Vamos conversar… Sobre o canal BL

Oi gente, tudo bem?

Acho que nem todos que me acompanham no blog (e alguns chegaram agora… bem vindos!) sabem que eu tinha um canal no YouTube. Pois é, de mesmo nome que o blog, o canal Bibliotecária Leitora durou cerca de dois anos e pouquinho (começou em 22 de maio de 2014, e parou no dia 28 de outubro de 2016), tendo vídeos quase semanais – algumas vezes postava mais de um vídeo por semana, e outras vezes ficava sem postar durante duas semanas rs. Os focos principais e iniciais eram resenhas de livros, respostas às TAGs, e mostrar o que eu havia lido durante o mês, e coisas que eu havia comprado. E muita gente ainda me pergunta quando eu irei postar mais vídeos. Inclusive ultimamente recebo alguns recadinhos lá no canal e até no Instagram sobre a possível volta… E tenho respondido: talvez esse ano; ou vamos ver se eu volto.

Claro que de vez em quando eu sinto vontade de gravar, sinto vontade de conversar com vocês pelo Youtube. Eu sempre tive uma resposta boa, de quem me assistia, graças a Deus. Mas a questão que fica martelando na minha cabeça é: por que voltar? Para que voltar? E minha opinião (falada) realmente conta? – vou explicar melhor essa indagação. Na verdade, funciono melhor com tópicos, então vamos a eles.

Porque eu tinha um canal? Comecei por causa da Gabriela Francine (que agora tem outro canal, sobre maternidade, que é a coisa mais lindinha do mundo), inspirada pelo seu jeito simples de falar, e pelos seus vídeos sem edição: que pra mim são o máximo! Eu queria conversar sobre livros com alguém, e no blog eu não tinha um retorno tão rápido. O intuito sempre foi falar de livros ou qualquer coisa relacionada a eles.

Minha opinião realmente conta? Aqui começa a surgir um X um pouco maior para a questão de o porquê eu ter parado com o canal. Muitas vezes eu li coisas que não são minha preferência apenas para dar uma opinião sobre. Isso é bom? De certa forma sim, afinal saímos de nosso comodismo e descobrimos coisas além de nossa opinião própria (podendo com isso fortalecê-la ou mudá-la). Mas por outro lado, se eu não quero ler tal título, por não se encaixar nas minhas preferências, tudo bem também.

Por ser blogueira, eu não sou obrigada a ler qualquer tipo de coisa que eu não deseje. Esse foi um erro grave de minha parte: pensar que eu tinha que ler tudo que estava na moda, tudo o que me pediam, apenas para emitir uma opinião sobre. E não funciona assim. Ao perceber isso, parei de ler coisas que eu já sabia que não iriam ser muito úteis para mim. E minha quantidade de leitura diminuiu bastante (e a qualidade aumentou! Vejam que ótimo!).

Porque eu parei com os vídeos? Por alguns motivos. * Nunca gravei com uma frequência certinha, nunca tive um dia certo para gravar. * Nunca tive um roteiro certo para os vídeos. * Os assuntos começaram a se repetir, e fiquei incomodada com aquilo. * Tive algumas decepções com pessoas estúpidas. * Percebi que eu escrevo melhor do que falo (na minha opinião. Pode ser que tenha gente que pense o contrário haha). * Claro que esse está longe de ser um motivo, mas: parei de comprar livros, desde primeiro de janeiro desse ano. E estou seguindo firme e forte nesse propósito. Sei que muitas pessoas gostavam demais do “Falida” (que era o título que eu dava para as compras do mês). * Com essa situação, de não comprar livros, acabei dando uma pausa nos vídeos dos amiguinhos. Assisto a vídeos bem específicos, para não ficar tentada. Fazer o que rs. * Não tenho lido tanto quanto eu lia antigamente, por motivos pessoais, e também por estar dando mais atenção ainda às minhas leituras, demorando bastante para terminar algo.

E agora duas perguntas mais ‘polêmicas’, mas que me faço.

