Resenha – Chaves

Olá! Tudo bem aí?!

Começo minha resenha dizendo apenas uma coisa: eu preciso deste livro pra mim! Por isso eu detesto emprestar livros que sei que irei gostar: porque eu sei também que não vou querer devolvê-lo ao seu dono. Com Chaves: A história oficial ilustrada (Universo dos Livros, 2012, 208 p.) organizado pelo Editorial Televisa eu sabia que iria ser assim. Minha cunhada me emprestou em setembro, e fui terminar de ler quase dois meses depois. Em partes porque eu queria saborear, queria adentrar mais na história do personagem, pesquisando mais sobre ele e a série televisiva. E em partes porque houve sim uma parte meio monótona na história.

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Chaves… irá contar aos fãs de Roberto Bolaños toda sua vida, desde sua infância humilde até o auge de sua carreira como ator e roteirista. Quando pequeno, ficou órfão de pai – que foi lentamente se entregando às muitas mulheres e ao álcool -, e teve sua mãe como maior exemplo de força e superação. Bolaños não era muito ligado aos estudos: ele preferia ficar na rua jogando futebol e se envolvendo em brigas com seus colegas. Foi daí que surgiu sua grande habilidade para sua performance no palco (mesmo ainda “senhorzinho”). Quando criança, seu grande sonho era ser jogador de futebol – e dizem seus colegas que ele jogava excepcionalmente bem.

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Roberto Gómez Bolaños foi um roteirista muito aclamado pelos seus diretores também. Tanto que seu apelido, Chespirito, deve-se ao fato de que o primeiro roteiro para um filme, que foi entregue ao diretor Agustín P. Delgado, foi tão bem falado, que o diretor o elogiou, dizendo que estava ali um “pequeno Shakespeare”. A alegria de Roberto foi tanta, que ele adotou o apelido de “Shakespearito”, e logo ficou conhecido como “Chespirito” pelos seus amigos. A maior parte do livro é focada na vida artística de Bolaños: os filmes que ele produziu, dirigiu e atuou, as séries e até mesmo peças de teatro. Ele não mede esforços para dizer que preferia dirigir seus próprios roteiros, pois assim ele saberia como gostaria que a cena fosse feita. Nada mais justo, eu acho rs… Percebe-se que ele tem uma grande confiança em si mesmo, e sabe que seu humor conquista o público.

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O que achei mais “monótono” no livro, foi quando os organizadores começam a falar sobre as várias mulheres que passaram na vida do ator. Eram mulheres famosas, atrizes de uma beleza extrema. Roberto tinha seu lado mulherengo, assim como o pai, e traiu diversas vezes suas namoradas e esposas. Bom, achei um pouco desnecessária esta parte; apesar de fazer parte da vida do ator, é algo muito pessoal – e para mim, passou a ser desinteressante.

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Porém, logo após este capítulo, somos (re)apresentados aos personagens do Chaves! Chiquinha, Dona Florinda, Professor Girafales, Quico, Seu Madruga e demais personagens são postos ao lado de seus jargões, e de alguma curiosidade sobre o ator ou quem ele interpreta. Fiquei muito emocionada ao ver cada um lá, com suas caras e bocas… E suas frases eu lia com suas vozes, de tão forte é a lembrança que tenho.

Mais ao final do livro, é feita uma homenagem muito bonita de pessoas que conheceram Bolaños de perto, como seus amigos mais íntimos e suas filhas. São depoimentos que só reforçam a ideia de como o ator foi uma pessoa excepcional. Livro indicadíssimo!

Título: Chaves

Autor: Editorial Televisa

Editora: Universo dos Livros

Páginas: 208 p.

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5 comentários sobre “Resenha – Chaves

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