Contato com os discos voadores – Dino Kraspedon

Olá!

disco

Demorei uma eternidade para ler este livro, mas pronto, está lido! Uhul!! Bem, irei escrever tudo isto, mas no meu vídeo (que ainda está upando) também falo a maior parte destas informações rs

Peguei por acaso este livro na biblioteca pública de minha cidade. Contato com os discos voadores, de Dino Kraspedon, é um livro muito famoso na área de Ufologia. Sempre gostei muito deste tema e outros parecidos (mistérios, UFO, Triângulo das bermudas, etc.). Sério, no começo não dei o menor crédito, pois segundo o autor, ele teve um encontro com um visitante intergalático vestido de pastor, em uma tarde, na sua casa. Dei risada e continuei lendo. Mas aquilo me incomodou muito. Fui pesquisar sobre o livro na internet e pronto! Minha curiosidade veio ainda mais à tona.

Não sei direito por onde começar, mas vou tentar. Dino Kraspedon é um nome fictício (isso é de se desconfiar, mas ok rs). O nome verdadeiro do autor é Aladino Félix, e ele nasceu na cidade vizinha à minha, Lorena (interior de São Paulo). Isso já mexeu um pouco comigo, pois vamos combinar: quando um livro é escrito por alguém de sua região, você se sente mais em casa, não?! Mas fiquei pensando: porque raios o homem foi mudar seu nome, se já não tem um nome muito comum?! Ahá! Foi aí que descobri outra coisa: Aladino Félix – ou Dino, como preferirem – era um dos chefes de um grupo terrorista (de extrema direita) na época da Ditadura Militar. E sim, minha gente. Eu estava com um livro até meio raro em minhas mãos, segundo pesquisei. Fui procurá-lo para compra, e o mais baratinho que encontrei, custava 40 pila, no Estante Virtual. Ah, e uma informação que achei bem interessante… Ele é antecedente à Erich von Däniken, o autor de Eram os deuses astronautas?, com a obra A antiguidade dos discos voadores. Se você quer saber mais sobre ele, acesse aqui a matéria que trata sobre o misterioso autor, na Revista UFO. E quem quiser ver mais ainda, clique aqui 😉

Falando sobre o livro agora: como já disse ali em cima, Dino afirma que um extraterreno visitou sua casa, com informações pra lá de estranhas sobre a física. Não somente sobre a física, mas isso é o que domina ao menos 90% do livro. Eu sou uma completa leiga no assunto, e não posso afirmar nada muito diferente a vocês. Mas que boa parte das informações do ET me assustaram – ah sim – assustaram bastante. Não há nada que comprove suas teorias “malucas”, pois sempre na pergunta principal de Dino ao visitante, ele dava um jeitinho de se safar, e desviava o assunto, dizendo que isto, os humanos iriam ter que aprender por si só (Não sei se ficou confuso, mas… rs). Em seus outros 10% de livro, o visitante conta como os humanos estão decaindo cada vez mais em seus próprios erros. Também não é nada que nos impressione, pois são coisas óbvias e que já estamos carecas de saber, como “se todos plantassem o que fossem comer, haveria menos fome e guerra no mundo”. Discursos deste estilo circulam seu puxão de orelha.

É um livro interessante?! Sim, claro. Principalmente pela história toda que ronda o livro e seu autor. Como não é um livro com uma história, e sim um relato, não há problemas em contar o “final” do livro rsrs Acredito não ser um spoiler. Em seus últimos capítulos, o autor foca bastante em Deus, na espiritualidade e em tudo o que homem está fazendo para acabar com sua própria raça. É interessante o modo como ele aborda, dando “exemplos de outros planetas”, e julgando a Terra como o único no Sistema Solar que ainda tem habitantes que guerreiam contra a própria espécie. Serviu até mesmo como uma reflexão. O homem luta contra o próprio homem, e – juro, havia me esquecido desse detalhe (ou me adaptado a ele) – deixa de lado sua humanidade.

Veja aqui uma entrevista cpm Dino Kraspedon (confesso que é um pouquinho monótona, mas assista: é bem legal!)

PS: O livro me fez lembrar fortemente uma obra de meu autor favorito, Jostein Gaarder: O castelo nos Pirineus. Não vou me aprofundar aqui sobre esta história – principalmente porque a maior parte que li, eu não estou lembrada. Mas em uma de suas lembranças da conversa que teve com o extraterreno, Dino relata que outras formas de vida existem sim fora da Terra, mas são formas de vida que se adaptam à sua própria natureza. Jostein em O castelo nos Pirineus também faz esta mesma afirmação. Como ele mesmo diz: Quem disse que para haver vida fora da Terra, precisa haver água em abundância (ou melhor: água!), temperatura adequada e oxigênio?! Fica aí uma ótima reflexão para nós 🙂

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8 comentários sobre “Contato com os discos voadores – Dino Kraspedon

  1. Olha só, temos aqui uma ufóloga… haha
    Brincadeira, eu também sou super curioso sobre essas coisas, achei interessantíssimo todo o mistério que ronda o livro e o próprio autor. Sou louco para que a NASA descubra logo algum E.T. por aí e divulgue a prova da existência só pra acabar logo com as especulações kkkkk é tanta coisa que a gente nunca sabe no que acreditar, não é…. hehe
    E caramba, nunca tinha parado para pensar em uma afirmação tão óbvia quanto essa, que diz respeito à necessidade do homem de condicionar a existência de outras formas de vida à disponibilidade de água em outros planetas… Tipo, o Ser Humano sempre achando que algo deve ser igual a ele, e ter as mesmas necessidades, para existir… O_o (Se é que existe alguma “coisa” por aí né…. uahauhuahau)
    Nossa coloquei pra fora o meu lado “Nerd Believer Revoltado”, ano que vem começa a Guerra nas Estrelas!! uahuauha (Menos Juvêncio!! u_u kkk)
    Mas enfim, meus parabéns pela resenha incrível, toda cheia das pesquisas e comparações!! Adorei a publicação!! 😉

    • Pois é Juvêncio, também nunca tinha parado pra pensar nisso! haha É algo muito óbvio mesmo. Somos tão condicionados ao nosso pensamento infantil de “só existe vida na Terra e, se existir em outros planetas, tem de ser com nossas condições”, que não damos muita atenção a isto.
      Que bom que gostou!! =) Obrigada!

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