Na minha opinião, qual o “probleminha” com os canais literários? Lembrando que esta é uma opinião particular, e que não estou generalizando. Em vários canais literários, tenho visto a propagação de livros que estão “na moda”. Mas esse não é o problema (não é mesmo!). Acho importante também a divulgação de livros que estão sendo lançados agora, que são febre, e que de certa forma influenciam os leitores (para o bem, quero deixar claro). Afinal, meu gosto pela leitura formou-se depois da “modinha” Harry Potter (que é moda até hoje, glória a Deus haha). Mas vejo também, que nesse meio, muitas pessoas preferem assistir a vídeos que falam sobre esses livros que estão na moda. Muitos títulos não me agradam (não generalizando também), e nem exponho opinião no canal. E com isso, há cobrança (há sim!) do “público”, como: “Quero saber o que você achou sobre livro X” (que está na moda). Eu gosto demais de livros diferentões (a Isa do Lido Lendo que o diga. Vive marcando a minha pessoa em postagem de extraterrestre hahaha), e vejo que isso não agrada o geral – sim, há gente que me chama de maluca. E sou mesmo. Para evitar incômodos, preferi dar essa pausa (olhem! Mais um motivo aqui).

E parcerias? Sentem falta dos vídeos? O que fazer? Quanto às editoras parceiras: eu não estou dando conta. Na verdade, vi que não estava dando conta, já em 2015, e cancelei todas as parcerias, permanecendo somente com a Penalux. Este ano acabei conseguindo parceria com a editora Carochinha, que gosto muito, e que é de livros infantis. Com as outras editoras eu tive que fechar. Se antigamente eu já não tinha vida social, penso que agora além de não ter vida social, minha vida de leitora está diminuindo drasticamente. E isso é bom, em certo ponto. Passamos sempre por metamorfoses, certo? 😉

Quanto aos autores parceiros, eu finalizei totalmente. Pelo mesmo motivo acima… eu não estava dando conta. E há tantos blogs que procuram autores parceiros, certo?!

E por último, e talvez não menos importante: Dani, você vai voltar com o canal, ou não? Eu poderia utilizar várias respostas aqui. “Não sei.” seria uma delas HAHA fiz uma postagem desse tamanho para dizer “não sei”. Ou até mesmo “O futuro a Deus pertence”. Mas já que precisamos de uma resposta um pouco mais objetiva… Não. Eu não irei voltar com o canal tão cedo, talvez nem volte. Estou conseguindo postar de vez em quando no blog, mas vocês podem ver que as postagens não são tão frequentes (antigamente eram 7 dias por semana, e hoje em dia são dois :O haha).

Espero que me perdoem. Quem sabe algum dia eu volte para o YouTube. Mas enquanto não acontece, queria muito que me acompanhassem por aqui mesmo ❤

Tempo do tempo | Marianne Galvão

Oi pessoal, tudo bem?

Marianne Galvão é uma moça linda, de 26 anos, de uma cidadezinha chamada Acari, lá no Rio Grande do Norte. Colunista na página “O amor é brega“, possui também sua própria fanpageTempo do tempo“, no Facebook.

 

Mas hoje viemos falar de seu livro físico, que leva o mesmo nome, Tempo do tempo: As estações do coração (Penalux, 2016, 108 p.). Marianne, de uma maneira bem doce e romântica nos apresenta poesias recheadas de esperança para um coração partido, mas acima disso, esperança de sempre recomeçar. O tempo está intimamente ligado às dores do coração, e talvez por isso o título do livro. Cada estação de nossa vida, cada reerguer, precisa do nosso aliado Tempo (que por sinal, enquanto escrevo, é impossível não me lembrar dessa música).

