Resenha – O palácio da Meia-Noite – Carlos Ruiz Zafón

O palácio da meia-noite foi escrito por Carlos Ruiz Zafón. Conta a história de Ben e Sheere, irmãos gêmeos que foram separados quando eram recém-nascidos. Ben foi para um orfanato, de nome St. Patrick’s, onde seu tutor, Thomas Carter era um amável homem de meia idade e professor de literatura, história e aritmética. Ben fazia parte de um grupo aventureiro, nomeado por seus integrantes de Chowbar Society. Fazendo parte desse grupo, sua maior obrigação era cuidar de seus amigos, e nunca abandoná-los em qualquer situação. Fazem parte do grupo: Ben, Seth, Siraj, Roshan, Michael, Ian e Isobel, a única garota da turma. Durante o tempo em que ficaram no orfanato, sempre frequentavam um pátio que ficava ao lado do St. Patrick’s, que costumavam chamar carinhosamente de Palácio da meia-noite. Era lá que aconteciam as “reuniões” do grupo.
“Adivinhe! – disse Ben. – Uma delegacia ou um banco. Não é o que constroem quando derrubam alguma coisa em qualquer cidade do mundo?” (p. 56)
Enquanto isso, Sheere vivia uma vida de “cigana” com a avó, Aryami Bosé. Nunca paravam em uma cidade por mais de alguns dias. Não tinha amigos e era retraída. Sua avó lhe proibia de falar com estranhos, e ao menor sinal de que estavam sendo notadas ou perseguidas, a avó resolvia mudar-se novamente.
“Sob a aparência de cão de guarda da biblioteca, De Rozio escondia um terrível calcanhar de aquiles: uma curiosidade e uma tendência para a bisbilhotice de tom acadêmico que deixaria as comadres do bazar na condição de simples amadoras.” (p. 136)
Em dado momento, os irmãos acabam se encontrando, sem saber que são parentes. Ben fica encantado pela beleza de Sheere, e os amigos da Chowbar Society ficam todos enciumados. A avó precisa conversar urgente com Thomas Carter, e lhe conta uma história absurda. Segundo ela, um homem muito mal, Jawahal, está perseguindo sua neta e Ben, para que eles possam pagar pelos erros do passado de seu pai. Intrigado, Thomas não acredita em sua história, apesar de ficar pensando sobre ela. Certo dia, Thomas recebe a  visita inusitada de Jawahal. A partir daí, Ben, Sheere e todo o grupo precisam deixar sua vida cômoda de lado e partir para uma grande aventura.
O palácio da meia-noite foi escrito em 1994, sendo o segundo livro da Trilogia da Névoa (o primeiro é O príncipe da névoa, e o terceiro As luzes de setembro). São livros infanto-juvenis. Diferente dos romances que estou acostumada, como A sombra do vento, O jogo do anjo e O prisioneiro do céu, Zafón insiste mais na aventura e fantasia. A capa como sempre, é esplêndida. Como eu já estava acostumada com A sombra do vento e seus demais romances, ler O palácio da meia-noite e O príncipe da névoa foi uma coisa bem diferente. Gostei, mas esperava mais. Talvez, como disse meu irmão, porque foram os primeiros livros que Zafón escreveu. Ainda não tinha aquela forte ironia em seus personagens (apesar de ter alguns trechos em que é bem irônico – na verdade, seu vilão é bastante irônico). Tem um número bem grande de personagens. Quando não estou completamente envolvida com a história, eu acabo me desconcentrando e confundindo os personagens, quando são muitos. Foi o que aconteceu. A história, o enredo é bom. Porém, fui com bastante sede ao pote.

Livro: O palácio da meia noite
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma das Letras
Páginas: 272

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