Resenha A probabilidade estatística do amor à primeira vista [com Spoiler]

Já disse por aqui que não gosto de fazer resenhas negativas, resenhas de livros que não gostei. Ainda mais quando é um livro que “todo mundo” gosta. Digo entre parênteses, porque das resenhas que vi/li não encontrei quase nenhuma que disse o que irei dizer na minha. Não sei se eu não estava com clima para ler o livro; não sei se eu esperei demais do livro. Esperar demais? Não, não. Sendo um YA, eu nunca espero muito. Gostei da capa, achei muito bonita. O título, bem engraçado (e bem formulado até). A autora conquistou minha atenção pela leitura fácil e fluida, mas o enredo… Deixo avisado que darei alguns Spoilers no final, para justificar o porquê de não gostar tanto da história. Bom, vamos à resenha.

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A probabilidade estatística do amor à primeira vista, de Jennifer E. Smith (Galera Record, 2013, 224 p.) conta a história de Hadley, uma garota adolescente que perdeu seu voo para Londres por quatro minutos, e que por causa destes quatro minutinhos, encontra Oliver (um britânico fofinho). Eles têm um bate papo bem agradável no aeroporto. Descobrem que irão pegar o mesmo voo, e sentam quase um ao lado do outro. Conversam sobre tudo, desde trivialidades até família. Hadley, logicamente, fica apaixonada pelo garoto britânico. Com razão. Ele é bem simpático e engraçadinho. O motivo da viagem de Hadley é o casamento do pai. Mas ela mesma não quer ir. É metralhada por um jogo psicológico bem legal de sua progenitora. Enfim: vai ao casamento contra sua vontade e encontra o menino fofo no avião. No geral é esta a história. A narrativa é gostosinha, principalmente quando Oliver e Hadley estão conversando. Mas agora sim, vem a hora do spoiler. Então para você que não gosta disso, até a próxima. Se eu indico? Sim, para momentos de lazer, para sair de uma grande ressaca literária. E é isso.

Para você que continua aqui: não gostei por alguns motivos.

Todas as resenhas que li no Skoob (tirando uma, do Henri, do blog Na minha estante) estavam fofas demais, bonitinhas demais. Será que todo mundo vive num conto de fadas? Meu Deus. Foi difícil preparar esse meu comentário, então tive que dividir pelos nomes dos personagens.

Sobre a Hadley: Em um ponto do livro, a garota diz que ela própria é atirada para as coisas, que simplesmente vai lá e faz. Não senti isso no livro inteiro. Ao meu ver, Haydley é mais uma garota na dela, uma garota fechada, que está ali (no casamento, na cidade nova) porque mandaram. Não tem características no livro que mostram que ela é atirada assim não. Alimenta o ódio que adquiriu pelo pai, por ele ter deixado mãe e filha (família, gente!) pra trás por causa de um rabo de saia. Não querer aproximação, ok… Ficar alimentando ódio pelo próprio pai, não sou dessas. Aí de repente ela começa a gostar do pai, gostar da Charlotte, acha tudo lindo e maravilhoso. Ah, vá! [Agora, Spoiler dos grandes haha] Fiquei incomodada também com a parte em que ela se dá conta que “nossa, o pai do Oliver morreu”. Ham?? Em nenhuma parte o menino deixa claro isso à ela. Simplesmente porque a mulher que estava no casório disse que ela vai a um funeral em tal canto da cidade, Hadley pensa isso? Coisa de gente maluca.

Sobre a mãe da Hadley: A mãe aceitar a separação do casal, por que ele encontrou uma outra mulher para viver a vida, é justificável – mais ou menos, mais ou menos -, mas ela querer o bem do marido, sabendo que o homem vai se casar com a ex-amante? Ah não. Posso ser chamada de egoísta, de não querer a felicidade do outro, mas eu nunca faria isso.

Sobre Oliver: Ele é fofo gente, ele é britânico. Isso define o Oliver. Mas… Quase pro final ele diz que foi honesto com ela o tempo todo. Mentira das boas, hein?! Se fosse realmente honesto, admitiria para ela que ele não estava indo a um casório, mas a um velório. Sei que para dar um climazinho de “suspense” no livro, a autora teria que inventar mesmo alguma coisa para que o desenrolar acontecesse. Mas, ahh não!

Sobre o pai de Hadley: Ele deixou a família para ficar com a amante. Dá um grande casamento com os amigos que arrumou na outra cidade e chama a filha para ser a madrinha do casamento. Pra mim, isto tem um nome: canalhice.

Sobre o título: What? Porque colocar um título tão “enganoso” assim? rs Sinceramente, acho que focou muito mais na história do relacionamento de pai e filha, do que no relacionamento de Oliver e Hadley. Enfim…

Ufa, acho que desabafei agora haha Fiquei sim, indignada com esses pontos do livro. Sei que é um YA, e que nada de tão grandioso irá marcar a história. Sei que não encontraria ali dentro uma grande revelação ao mundo. Mesmo sendo o estilo literário jovem-adulto, não precisava ser tão forçado e tentar amenizar situações tão marcantes (e tão tristes) na vida de uma adolescente. A autora até tenta dar um ar um pouco intelectual para a história, citando alguns livros, alguns autores bons, mas não aprofunda em nada, o encaixe não fica tão bom. Pra finalizar, uma dica: Se for ler um YA, leia John Green 😉

Título: A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Autor: Jennifer E. Smith

Editora: Galera Record

Páginas: 224

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8 comentários sobre “Resenha A probabilidade estatística do amor à primeira vista [com Spoiler]

  1. Concordo em Gênero, Número e Grau kkkkkkk
    Até que enfim achei alguém que, como eu, não achou o livro tão , tão, tão como as resenhas do Skoob kkkkk
    Acabei de ler e estou aqui pensando o que esse povo viu de tão extraordinário nesse livro.
    Amei a resenha. Virei fã kkkkkk
    Bjos

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