórias que os jornais não contam: Crônicas

Autor: Moacyr Scliar

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 180 p.

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2 comentários sobre “Resenha Histórias que os jornais não contam – Maratona #EuTôDeFérias 1/10

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