 

Numa entrevista que Marianne concedeu ao blog “Resenhas Teen“, a autora fala um pouco sobre sua experiência nas redes sociais, sobre a aceitação do público e sobre algo que me chamou bastante a atenção: a valorização de seu trabalho. Em tempos digitais, onde tudo é compartilhado, mas nada realmente é vivenciado, vejo que ainda há um desrespeito por parte do público (não generalizando, obviamente), em não apreciar a obra do autor como um todo, mas apenas parte dela. Por isso, meus amigos, vamos valorizar nossos autores, vamos valorizar nossos poetas 😉

Título: Tempo do tempo

Autor: Marianne Galvão

Editora: Penalux

Páginas: 110 pág.

Adquira seu exemplar clicando aqui.

Para ler um trecho, clique aqui.

[Livro concedido através de parceria com a Editora Penalux]

Músicas que acalmam a alma [Parte 10]

Oi gente, tudo bem?

Depois de uma semana super difícil, trabalhosa, cheia de coisas acontecendo em minha vida (que graças a Deus deu tudo certo!), hoje resolvi compartilhar mais umas musiquinhas que me acalmam ❤

Flores – Titãs e Marisa Monte

Relicário – Cassia e Nando

O dia que não terminou – Detonautas

Ben – Rubel (Música que tem clipe novo! Está lindo!)

Leituras de Março 2017

Oi gente, tudo certo?

No mês de março eu não li tanta coisa quanto planejei. Mas dei andamento na série Desventuras em Série, que está incrível (!) e que é uma das minhas metas do ano de 2017. Como sempre, não comecei todos neste mês (o livro do casal Jason e Crystalina eu comecei em dezembro! rs), mas vocês que são leitores assíduos: como é bom terminar um livro que está meio paradinho, não é? O livro estava maravilhoso, e eu não queria que terminasse… Por isso o tanto de tempo que levei lendo. Mas um dia temos que terminar rs

16. Paisagens da alma – Rubem Alves – 80 pág.
17. Saramboke – Elizeu Moreira Paranaguá – 162 pág.
18. O hospital hostil (Desventuras em série, v. 8) – Lemony Snicket – 232 pág.
19. O espetáculo carnívoro (Desventuras em série, v. 9) – Lemony Snicket – 240 pág.
20. O escorregador de gelo (Desventuras em série, v. 10) – Lemony Snicket – 280 pág.
21. Tempo do tempo: As estações do coração – Marianne Galvão – 110 pág.
22. Como encontrar sua alma gêmea sem perder sua alma – Jason e Crystalina Evert – 394 pág.

Total de: 1.498 incríveis páginas!

E vocês, o que leram de bom no mês de Março?

Saramboke | Elizeu Moreira Paranaguá

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim comentar um pouco com vocês sobre o livro Saramboke (Penalux, 2016, 160 p.) do autor baiano Elizeu Moreira Paranaguá. Diferente de Manuel Bandeira, que quer ir para Pasárgada (e de Bruno Félix, que acha que nem tudo são flores no paraíso de Bandeira), Elizeu cria um lugar de onde veio, um lugar de origem do poeta (onde particularmente acabei desejando ir).

Por todos os caminhos que o autor nos leva, vai-nos puxando pelas mãos, às vezes por um caminho todo florido, outras vezes por caminhos arborizados, e todas as vezes sem pressa alguma. Há poemas mais curtinhos, diretos, que quando terminamos de ler não conseguimos ir diretamente para a próxima. Tem de haver uma reflexão demorada e saboreada.

Já diz José Inácio Vieira de Melo, na contracapa: “Dom Elizeu Paranaguá, o Conde dos Lajedos, dentro da sua orfandade, adota todos nós e nos convoca ao seu feudo mágico – as páginas metafísicas do Saramboke – para que dancemos à margem de todas as coisas, como deuses“. E é exatamente isso que Elizeu faz: transforma nosso mundo estático em poesia dançante; poesia essa que transforma o mundo à nossa volta, mas principalmente nosso interior.

Título: Saramboke

Autor: Elizeu Moreira Paranaguá

Editora: Penalux

Páginas: 160 p.

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Adquira seu exemplar clicando aqui.

Para ler um trecho, clique aqui.

[Livro concedido através de parceria com a Editora Penalux]